Análise – Okami HD [Nintendo Switch]

Por esta altura é natural que os mais distraídos comecem a pensar que andamos a repetir as análises a Okami. Desde que foi lançado originalmente na PS2 e após as suas conversões, Okami já apareceu numa série considerável de plataformas. Por isso mesmo, aqui estou eu novamente a jogar Okami e a analisar este clássico novamente.

Pouco ou nada mudou desde o original para Okami HD, com apenas algumas melhorias visuais e alguns acertos em termos de mecânicas, no entanto e esquecendo apenas Okamiden por agora, esta é a primeira vez que Okami surge numa consola portátil, especialmente uma capaz de o correr.

Caso não conheçam Okami, o essencial que precisam de saber, é que este está bem próximo de um The Legend of Zelda no que toca a jogabilidade, exploração e combate, embora com um estilo bastante próprio e algumas funcionalidades que lhe conferem algumas diferenças.

O maior destaque vai claramente para o Celestial Brush, o pincel digital de Amaterasu que podemos usar para criar ou destruir coisas dentro do mundo de jogo. Aqui na Switch, o pincel pode ser usado de diversas formas, seja clássico com os botões, em movimento com os Joycon ou a usar o ecrã táctil no modo portátil. Seja qual for o método, todos eles respondem bem e poder desenhar apenas a tocar o ecrã é bastante directo e prático. De qualquer forma, usar o ecrã também do problema do tamanho da Switch, porque temos de agarrar a consola só com uma mão, comprometendo a precisão.

Também jogar em modo portátil ou com a doca depende muito do vosso estilo, pois o jogo não sofre realmente por estar a ser jogado de uma das formas. Seja qual o formato, a fluidez e visual são muito bons e é claro que Okami HD tem um visual que parece ter sido feito para resistir à passagem do tempo.

A história é longa e consegue ser prolongada se quiserem fazer objectivos alternativos ou coleccionar tudo o que existe no mundo. Tendo em conta a forma como Nippon foi feita, é um mapa que incentiva bastante a visitar todas as localizações e descobrir todas as coisas tipicamente japonesas que foram aqui colocadas.

Como mudou pouco desde a sua concepção, Okami continua a sofrer de alguns problemas próprios. Ter de ver a longa introdução novamente é custoso e existem muitos momentos onde as cinemáticas ou missões entram por momentos arrastados de exposição que se tornam aborrecidos. São coisas que já existiam e os veteranos como eu é que vão ficar mais entediados. Também é pena que só seja possível comprar em formato digital por cá.

É incrível como após tantos anos Okami ainda consegue manter o seu estatuto de clássico. É certo que se torna cada vez mais difícil de recomendar, pois a maioria já o jogou, mas a vantagem de o poder jogar em todo o lado e com a qualidade com que corre na Nintendo Switch, faz dele uma compra mais do que recomendada para esta consola.

Positivo:

  • Visual parece não ganhar idade
  • Altamente fluído e sem quebras
  • Jogabilidade funciona bem em qualquer  modo
  • Banda sonora de luxo
  • Poder levar Okami para qualquer lado

Negativo:

  • Nada de novo para quem já o jogou
  • Pintar em modo portátil sofre pelo tamanho da consola
  • Nada de versão física

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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