Análise – Senran Kagura Peach Beach Splash

Mesmo que o universo dos videojogos esteja a ficar cada vez mais recheado de pessoas que batalham por um ecossistema mais limpo e livre de formas que objectifiquem tanto o homem como a mulher, é curioso ver séries como Senran Kagura continuam a criar fãs um pouco por todo o mundo.

Eu sou certamente uma das pessoas que não se importa com jogos como Senran Kagura, afinal, tal como o cinema, deve haver espaço para tudo, desde que seja relativamente moderado ou exagerado de forma propositada ou irónica. Todos devem ter a sua dose de sangue a rodos ou bikinis de vez em quando.

É aqui que saltamos para Senran Kagura Peach Beach Splash, onde Bikini é o tema do dia e o Verão ainda só agora começou. As meninas de cada uma das academias são chamadas a participar numa série de combates com pistolas de água (entre outras armas), em acção competitiva ou cooperativa.

A história de Senran Kagura Peach Beach Splash não é para ser levada a sério de todo, de qualquer forma, posso dizer que tem alguns momentos bastante divertidos e diálogos que entram dentro do parvo, o que é bom para quem conhece este estilo de jogos. Cada personagem tem a sua personalidade e quase todas apela a um tipo de público específico. Claro que os fãs vão conseguir aproveitar melhor as interacções entre personagens, pois já sabem como funcionam.

Ao contrário dos anteriores, Senran Kagura Peach Beach Splash é na realidade um shooter na terceira pessoa que funciona de forma bastante competente. A início, a forma como o jogo facilita a movimentação da mira e o foco automático é algo intrusivo, mas é fácil dar a volta a isso. A forma como as personagens se movem pelo cenário é facilitado pelo uso das mesmas reservas de água que usam para a arma, por isso podem viajar mais depressa, mas precisam de ter sempre em atenção as reservas.

Embora pareça simples, a jogabilidade ainda requer alguma habituação e estratégia. Além da reserva de água que precisa de ser gerida e recarregada, ainda existe hipótese de atacar em proximidade ou usar cartas de habilidade para criar certas vantagens em alturas que mais seja preciso. Com todas estas funcionalidades, depressa percebi que para jogar melhor é mesmo preciso não ser um spammer nem arriscar demasiado.

Além da história, Senran Kagura Peach Beach Splash tem ainda vários modos dedicados a cada academia, sessões de teste e ainda um “vestiário”, onde podem dar banho às meninas, mudar as roupas, criar fotomontagens e ainda algumas coisas relativamente perversas. Aliás, todo o jogo está recheado de momentos algo constrangedores que são uma autêntica galhofa caso estejam a jogar em grupo, mas embaraçosos caso alguém chegue à sala nesse preciso momento. O fan service não chega a pontos extremos, mas roça o limite em certas alturas.

O visual de Senran Kagura Peach Beach Splash pode não ser do melhor que já vi nesta geração, mas ainda consegue transmitir alguns modelos de personagens bastante bons com movimentos fluídos. As cores usadas fazem todo o sentido tendo o tema, mas faltava algum detalhe a elementos como a água e a fluidez tem tendência a cair a pique em alguns momentos mais caóticos. A banda sonora não é nada de especial, mas a quantidade assombrosa de vozes presente é bastante boa no seu original em japonês.

No que respeita ao online, posso dizer que fiz poucas partidas, não por falta de oportunidade, mas porque raramente conseguia ligar a outros jogadores. As partidas que consegui encontrar corriam com algum lag e o equilíbrio entre jogadores não conseguiram captar a melhor experiência. É sem dúvida uma pena, pois Senran Kagura Peach Beach Splash tenta claramente entrar no domínio de Splatoon no que toca a competição entre jogadores.

Tal como os jogos anteriores da série, Senran Kagura Peach Beach Splash é dedicado a um público bastante específico e a todos os fãs já consumados. De qualquer forma, não há como negar que existe um certo apelo dentro do tema do jogo e que a jogabilidade está afinada o suficiente para ser um shooter divertido e capaz de oferecer alguma competição. Com um pouco mais de trabalho e alguns sistemas mais levados a sério, este spin-off podia ser mais do que uma opção passageira.

Positivo:

  • Tema de verão bem feito
  • Jogabilidade rápida e divertida
  • Elenco enorme para usar
  • Personalização

Negativo:

  • Online não funciona bem
  • Quebras de fluídez
  • Algum fan-service embaraçoso
  • Tinha potêncial para mais

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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