Análise – Metroid: Samus Returns

Depois de uns bons anos no estaleiro, a série Metroid regressa ao activo não só com um, mas sim dois jogos. Na última E3 a Nintendo saciou a fome dos fãs por um novo Metroid anunciado dois jogos, um deles para a Nintendo Switch e outro para a Nintendo 3DS. Chega-nos então a primeira destas novas apostas, que apesar de não ser um jogo original, baseia-se no remake de um dos jogos da série que poderá passar um pouco longe do radar de muitos, Metroid 2: Return of Samus.

Nesta nova versão, o jogo teve uma ligeira alteração no nome chamando-se assim, Metroid: Samus Returns e esteve a cargo do estúdio responsável pelos recentes jogos da série Castlevania, os nuestros hermanos MercurySteam Entertainment. Com esta tarefa em mãos, o estúdio pegou num jogo lançado há vinte e cinco anos atrás e modernizou-o por completo.

Esta nova aventura leva Samus ao planeta original dos Metroid, SR388, com a finalidade de erradicar estes seres do universo de uma vez por todas. Sendo assim, teremos a tarefa de destruir todos os Metroids deste planeta, sendo que nem todos terão o aspecto que nos é famoso, mas sim várias mutações e formas da mesma espécie. Serão várias as estratégias que iremos aplicar para destruí-los e as chances irão alterar também de acordo com o nosso campo de batalha.

Estes ditos campos de batalha são basicamente as várias zonas do planeta SR388 que irão trazer muito mais do que um pano de fundo para esta tarefa complicada. O ambiente irá mudar o que trará novos inimigos, perigos bem como irá alterar a palete de cores. A exploração continuará a ser o ponto central deste jogo que o caracterizou, no qual iremos revelar o mapa de todo o jogo de acordo com a nossa exploração. O jogo irá requerer algum backtracking no qual iremos descobrir zonas e portas inacessíveis que só estarão disponíveis com poderes que Samus vão ganhando gradualmente.

Samus irá desbloquear ao longo da sua aventura habilidades e poderes bem como novos fatos que irão abrir novas possibilidades para o jogo. Portas que outrora eram inacessíveis passam a ser acessíveis, zonas com temperaturas muitos altas passam a ser exploráveis e assim sucessivamente. Curioso é a dinâmica criada para o uso destes poderes dentro do jogo, sendo que não ficam esquecidos rapidamente ou após desbloquearmos uma zona, no qual estaremos a usá-los constantemente e quando menos esperamos. Podemos também misturar habilidades e poderes para chegar a zonas inacessíveis, fica à imaginação do jogador quando a dificuldade aparecer.

É de frisar o trabalho que o estúdio teve em actualizar o jogo e responder até a criticas que o original teve na altura do lançamento, sendo assim agora podemos apontar de uma forma diagonal, fixar a Samus para podermos disparar livremente, responder aos ataques e deixar o inimigo vulnerável, temos agora um sistema de radar que detecta e revela toda a região até uma certa distância e até temos maneiras de nos transportamos pelas várias zonas muito mais rapidamente. Estas medidas não facilitam em demasia o jogo mas sim ajudam a colmatar algumas dificuldades que ao longo do tempo se tornaram desnecessárias.

Puxando as capacidades da 3DS, o estúdio transportou o jogo completamente para modelos em 3D e deu vida a este outrora jogo monocromático. Agora temos um jogo visualmente muito mais belo e com animações fantásticas por parte da Samus. Os cenários são agora mais facilmente distinguíveis e a quantidade de cor e efeitos atribuídos tornam o planeta SR388 mais vivo e belo. Os cenários de fundo ajudam também a detalhar o estado deste planeta e estão bem detalhados.

Um pouco como acontece neste tipo de projectos, a quantidade de músicas originais é praticamente nula, no qual teremos uma recriação dos temas já existentes que mesmo assim são completamente audíveis. O estúdio modernizou as mesmas, oferecendo também uma estética um pouco mais electrónica e sci-fi, o que acaba por tornar o trabalho ainda mais consistente e interessante. O mesmo aconteceu com os efeitos de som, que foram trabalhados para parecerem mais modernos e o resultado é bastante positivo.

A MercurySteam Entertainment teve em mãos um projecto bastante interessante e acho que conseguiram passar no teste sem grandes problemas. Apesar de na sua essência o jogo parecer um pouco monótono, o estúdio conseguiu deixar-me interessado praticamente até ao fim desta experiência.

Se o nome Metroid não é o suficiente para vos deixar com alguma curiosidade, então fiquem a saber que está aqui um trabalho bem conseguido no qual irão encontrar um jogo de acção e exploração que irá agradar a gregos e troianos.

Positivo

  • Uma excelente aventura
  • Apesar de ser remake apresenta várias novidades
  • Nova apresentação altamente refinada
  • Introdução de novos elementos à jogabilidade

Negativo

  • Poderá tornar-se um pouco enfadonho sempre a matar os mesmos Metroid