Análise – Resident Evil 0 HD Remaster

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Resident Evil 0 foi lançado originalmente para a Nintendo GameCube em 2002 e é uma prequela ao original lançado na Playstation. Com a vontade crescente da Capcom em relançar os antigos sucessos adaptados a esta geração, Resident Evil 0 embarcou no comboio dos Remaster e desde o inicio que fiquei surpreendido.

Para começar é notório algum do trabalho feito mesmo antes de iniciar o jogo. O menu das opções está repleto de escolhas relacionadas com o Remaster, desde como queremos que seja apresentado até opções de jogabilidade que nos deixam trocar os controlos de tanque originais pela movimentação mais recente, mas não, não podem apontar e andar.

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Do ponto de vista de alguém que não jogou o original e não é grande fã da trilogia PS1 devo dizer que me vieram arrepios espinha acima assim que iniciei o jogo. A minha experiência com Resident Evil começou com o 5, joguei o 6 e experimentei o 1 que não gostei e saltei de imediato para o 4 para descobrir que também não sou fã. Resident Evil 0 é nada mais, nada menos do que um jogo com uma jogabilidade de PS1 com gráficos de GameCube.

Por outras palavras vão ter que percorrer os mesmos cenários vezes e vezes sem conta à procura das soluções para os pequenos problemas que impedem a nossa progressão. Para mim isto não seria um problema, não fosse por um pequeno detalhe: os zombies que matamos numa divisão podem voltar a aparecer apenas porque sim. Felizmente é possível em várias situações contornar estes zombies sem os matar, porque a munição é mesmo muito pouca e é irritante gastar balas em inimigos que voltam a aparecer.

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Este é também um jogo que não nos dá a mão quanto aos puzzles. Preparem-se para andar perdidos, ler todos os documentos que encontram e gravar muito pouco. Sim, o antigo sistema em que é necessária fita de máquina de escrever para gravar mantém-se. Se forem poupados conseguem ter sempre 7 ou 8 com vocês a qualquer momento, e com isto quero dizer não gravar mais do que 3 vezes por nível. Isto é algo importante de frisar pois aqui um Game Over manda-nos directamente para o último ponto de gravação.

Falando em jogabilidade, nesta aventura controlamos duas personagens em simultâneo, Billy e Rebecca. Podem alternar entre personagens para resolver puzzles ou simplesmente uma personagem com mais vida aumenta as hipóteses de sobrevivência, mas lembrem-se que se alguma das personagens morrer é Game Over. E com isto quero dizer que se a personagem controlada pelo computador morrer têm um belo ecrã de Game Over.

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Felizmente podem controlar a movimentação da segunda personagem com o manipulo analógico direito, não é muito mas é o suficiente para evitar certos ataques. Ainda dentro das personagens, enquanto Billy é mais forte e sustém mais dano, Rebecca consegue combinar plantas e morrer facilmente, é sempre uma boa qualidade a ter.

O ambiente sonoro está bom complementando o aspecto claustrofóbico do jogo. Aqui não há muito a apontar, é um trabalho competente.

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Depois de completarem o jogo uma vez conseguirão aceder ao Wesker Mode, onde como o nome indica, controlam Albert Wesker com tudo o que Uroboros tem para oferecer, esta é mais uma das adições feita a esta versão HD de Resident Evil 0.

O aspecto de Resident Evil 0 Remaster está bastante bom, para um Remaster, não existem texturas esticadas como em alguns outros jogos e no geral foram adicionadas boas novidades. As cinemáticas foram adaptadas ao formato 16:9, o que é sempre agradável de se ver. O jogo corre de forma bastante fluída não existindo quebras de Fps e enquanto Remaster diria que este é um excelente exemplo de como fazer um Remaster em condições.

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Os aspectos negativos do jogo prendem-se com o material original não havendo muito a fazer nesse campo, enquanto Remaster irá certamente agradar aos fãs e tem conteúdo novo que justifica a sua compra mesmo que já possuam o original.

Positivo

  • Aspecto visual
  • Extras
  • Opções entre controlos originais e novos
  • Mantém-se fiel ao original o que agradará aos fãs

Negativo

  • Controlos durante secções de disparo e câmara mantêm-se atrofiantes
  • História é fraca
  • Puzzles, progressão e inimigos que voltam a aparecer depois de mortos, apesar das munições não voltarem a aparecer

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Alexandre Barbosa

Videojogos e séries de TV são o seu meio de entretenimento favorito. Desde jogos de plataformas a RPGs todos os jogos são um hipotético interesse. Ganhou também alguns traumas com certos videojogos mas isso já era de esperar. Agora já posso parar de falar sobre mim na 3ª pessoa?

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