Análise – Phoenix Wright: Ace Attorney – Dual Destinies

Ao alargar o espectro da indústria dos videojogos com mais companhias e consolas, também é possível que as produtoras arrisquem com todo o estilo de jogos.

Phoenix Wright: Ace Attorney é um dos grandes sucessos da Capcom e uma série de culto, mas o existência como jogo é debatível, afinal pode ser visto mais como um livro interactivo do que algo jogável.

É aqui que entra o factor variedade que pesa tanto e dá a Phoenix Wright: Ace Attorney o lugar que merece como uma das séries de destaque da indústria. Se existem RPG, jogos de desporto, luta, estratégia e até gestão, porque não pode ser Phoenix Wright: Ace Attorney – Dual Destinies uma opção?

Como já devem ter percebido, Phoenix Wright: Ace Attorney – Dual Destinies é exactamente aquilo que sempre foi, uma enchente de linhas de diálogo que precisam de ler durante vários minutos antes de poderem fazer seja o que for.

Tal como nos tribunais a sério, cada caso neste jogo coloca a defesa e a acusação frente a frente em disputas que mais parecem um jogo de luta ou Ténis, deixando ao jogador a responsabilidade de desmascarar a acusação ou as testemunhas e declarar a verdade.

É aqui que entra finalmente a jogabilidade de Phoenix Wright: Ace Attorney – Dual Destinies, ou seja, depois dos vários diálogos, podem finalmente juntar as peças com os objectos ou pistas disponíveis e tentar ganhar vantagem que leve até à verdade. Estas pistas podem surgir directamente em tribunal, mas existem segmentos mais interactivos em que visitam os locais do crime para recolher o que acham mais útil.

A grande novidade na investigação está na introdução de Athena, a nova personagem feminina que utiliza uma máquina inteligente que consegue detectar inconsistências nos depoimentos e assim encontrar mais pistas. Esta novidade é interessante mas podia ter sido mais trabalhada pois é demasiado linear e óbvia na vasta maioria dos casos.

Embora possa parecer que fiquei aborrecido pela pouca jogabilidade e paredes de texto, a verdade é que a forma como os diálogos estão encadeados, as coisas que são ditas e o desenvolvimento de cada caso são realmente divertidos e interessantes o suficiente para deixar o jogador agarrado à espera dos próximos desenvolvimentos. Quando descobrimos o caso, é impossível não nos sentirmos realizados e quando as pistas não batem certo sentimos um certo pânico a acumular, o que é uma das grandes virtudes desta série.

Visualmente, a passagem para a Nintendo 3DS não trouxe muito mais do que uma melhoria visual. O efeito 3D em si não inclui nada de novo além de um brilho extra às personagens que alguns vão gostar de utilizar. As personagens estão mais apelativas que nunca e só é uma pena que a sua base de movimentos se repita tanto.

Embora tenham sido incluídas algumas vozes em Phoenix Wright: Ace Attorney – Dual Destinies, a vasta maioria do jogo dá uso apenas ao texto escrito, o que é uma pena. Pode ser que no futuro este departamento comece a ganhar mais força. Já no que toca à música, esta é bastante boa, com o destaque óbvio para o tema clássico da série e alguns sons que se ouvem quando é dada alguma resposta ou dito o clássico “Objection!

É verdade Phoenix Wright: Ace Attorney não é um jogo para todos e pode ser até bastante aborrecido, mas quem joga em procura de uma boa história com boas personagens, então Phoenix Wright: Ace Attorney – Dual Destinies é uma aposta válida. Não traz muito de novo, mas continua a oferecer aquilo que os fãs procuram e querem desta série.

Positivo:

  • Narrativa
  • Personagens carismáticas
  • Humor
  • Sensação de vitória e aperto dos casos
  • Athena é uma boa adição

Negativo:

  • Paredes de texto intimidantes
  • Podia usar mais vozes
  • A habilidade de Athena não foi bem explorada
  • As personagens podiam ter mais animações

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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