Análise – Mr. Holmes

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Este é mais um daqueles filmes que por pouco não me passou completamente ao lado, aliás só me apercebi da sua existência através de um cartaz presente nos cinemas NOS Alvaláxia após a exibição do filme de animação, Minions. Assim foi sem saber quase nada sobre o filme que entrei para a sala de cinema.

Desde logo, e através do cartaz que exibe Ian McKellen como Sherlock Holmes é possível perceber que a personagem que vamos ver é um Mr. Holmes de idade já bastante avançada, 91 anos para ser mais exacto. E é então que surge o primeiro contacto com esta personagem, uma simples conversa numa carruagem de comboio. Nesta conversa conseguimos perceber que realmente se trata da personagem Sherlock Holmes através da observação que este faz de uma vespa.

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Este filme de Bill Condon é baseado num livro que dá pelo título, “A slight Trick of the Mind” escrito por Mitch Cullin. Como podem então perceber, este livro publicado em 2005 não é de todo uma das muitas aventuras escritas por Sir Arthur Conan Doyle, e isso sente-se.

Mr. Holmes deixa para trás os grandes mistérios do passado para se dedicar ao maior inimigo de Holmes, para além de Moriarty. Então e quem é este inimigo? Bem pode-se dizer que dada a origem deste grande inimigo o filme se poderia intitular “Holmes VS Holmes” já que o seu derradeiro adversário é Alzheimer.

Mr Holmes

É verdade esta versão de Sherlock Holmes, coloca o brilhante detective numa posição frágil pela idade e precária pela doença, mas Holmes está preparado para mais uma luta enquanto tenta transpor para o papel a verdade sobre o seu último caso de há mais de 30 anos, caso este que o fez retirar-se para o campo e para as suas abelhas.

Durante o decorrer do filme apercebe-mo-nos que o seu outrora parceiro, Dr. John Watson, teve o papel de autor ao transpor para livro as suas várias aventuras, com algumas diferenças. A diferença com maior relevo vai para a própria caracterização de Sherlock Holmes que acaba por ficar distante da realidade.

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O filme dá-nos a conhecer mais personagens que são trabalhadas de modo a levar o espectador a interessar-se por elas ao mesmo tempo que ajudam a desenvolver a história. O maior destaque vai certamente para Roger (Milo Parker), esta personagem é o filho da governanta da casa de Mr. Holmes e acaba por ser ele a ajudar Sherlock a lembrar-se dos acontecimentos do último caso da sua carreira.

Ao contrário do Sherlock Holmes original, esta nova versão mostra-se muito mais humana com as emoções à flor da pele em contraste com um Sherlock que se baseia apenas nos factos em busca da verdade. Esta faceta acaba por estar presente mas não é de todo o mesmo, é como ver arte de fãs. Por outras palavras temos a mesma personagem mas melhorada segundo a visão de outro.

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Todas as personagens são importantes quer seja para mostrar a evolução da personagem principal ou enriquecer o enredo, estas personagens acabam por criar situações que permitem ao pública uma melhor perceção sobre o Holmes que é apresentado, cimentando a sua compreensão.

A nível sonoro não tenho nenhuma queixa, é competente quer estejamos a falar de efeitos ou da banda sonora. Já a imagem contém alguns segmentos de transição um pouco mal escolhidos que são ofuscados pela maioria das cenas onde os atores preenchem a tela.

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Mr. Holmes não é de todo uma má história, simplesmente não se enquadra com as aventuras originais apesar das inúmeras referências e até do tom cómico de alguns momentos.

Simplificando a minha opinião, gostei. Não era o que esperava mas sinto que este é um fim criado por um fã, uma história repleta de momentos interessantes e uma conclusão minimamente satisfatória que infelizmente não consegue uma conclusão com a satisfação de tantas aventuras passadas.

Positivo

  • Ian McKellen como Sherlock Holmes
  • Ritmo da história
  • Referências ao material original
  • Interação entre personagens
  • Narrativa

Negativo

  • Não é o mesmo Sherlock Holmes de Arthur Conan Doyle
  • Resolução do filme não incomoda nem espanta

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Alexandre Barbosa

Videojogos e séries de TV são o seu meio de entretenimento favorito. Desde jogos de plataformas a RPGs todos os jogos são um hipotético interesse. Ganhou também alguns traumas com certos videojogos mas isso já era de esperar. Agora já posso parar de falar sobre mim na 3ª pessoa?

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