Análise – RIME

Quando RIME foi oficialmente revelado durante uma conferência da Sony na E3, poucos foram aqueles que não ficaram curiosos em relação a este jogo que parecia misturar elementos de outras referências dentro dos jogos mais Indie.

Alguns anos depois, RIME chega não só à PS4, mas a quase todas as plataformas da actualidade e consegue estar ao nível de algumas das expectativas.

Em RIME jogamos com um rapaz que naufraga numa ilha aparentemente deserta. Para tentar sobreviver, vão controlar o rapaz ao longe de várias secções de plataformas, puzzles e criar amizade com uma raposa mística que servirá como aliado e guia.

A forma como o mundo de RIME está construído e os puzzles que engloba foram ambos bem feitos e fazem sentido no geral. Os momentos de maior frustração surgem em algumas alturas onde a solução mais óbvia para a resolução de um puzzle é na realidade pouco perceptível.

A jogabilidade é bastante simples e RIME nunca nos permite explorar muito além do caminho principal. Embora existam segredos e mais caminho além do que devem seguir, sabem sempre que o objectivo seguinte está próximo do local onde a raposa está à vossa espera.

Apesar de responder bastante bem à maioria dos comandos, alguns puzzles pareceram mais complicados com base na forma como a câmara ganha vida própria por vezes, ou como a detecção de colisão pode falhar, mesmo quando temos a certeza que o salto foi o suficiente para chegar a uma determinada plataforma e vemos a nossa personagem cair pela falésia abaixo. São pequenos momentos de frustração que não faziam cá falta.

RIME também tem o problema de ser algo curto. Existem várias zonas diferentes para visitar que fucionam como temas distintos visuais no formato do mundo, no entanto, além de certos coleccionáveis que podem apanhar para desbloquear imagens e mais informações para a história, RIME acaba bastante depressa e não existe um verdadeiro incentivo para o voltar a jogar.

Visualmente, este é sem sombra de dúvida um jogo bonito que consegue evocar memórias de jogos como Journey, ICO e até Shadow of the Colossus (aquela torre com a ponte é gritante), de qualquer forma, a sua arte e cores, também conseguem dar-lhe alguma essência própria. Existem algumas quebras de fluidez na versão que joguei (PS4), mas nada que seja altamente perturbador.

No que toca à banda sonora, só tenho a dizer bem de RIME, pois tem algumas músicas fantásticas, bem ao nível do que seria de esperar de um jogo com este visual e temática.

Mesmo sendo um jogo que me agradou, confesso que estava à espera de ficar mais impressionado com RIME. O mundo é bonito, a banda sonora também e viver a aventura vale a pena. Porém, a longevidade e alguns pequenos problemas mais frustrantes acabam por interferir com a experiência global. Este é o estilo de jogo que consigo facilmente recomendar a todos os exploradores de jogos com ADN Indie, mas não tanto para os restantes.

Positivo

  • Visual apelativo
  • Puzzles ambientais interessantes
  • Banda sonora

Negativo

  • Alguns puzzles enganadores
  • Câmara com vontade própria
  • Detecção de colisão

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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