Análise – Payday 2

Este ano os fãs de jogos de assalto ou crime organizado não se podem queixar de maneira alguma, sendo que em Abril tivemos o lançamento de Monaco: What’s yours is mine – ao qual podem ver a análise aqui – e agora vemos ser lançado o novo título da série Payday, com Payday 2. Payday: The Heist foi lançado em 2011 e começou esta nova franquia onde quatro ladrões terão que trabalhar em equipa para efectuar todo o tipo de assaltos e outros crimes que consigam dar muito dinheiro. Payday 2 chega então às lojas e em grande parte mantêm-se o mesmo jogo que havíamos visto com o primeiro título desta série.

Este FPS para quatro jogadores requer um uso muito constante da nossa massa cinzenta para conseguirmos efectuar os assaltos com sucesso e sem qualquer tipo de entraves inesperados. Grande parte das vezes, a nossa atitude para com a missão será de algum sangue frio, mas até mesmo aqui é necessário usar mais a cabeça que os nervos, pois existem várias maneiras de conseguir com que os reféns ou espectadores da nossa peripécia não alertem as autoridades.

Podemos começar por ter a certeza que não existem dispositivos de vigilância activos, e caso existam, podemos sempre desligá-los com um tiro ou então sequestrar o guarda responsável pela monitorização. Ao entrar no sítio de assalto é necessário não levantar suspeitas antes de entrar, pois poderá alertar os pedestres, sendo que já estando dentro da loja podemos gritar para que todos baixem-se, ordenar o segurança a baixar a arma – ordem que por vezes não é acatada – e amarrar toda a gente para deixar a polícia ainda mais cautelosa quando se aproximar da zona de assalto. A partir daqui podemos efectuar o objectivo pretendido, seja ele simplesmente roubar dinheiro, uma jóia específica e não só.

Nem só de assaltos deste género se baseiam Payday 2, sendo que a variedade de missões irão colocar-nos a destruir supermercados como retaliação, tomar posse de um laboratório de meth até roubar pinturas muito valiosas.

O que torna Payday 2 tão especial é o facto de o jogador estar a tomar decisões ao segundo o que cria uma certa adrenalina e tensão. Estes sentimentos existem porque o jogador estará sempre a medir as suas acções para evitar todo o alvoroço possível, isto porque o dito alvoroço só causa um maior confusão e atrasos no objectivo principal. As penalizações irão afectar o dinheiro que no final da missão é dividido ou da experiência que iremos receber, por isso é de evitar ataques suicidas a guardas, decisões descuidadas até ao assassínio de reféns ou pedestres.

Jogar Payday 2 offline é um crime, isto porque a cooperação com os outros jogadores é praticamente obrigatório para uma missão de sucesso. É daquele tipo de jogos em que todos os jogadores online devem pegar num microfone e determinar tarefas, desde amarrar reféns, tratar de arrombar cofres, até guardar a porta para haver uma fuga desimpedida. Este factor é altamente gratificante no final de cada missão e será aquilo que nos irá fazer voltar vezes e vezes sem conta a Payday 2.

Infelizmente, toda esta cooperação é praticamente inexistente no modo offline, isto porque os três restantes jogadores controlados pelo jogo são muito fracos em termos de inteligência artificial, limitando-se apenas a disparar feitos doidos para os guardas e a chamar a atenção a tudo o que são pedestres.

Em Payday 2 temos também de evoluir a nossa personagem com um sistema de níveis, sendo que iremos receber experiência no final de missão efectuada e de acordo com o sucesso. Com este sistema vamos poder personalizar a nossa personagem com uma skill tree no qual será possível determinar as várias habilidades que ela irá ter. Esta skill tree encontra-se dividida em quatro secções: a que irá controlar e manipular os reféns e restantes companheiros de nome Mastermind; a que irá favorecer a nossa personagem em situações de combate praticamente suicidas de nome Enforcer; a que facilita de uma maneira geral nos roubos com engenhos electrónicos de nome Technician; e a que furtivamente favorece a missão de nome Ghost. Todas estas secções estão compostas por pequenas habilidades que iremos desbloquear consoante o jogo.

Para um jogo com cenários tão pequenos esperava que Payday 2 estivesse mais trabalhado no que toca a apresentação visual em geral. Graficamente não é dos jogos mais exuberantes que já vi, onde as texturas são fracas, os efeitos não são nada de especial mas o pior de tudo centra-se nos bugs de todas as personagens, havendo polícias a trepar carros ao andar de lados, outros a ficarem presos em infraestruturas e não só. Já no departamento sonoro a história é completamente diferente, isto porque a Overkill Software conseguiu inserir efeitos de som desdes as armas até aos gritos das personagens bastante realistas.

Payday 2 é um enorme regalo jogado online e das melhores experiências que pude testemunhar, onde a cooperação com outros jogadores à volta do mundo ou nossos amigos levarão cada um nós ao máximo para conseguir efectuar missões perfeitas e a voltar ao jogo. Infelizmente, e dado ao facto de haver pessoas que não jogam via internet, quando jogado offline, Payday 2 não tem a mesma magia, é aborrecido e frustrante.

Positivo

  • Estratégia é fundamental para ter sucesso
  • Requer muita cooperação
  • Variedade nas missões
  • Inúmeras habilidades

Negativo

  • Single-player extremamente mal trabalhado…
  • …onde a Inteligência Artificial estraga a experiência
  • Grafismo mau

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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