Análise – Paper Mario Color Splash

Como grande fã de RPG que sou, é sempre bom ver chegar um novo jogo da série de Mario RPG a uma das consolas da Nintendo.

Mesmo estando na sua fase final de vida, Mario e companhia vão regressar à Wii U com Paper Mario Color Splash, uma nova versão da série clássica, com algumas novidades e alterações feitas pelo caminho.

Para quem nunca jogou um jogo da saga Mario RPG, só precisam de saber que este mistura alguns elementos de acção e plataformas típicos de Mario, com combates por turnos quando encontram um inimigo pelo cenário.

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Para quem conhece os restantes jogos, se a fase de plataformas e exploração é igual aos jogos como Mario & Luigi, já o combate é bem diferente, pois é regido pela utilização de cartas para atacar em cada turno. É um sistema que parece estranho a início, mas que é de fácil aprendizagem. Se existe algo de que me queixo, é da sua repetição, pois é preciso passar por vários estágios antes de poder seleccionar a carta final para atacar.

De qualquer forma, o combate continua a ter as fases de ataque interactivo, onde é preciso carregar na altura certa para dar mais dano a um ataque ou defender de algo que daria mais dano. Outra coisa que estranha é a ausência de experiência propriamente dita, pois a evolução está ligada a uma série de símbolos que apanham dos inimigos que vão aumentando a quantidade de tinta que podemos acumular.

Já que falamos na tinta, esta surge aqui como a ferramenta mais importante. Esta ilha que estão a visitar com Mario e Peach é a Ilha das Seis Cores, uma localização exótica conhecida por ter Megaestrelas que criam cor para a região. No entanto, como os Masquitos andam a absorver as mesmas com palhinhas, deixando as personagens imobilizadas sem cor, cabe ao Mario salvar o dia.

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Com a ajuda de um balde de tinta vivo, conseguem então usar várias tonalidades de tinta para resolver enigmas, resgatar personagens e combater. É um sistema interessante e bem pensado. Também é positivo que seja bem contabilizado, pois só ficam sem tinta se desperdiçarem demasiado pelo caminho.

Em certas zonas, vão encontrar objectos fora do tema do papel, os quais podem ser usados em combate contra certos inimigos ou bosses. É divertido ver a criatividade de alguns destes momentos, especialmente em certos cenários mais saudosistas que vão aparecendo mais à frente.

Paper Mario Color Splash é um jogo que ainda demora umas boas horas a terminar e tem muitas coisas para explorar espalhadas pelo mundo. Mesmo que o joguem a bom ritmo, deixando coisas para trás, ainda podem contar com mais de 20 horas de jogo.

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No que toca à apresentação, Paper Mario Color Splash está muito bem concebido, não só é um jogo altamente colorido, bonito de ver e cheio de pequenos pormenores, como ainda tem uma boa banda sonora. Uma salva de palmas vai igualmente para a tradução em texto para português, que tal como nos outros RPG de Mario, conseguem encontrar boas equivalências em termos de texto para os originais, convertendo piadas e conversas com humor para os nossos termos em português.

Se tivesse uma vertente de evolução mais clássica e um combate menos focado em mecânicas demoradas, Paper Mario Color Splash podia ser um dos melhores jogos dentro do panteão de Mario RPG, no entanto, não deixa de ser um jogo com bastante qualidade e muito divertido de jogar. Se são fãs de Mario e de RPG de acção e conseguem tolerar um combate mais lento, então não deixem escapar este jogo.

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Positivo:

  • Visual apelativo
  • Boa banda sonora
  • Excelente localização
  • Utilização das tintas
  • Cenários com nostalgia

Negativo:

  • Sistema de cartas demorado
  • Evolução pouco sólida
  • Demasiado fácil

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Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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