Análise – ReLIFE

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  • Episódios: T1 – 13
  • Temporada: Verão 2016 (Julho)
  • Produtores: TMS Entertainment ; Aniplex, Half H.P Studio, comico, Hakuhodo DY Media Partners, Lawson, C & I entertainment
  • Géneros: Romance, Slice of Life, Vida Escolar
  • Idades: +13
  • Adaptação: Web Manga

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Uma análise a um anime recente? De uma temporada que ainda nem a meio vai? “Que bruxaria é esta?” Perguntam vocês. Pois bem, a Crunchyroll decidiu imitar a Netflix e lançar todos os episódios de ReLIFE no mesmo dia. Não sei se o mesmo se passou no Japão ou não, mas decidi que era por bem tirar proveito deste acontecimento raro e fazer uma análise a um anime (já lá vai algum tempo desde que fiz uma).

Para começar, ReLIFE era algo que não estava muito expectante em ver, caso até tenham visto o artigo sobre os animes de Verão de 2016, ficam com uma ideia da minha opinião na altura. Não era uma má opinião, apenas estava um pouco reticente devido ao tema e à forma como o mesmo poderia ser interpretado. Acontece que dias depois (ou talvez até mesmo horas) decidi ler a manga, que mudou a minha opinião por completo, passando de uma opinião reticente a uma opinião boa sobre a série.

Depois chegou a vez de ver o anime. Infelizmente não o vi de uma rajada como o planeava fazer, e como provavelmente seria a intenção de quem lançou tudo de uma vez só. Já que o ambiente do anime é bom o suficiente para se passar um fim de semana a fazer uma maratona de episódios.

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E então do que se trata ReLIFE? ReLIFE conta a história de Arata Kaizaki [Kensho Ono] que está com dificuldade em encontrar emprego, devido a ter largado o seu primeiro trabalho após 3 meses. Vivendo apenas entre part times e com o apoio dos seus pais, até que o mesmo termina e Arata se pergunta como vai sobreviver sem um trabalho a tempo inteiro.

É nessa altura que Arata recebe uma proposta para entrar num projecto com o nome de ReLIFE. Que tem como objectivo ajudar pessoas com problemas a situarem-se na sociedade, ao refazerem um período na vida escolar, com um medicamento que os fazem regressar à sua aparência jovem. De forma a readaptarem-se a novos ambientes e à interação com estranhos, e, no caso de jovens estudantes, vários tipos de drama e preocupações.

Até aqui tudo bem, mas é o rumo que a história podia tomar a partir do momento em que o protagonista fica novamente jovem que me preocupava. E de todas as situações possíveis, posso dizer que ReLIFE tomou a melhor decisão possível, tornando-se numa boa surpresa para este Verão.

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Grande parte do sucesso da história deve-se a Arata, que sempre se preocupou em ajudar os outros e é em geral, uma boa pessoa. Apenas devido ao problema envolvendo o seu último trabalho que encontra dificuldade em arranjar emprego, tornando-se assim um recluso da sociedade. E uma vez presente num “novo” ambiente, ele decide agir como o adulto e boa pessoa que é, e ajudar as pessoas em volta dele.

Excluindo Ryou Yoake [Ryouhei Kimura] que serve como supervisor de Arata no projecto ReLIFE, este consegue rapidamente formar amizade com outros estudantes. Chizuru Ishiro [Ai Kayano], uma rapariga sem habilidades e conhecimento sociais, que é a primeira pessoa a receber a ajuda de Arata. Chizuru é talvez a personagem que mais vai progredindo aos poucos durante o anime, não saindo totalmente da sua personalidade inicial, mas esforçando-se para mudar. Rena Kariu [Haruka Tomatsu] e Kazuomi Ooga [Yuuma Uchida] são outras duas personagens com importância para a história.

Ooga, que é um jovem com boa aparência e notas, mas que acaba por ser um pouco denso, é uma personagem que é mais usada para inserir comédia, quer seja a gozar com Arata numa relação amigável. Ou mesmo devido a não perceber que Kariu gosta dele, o que leva a várias reações por parte de Arata e An Onoya [Reina Ueda], uma rapariga que gosta de se meter nas vidas amorosas dos outros. As personagens encaixam todas bem umas com as outras, e a interação entre as mesmas acaba por ser sempre engraçada.

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Tendo lido a manga dias antes de ver o anime, andava com várias teorias sobre onde o anime iria parar. Uma vez que a manga progride de forma lenta, e o anime estava a aproximar-se rapidamente da mesma. Naquilo que até foi uma boa adaptação, certo que houve algumas partes menores que foram cortadas devido à limitação de tempo por episódio, mas o importante acabou por ficar.

Uma excepção será o último episódio, que decidiu ir buscar um pouco da história que acontece mais à frente na manga, de forma a dar uma espécie de pseudo-conclusão, e muito provavelmente fazer pano para uma futura sequela. Curiosamente foi algo que me perguntei se aconteceria, excepto que a maneira como foi feito na manga saiu melhor na minha opinião. Sendo que no anime pareceu um pouco fora de sítio (o que tecnicamente até é).

Basicamente ReLIFE acaba por ser um anime sobre um adulto que aproveita uma oportunidade rara para ajudar outros. Oferecendo personagens engraçadas, e vários momentos hilariantes, numa história onde todos acabam por mudar um pouco devido à influência uns dos outros. Contando com uma boa arte e animação, um bom opening, e ainda endings diferentes para cada episódio. Sendo definitivamente um anime recomendado para uma maratona durante um fim-de-semana.

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Positivo:

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  • História
  • Comédia
  • Visuais bons e coloridos
  • Opening e os diferentes Endings

Negativo:

  • Final um pouco “fora de sítio” para dar ênfase a uma possível sequela

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