Análise – Overwatch Legendary Edition [Nintendo Switch]

Desde que Diablo 3 chegou à Nintendo Switch que a ponte entre a Nintendo e a Blizzard ficou feita e seria uma questão de tempo até que Overwatch também fizesse a travessia. Depois de vários leaks, Overwatch foi confirmado e neste momento, já é possível jogar na portátil híbirda da Nintendo.

Também eu passei alguns dias em redor de Overwatch da Switch, uma experiência interessante tendo em conta que a última vez que o joguei foi na PS4 há mais de um ano e não havia tantas caras novas, por isso, depois de jogar com Reinheart e Junkrat para me habituar, tive de testar também os novos recrutas disponíveis.

Começando pela fase de habituação, é preciso dizer que a Nintendo Switch é um bom sítio para jogar Overwatch, embora não tão bom como uma das consolas rivais ou PC. A primeira grande questão está ligada à fluídez das partidas, pois tudo corre a 30fps ou menos, o que é diferente das outras versões, algo que fica aquém do que já tinha jogado antes e vai ser estranho para quem está até mais habituado que eu.

Depois temos a jogabilidade em si. Se jogarem com o Comando Pro, a diferença não é assim tão grande, mas jogar com os Joy-Con não é assim tão preciso como necessita. Existe uma grande fase de habituação e mesmo depois de algumas horas de jogo, classes que exijam muito mais precisão como é o caso de Hanzo ou Widowmaker acabam por sofrer com isso. Existe uma boa hipótese de complementar a mira com o girascópio que ajuda a acertar o ponto de impacto, mas não acredito que todos vão conseguir a aprender a usar de forma eficaz.

Claro que depende também muito das classes, curiosamente as pessoas que usam tanques e healers vão ter muito menos problemas em continuar a trabalhar as suas classes, mas todos deveriam pensar na hipótese de adqurir um comando Pro que ajude a ter mais precisão nos controlos.

Overwatch é um jogo com uma arte e design bastante bons, mas a Nintendo Switch acaba por borrar um pouco a pintura. No global, este é o mesmo jogo que conseguem encontrar em qualquer plataforma, mas aqui tudo aparece um pouco mais desfocado e “deslavado” do que já se conhece. É um pouco o mesmo tratamento que foi dado ao The Witcher, embora não fosse justificado tamanho corte no visual. Este corte é menos notório por sua vez quando estão a jogar com a consola sem estar ligada ao à televisão.

Apesar de ser possível jogar tanto em modo portátil como ligado à TV, tenho a dizer que prefiro muito mais o modo portátil. Não só a possibilidade de o poder jogar em qualquer lado é arrebatadora e muito tentadora, como parece que o jogo consegue mascarar muito mais os problemas visuais e de jogabilidade com a possibilidade de apontar com o giroscópio.Quando a consola está nas mãos, parece bem mais natural e pode ser feito onde quiserem.

Como seria de esperar, Overwatch na Nintendo Switch é inteiramente digital (mesmo que comprem em caixa) e precisam sempre de Internet e serviço Online da Nintendo para o jogar, por isso não contem sequer jogar com Bots caso nada destas necessidades seja cumprida. Quando estão ligados aos jogos, a qualidade da ligação costuma ser boa e não precisam de programas externos para poder comunicar em equipa.

Overwatch na Nintendo Switch é uma versão bastante capaz e que funciona tal como é esperado, no entanto, não substitui nenhuma das restantes. Se não podem optar por nenhuma das outras versões ou preferem a liberdade de o poder jogar em qualquer lado, então vale a pena o investimento.

 

 

Positivo:

  • Overwatch portátil
  • Muito conteúdo já disponível
  • Utilização do giroscópio
  • Ligações sem problemas
  • Programa de voz já integrado

Negativo:

  • Físico sem cartucho
  • Por vezes cai abaixo dos 30fps
  • Joy-Con não são muito precisos
  • Não podem jogar nada offline

 

 

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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