Análise – Onimusha: Warlords

Esta foi a minha estreia com Onimusha. Sabia que o jogo estava para sair, mas foi daqueles jogos que me passou completamente ao lado, e quando perguntei que tipo de jogo era a resposta rondava sempre Resident Evil. Não há nada como experimentarmos por nós e foi exactamente isso que fiz.

Onimusha: Warlords é então um remaster do jogo original que foi lançado em 2001. Passaram-se praticamente 18 anos desde então e o meu primeiro impacto com o jogo foi de incredulidade. O cenário é na sua vasta maioria composto por imagens pré renderizadas e objectos 3D com os quais podemos interagir. A câmara do jogo faz lembrar câmaras de segurança com ângulos fixos dependendo da nossa posição e não se admirem de andar a saltitar de ângulo mesmo durante os combates, aqui as limitações de uma era passada voltam para nos assombrar.

Onde Onimusha: Warlords realmente vai beber a Resident Evil está na sua progressão. Estamos a explorar um único local que está repleto de diferentes áreas, desde o castelo ao jardim, passando pelas caves e varandas entre outros. Enquanto realizam a exploração vão dar de caras com puzzles, inimigos que fazem re-spawn quando entram e saem da sala e todos eles são capazes de vos matar num ápice se não tiverem cuidado. Os inimigos são bastante diferentes entre si e obrigam o jogador a perceber como abordar os vários monstros.

Para nos defendermos temos acesso a 3 armas distintas e cada uma delas tem o seu ataque mágico. Estes podem ser melhorados e acabam por facilitar um pouco a nossa vida. Existem vários itens escondidos nos níveis, alguns são elementos necessários para puzzles e outros são consumíveis como ervas e remédios para recuperar vida ou aumentar as barras de vida ou magia. Este é um jogo que recompensa a exploração devido à escassez de itens e como estamos a falar de um cenário relativamente fechado, com áreas que vão abrindo enquanto andamos para trás e para a frente, é natural que em simultâneo se vá conhecendo os cantos à casa enquanto se abrem novos caminhos e consequentemente encontramos mais itens.

Como se trata de um remaster, este é um jogo com um aspecto geral bastante datado mas que corre bastante bem e tendo em conta o aspecto, até se acaba por apresentar com um visual bastante limpo. A jogabilidade funciona dentro das limitações do jogo e não requer uma grande habituação, já o combate dependerá de cada um. Cada arma proporciona uma experiência diferente e acaba por ser necessário saber como as utilizar em diferentes situações.

Em termos de progressão, Onimusha: Warlords não nos dá a mão, muito pelo contrário. Se encontrarem uma porta fechada o jogo até refere que falta uma peça, o resto depende de vós. Correr as várias secções de Onimusha: Warlords em busca de um determinado objecto pode ser frustrante, até porque existem verdadeiros labirintos dentro do jogo.

Como já referi os diferentes inimigos conseguem ser mesmo muito chatos. Existem os inimigos básicos que requerem apenas um par de golpes para matar, os “grandalhões” que nos dão algum trabalho e outros simplesmente irritantes como é o caso dos arqueiros ou do aglomerado de caveiras flutuantes que suga todas as orbs de experiência, vida e magia no cenário e tenta fugir. A junção de todos estes inimigos proporciona momentos bastante perigosos e apesar de termos acesso a armas à distância, estas não são muito práticas.

A atmosfera, apesar de tudo, está bastante bem conseguida. Os puzzles obrigam a que tomemos atenção aos detalhes do cenário e o jogo esforça-se para nos atormentar e recompensar. Agora percebo porque é que Onimusha: Warlords é tido em conta como um clássico. Não restam dúvidas de que é um bom jogo, mesmo estando datado é possível retirar daqui bons momentos. Se gostam deste género de experiências ou temáticas, devem dar uma hipótese a Onimusha: Warlords.

 

Positivo

  • Atmosfera convincente
  • Progressão bastante satisfatória
  • Repleto de segredos

Negativo

  • Acaba depressa
  • Alguns elementos da jogabilidade estão realmente datados

Alexandre Barbosa

Videojogos e séries de TV são o seu meio de entretenimento favorito. Desde jogos de plataformas a RPGs todos os jogos são um hipotético interesse. Ganhou também alguns traumas com certos videojogos mas isso já era de esperar. Agora já posso parar de falar sobre mim na 3ª pessoa?

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