Análise – One Piece World Seeker

Com todo o sucesso já alcançado ao longo de vários anos de emissão e centenas de mangas, One Piece será provavelmente a série de animação japonesa com mais espaço e conteúdo para dar origem a alguns dos jogos mais épicos que seriam possíveis de imaginar.

Curiosamente, mesmo depois de várias tentativas, os jogos de One Piece nunca conseguiram atingir um ponto de excelência ou de clássico imediato. Uns foram bons, outros nem por isso, mas no global, nenhum seria capaz de competir para jogo do ano.

Ao contrário dos jogos anteriores, One Piece World Seeker é um jogo em mundo aberto com vários elementos de RPG que conferem uma sequência de aprendizagem e evolução mais interessantes. Porém, este é outro dos vários jogos recentes da Bandai Namco que promete muito mas fica algo aquém da grandiosidade do conceito que é apresentado inicialmente.

A história é um dos pontos altos deste jogo. A ideia e a forma como está criada são bastante bons e foi tudo pensado pelo próprio criador de One Piece. Com muita pena minha a forma como a história é contada é altamente decepcionante. No início somos brindados com uma grande cinemática cheia de acção e recheada de vozes, mas isto só se repete raramente. Quase todo o jogo é composto de sequências de fala simples criadas com o motor de jogo onde nem sequer existe vozes além de sons simples ao estilo Zelda. É bastante decepcionante.

O combate arranca bastante simplificado e só começa a ficar verdadeiramente mais interessante quando começamos a evoluir a personagem. Os inimigos não oferecem um grande desafio e maior parte das vezes estão lá apenas para nos entreter a caminho de um objectivo, isto porque as missões estão feitas na maioria dos casos em sequências de ir de A a B para procurar por personagens ou derrotar X inimigos. Não é ofensivo, mas raramente evolui para momentos brilhantes.

O mapa mundo não é dos melhores que já vi, mas não está nada mau. A primeira vez que chegamos a Iron City ficámos impressionados com o facto de estarmos a entrar numa cidade de grandes dimensões quando até aqui só havia pequenas aldeias. Como Luffy pode percorrer o cenário com o uso das suas habilidades, não é exactamente aborrecido fazer estas viagens, embora o contacto entre as paredes e as habilidades nem sempre funcionem (com outros momentos ainda de frustração gritante), existe sempre um sistema bastante simpático de fast travel.

Dado o seu tamanho, One Piece World Seeker sofre de alguns problemas de optimização. Não só existem certos problemas de fluidez, tal como quebras de frames bastante notórias. Outro problema recorrente são os loadings avantajados que são ainda mais sentidos quando passamos de uma zona fechada para o mapa mundo ou fazemos fast travel. Isto acontece claramente porque o jogo não quer estar a carregar o mapa inteiro para a memória interna, algo que poderia prejudicar outros processos,

A nível visual, One Piece World Seeker é um jogo bastante agradável e competente. O design dos cenários e das personagens principais é muito bom, mas falha com alguns modelos bastante fracos e repetitivos de alguns inimigos. O mapa mundo é bastante coloridos e igualmente agradável à vista. As cinemáticas são bastante boas, assim como as animações dos ataques. As vozes são as originais em japonês e como seria de esperar, são de grande qualidade. A música não é a mesma da série, mas cumpre bem o seu papel soando a algo parecido. Apenas tenho pena que exista tanta ausência dela ao longo da exploração.

One Piece World Seeker era um jogo que parecia ser a derradeira experiência de One Piece em videojogos. O conceito é bom e existe aqui muito que vai agradar aos fãs da série, porém, existem aqui várias falhas e elementos menos cuidados que acabam por manchar uma experiência que tinha de ser bem melhor que isto. Se a Bandai Namco não descartar já o conceito e evolua o que aqui está, pode ser que o conceito de World Seeker se transforme em algo melhor.

Positivo:

  • História
  • Visual
  • Ataques bem recriados
  • Vozes da série

Negativo:

  • Mapa mundo vazio
  • Inimigos repetitivos
  • Missões aborrecidas
  • Só podemos jogar com Luffy
  • Poucas vozes na exploração

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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