Análise – Samurai Warriors 4: Empires

samurai warriors 4 ana destaque

Gosto bastante deste tipo de jogos hack n’ slash, e a série Empires, tanto em Dynasty Warriors como em Samurai Warriors tem sido uma das minhas predilectas dentro do género. Com a chegada de Samurai Warriors 4: Empires confesso que fiquei feliz mas também apreensivo pois a versão que está em análise é a versão PS Vita e ainda tenho na memória certos aspectos negativos de jogos do género nesta consola.

Vou já de encontro aos meus problemas com Samurai Warriors 4: Empires: é um jogo que não consegue adequar o número de inimigos que quer colocar em campo com as capacidades da PS Vita, normalmente o jogo não tem quebras acentuadas mas a qualquer momento inimigos podem fazer pop up e em outras ocasiões a Frame Rate baixa durante alguns segundos.

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Se já jogaram Dynasty Warriors Empires, então já jogaram Samurai Warriors 4 Empires. A fórmula é exatamente a mesma, pegar na jogabilidade do título original e aplicar-lhe um novo modo de campanha adicionando estratagemas às guerras e dando-nos liberdade para criar relações entre personagens assim como decidir o que fazer e quando fazer, ao contrário da narrativa estruturada do original. Quero com isto dizer que temos um botão para defesa, um ataque fraco, um ataque forte que podemos combinar em sucessão para fazer diferentes combos, existe um ataque musou para cada personagem que funciona como um “especial” e a partir daqui só temos que esventrar os inúmeros inimigos.

Samurai Warriors 4: Empires começa de uma forma bastante aberta, desde logo podemos escolher um período que dita a forma como o Japão estará dividido pelos vários clãs, em seguida escolhemos um clã que tem uma dada ambição, por outras palavras um requisito para “ganhar o jogo”.

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No caso destes cenários pré-feitos existem algumas cinemáticas que são activadas em certas situações que acabam por contribuir para a ideia da importância das nossas escolhas. Antes de começar uma invasão ou mesmo após a invasão de uma área podem aparecer alguns eventos peculiares, por exemplo: depois de conquistar uma zona controlada por um clã inimigo a população vizinha ficou sem sal, e apesar de serem inimigos acabei por enviar esse recurso para lá, isso fez com que a minha fama aumenta-se e desbloqueei mais acções entre turnos.

Neste modo os clãs estão estruturados e a escolha do mesmo limita as personagens jogáveis aos Oficiais do clã. No entanto conforme vão obliterando os clãs inimigos podem recrutar alguns dos Oficiais inimigos. Se estes aceitarem a proposta podem coloca-los nas vossas forças e utiliza-los nas guerras. No entanto se estão mais interessados em criar uma personagem e serem vocês mesmos a conquistar o Japão estão com sorte. Samurai Warriors 4: Empires deixa-vos não só criar uma personagem com um bom número de opções assim como escolher afiliações, podem tornar-se o filho de Oda Nobunaga por exemplo.

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Visualmente é um jogo medíocre mesmo para a PS Vita no entanto este sacrifício advém claramente do número de inimigos que por vezes preenche o ecrã assim como dos mapas que são bastante amplos na sua maioria. Os Oficiais destacam-se facilmente no campo de batalha e por norma é com eles que nos temos de preocupar, ainda assim todos os fãs destes jogos sabem perfeitamente que ignorar os soldados pode resultar numa estocada pelas costas. Nesta versão do jogo isto é especialmente preocupante pois é bastante fácil perder os inimigos de vista dado alguns ataques que conseguem fazer das nossas personagens autênticos mestres em teleportes.

Antes de entrarmos em combates quer sejam invasões ou defesas do nosso território, existe uma fase de preparação. Esta fase exige que nós designemos oficiais para algumas funções. Dependendo do oficial escolhido para cada posição teremos alguns bónus e a hipótese de realizar acções únicas. É aqui que planeamos e gerimos os nossos recursos e entra aqui uma parte moral, queremos ser o clã que maltrata o povo ou que é adorado por este? Queremos ser lembrados pela nossa valentia ou seguir esquemas mais sombrios. Tudo isto é planeado antes dos combates, conforme avançam na campanha irão desbloquear mais acções por cada turno.

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Algo que achei interessante em Samurai Warriors 4: Empires é a mecânica que nos obriga a fornecer recursos para o tempo que temos de lutar. Ou seja o normal para estes jogos é termos 90 minutos para concluir cada cenário, mas aqui o tempo que nos é dado é decidido pelos recursos que queremos gastar assim como os soldados e generais que levamos para a batalha. Investir numa grande batalha pode significar uma presença menor na próxima guerra ou a incapacidade de concluir um dado objectivo num futuro próximo. Podem sempre aplicar uma sobretaxa se se sentirem apertados mas cuidado com a forma como tratam os súbditos, se nunca jogaram um jogo da vertente Empires ficarão espantados por certas acções.

A fase de planeamento é o que faz das versões Empires dos jogos da Omega Force os meus favoritos, podemos seguir caminhos pré definidos e de certa forma reencenar antigas batalhas ou criar as nossas próprias lutas entre clãs formados por nós, compostos pelas personagens que já conhecemos. Como o jogo acha que não temos problemas suficientes em mãos com a gestão dos recursos podemos ainda ser alvos de pragas ou más colheitas mas também podemos ser o alvo de boa fortuna, tudo depende da sorte e por vezes do sentido de oportunidade.

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Ainda há mais um elemento a destacar, a banda sonora. Não estou a exagerar quando digo que a banda sonora de Samurai Warriors 4: Empires é das minhas favoritas dentro do género, foi difícil abstrair-me da banda sonora durante as lutas e tanto no menu principal como no castelo a música proporciona sempre uma forma de sermos atraídos pelo mundo do jogo.

No que toca ao combate, Samurai Warriors 4: Empires entrega uma experiência muito semelhante aos outros jogos da Omega Force. Aliás diria que em comparação com a sua série mais famosa, Dynasty Warriors, Samurai Warriors é uma cópia directa que troca a China pelo Japão. A meu ver é um jogo que vale a pena para os fãs do género mas no caso de serem apenas curiosos terão aqui uma boa distracção que facilmente se torna viciante.

Positivo

  • Muitas personagens jogáveis
  • Criação de personagens
  • Vários cenários e opção de criar o nosso cenário
  • Banda sonora
  • Estratégia e Hack n’Slash bem conseguidos

Negativo

  • Quebras de Frame Rate consoante o número de NPC’s
  • Jogabilidade sem anda de realmente único

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Alexandre Barbosa

Também conhecido como Tylarth, sou um grande fã de videojogos no geral e séries de TV.

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