Análise – Minions

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Por esta altura já todos conhecemos os Minions, ou numa das traduções mais aberrantes dos últimos anos, Mínimos. Isto claro se não tiverem vivido debaixo de uma rocha durante os últimos anos, por isso se for o vosso caso, fiquem a saber que os Minions são os tipos amarelos da imagem do título.

Os Minions nasceram com um objectivo, servir o mestre mais malvado que conseguirem encontrar, e é assim que desde células têm seguido as pisadas dos mauzões. O problema é que também são responsáveis pela desgraça desses mesmos vilões e é assim que desde o T-Rex, passando pelo homem das cavernas e até alguns dos mais controversos líderes da nossa história, os Minions têm infernizado a vida daqueles que rodeiam.

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Foram obrigados a esconder-se depois do último mestre ter sofrido uma grande derrota por sua causa, e assim foi durante anos. Mas algo não estava bem, todos se sentiam desanimados e deprimidos, foi então que Kevin se ergueu e colocou em prática um plano para encontrar um novo mestre.

Kevin juntamente com Stuart e Bob partem em busca da salvação dos Minions. Apesar de os Minions serem bastante idênticos, cada um tem a sua personalidade, quer tenham um ou dois olhos. No caso destes três, a voz do narrador faz o favor de esclarecer isso logo a início.

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O filme começa a revelar a história que realmente quer contar com a chegada dos Minions a Nova Iorque. Após uma introdução há civilização dos anos 60, ficamos a saber que os Minions terão que se dirigir para a Villain Con, uma conferência ultra-secreta que junta todas as mentes criminosas do mundo. Por outras palavras o sítio ideal para encontrar um novo mestre.

É aqui que entra Scarlett Overkill (voz de Sandra Bullock) a vilã escolhida pelos Minions. E a partir deste momento desenvolvem-se várias situações dignas de destaque e em simultâneo, algumas que não vivem para com a expectativa.

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Scarlett Overkill é uma personagem desapontante, apresenta-se como a maior vilã que o mundo já viu mas na verdade não passa de uma amostra daquilo que poderia ser e apesar de servir o seu propósito penso que não foi uma personagem devidamente elaborada.

Mas aqui as estrelas são os Minions e estes são espantosos, ri-me desde o primeiro segundo do filme, sim estou a falar dos logótipos. São personagens tão idiotas e com um dialeto parvo, quase incompreensível, mas ainda assim sabemos perfeitamente o que estão a dizer, pois algumas palavras-chave são usadas de forma a Banana! (Não sei de que outra forma explicaria isto.) Este dialeto faz parte do charme do filme e é responsável por algumas piadas muito bem colocadas.

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Outras piadas bem colocadas são dirigidas a um público que já conhece alguns dos maiores acontecimentos da época, estas são extremamente bem colocadas e fizeram-me rir mais do que estava à espera. Infelizmente tudo tem que ter um fim e apesar de os Minions manterem sempre um tom cómico e aparvalhado durante o filme, a resolução deixa muito a desejar.

Mais uma vez culpabilizo a personagem Scarlett Overkill, para mim é a pedra no sapato deste filme.

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Apesar de ser um filme bastante apelativo visualmente, não posso dizer que seja extraordinário, é simplesmente aquilo que esperamos hoje em dia. Já a banda sonora está excelente, e sim incluo aqui versões Minion da banda sonora.

Mas quando tudo está dito e feito ficam 90 minutos repletos de diversão que poderão ser desfrutados por qualquer um. Não é um filme extraordinário com uma mensagem profunda que dê que pensar como Inside Out, é pura diversão, no fundo aquilo que os Minions representam.

Vejam também a nossa vídeo-análise dos Minions!

Positivo

  • Minionsminions PN ANA 7
  • As piadas estão muito bem feitas
  • Alguns momentos são puras minas de ouro
  • Banda sonora excelente
  • Banana!

Negativo

  • Scarllet Overkill
  • História contém alguns momentos dispensáveis

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Alexandre Barbosa

Videojogos e séries de TV são o seu meio de entretenimento favorito. Desde jogos de plataformas a RPGs todos os jogos são um hipotético interesse. Ganhou também alguns traumas com certos videojogos mas isso já era de esperar. Agora já posso parar de falar sobre mim na 3ª pessoa?

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