Análise – Metro Redux

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A série Metro, sempre foi uma daquelas que o Lemos costuma analisar. Foi ele que jogou o primeiro na altura do MyGames e foi ele que analisou o Metro Last Light aqui no PróximoNível.

A mim, Metro nunca me tinha dito grande coisa, afinal não sou grande fã de jogos de terror nem sobrevivência deste estilo. Por isso, com a chegada de Metro Redux para a PS4 (também disponível para o PC e Xbox One), foi a minha vez de perceber o motivo deste ser já um jogo de culto.

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Metro Redux é um misto, pois inclui tanto Metro 2033 como Metro Last Light num pack que vai além das melhorias normais visuais a que este estilo de lançamentos já nos habituou.

Metro começou por ser uma série mais virada para a sobrevivência, escassez de mantimentos e pressão associada aos poucos recursos e a presença constante de alguma espécie de ameaça. Afinal o perigo não surge só na forma de inimigos, mas também de um ambiente nuclear cáustico que necessita que usem filtros com tempo limitado em máscaras de ar, organizações que sobreviveram e estão ainda mais perigosas, e por vezes, dos próprios aliados.

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Curiosamente, Metro Redux permite escolher como querem abordar os dois jogos, se de uma forma mais difícil e lenta ao estilo de Metro 2033 ou mais centrada na acção como em Metro Last Light. Para mim, que nunca o joguei, experimentei no tal modo Spartan e acontece que gostei muito da experiência.

O que me fez dar uma boa hipótese a Metro e me levou a respeitar o seu conteúdo ainda mais são as parecenças com Dark Souls, não só pelo tema negro e pesado, como pela forma opressiva que o mundo está construído fora das zonas de segurança.

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Visitar as cidades de qualquer um dos jogos, revela zonas cruas, mas recheadas de pessoas, cultura e melhor de tudo, credibilidade. Estas cidades parecem vivas. Quando saem delas e vão para os túneis ou para a superfície, a sensação de ameaça constante é gigante e cada tiro dado pode fazer com que a nossa possição seja invadida por dezenas de bichos.

A jogabilidade defende-se bastante bem e é bastante funcional. O jogo é propositadamente mais pesado e menos rápido que a maioria dos FPS, mas isto também ajuda a criar atmosfera. Isto é sentido especialmente em Metro 2033 onde a personagem ainda é um novato e não está propriamente preparado para estas andanças.

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Claro que ainda falta falar do mundo de Metro. Baseado num best-seller, este culmina numa recriação pesada e brutal de uma Moscovo dominada pela guerra nuclear e alguns eventos paranormais que colocam o jogador em dúvida sobre o que se passa realmente, e o que está a acontecer em redor da personagem principal. É verdade que a atmosfera sofre um rombo quando todos falam em inglês com um sotaque russo, mas não está tão mau como parece.

A passagem para as consolas de nova geração oferece um visual similar ao que se pode ver nas versões de PC, por isso podem contar com boas texturas, efeitos de luz e detalhes bastante bons. É claro que não é um produto criado originalmnente com esta geração em conta, mas encaixa nela sem qualquer vergonha.

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Podia não ligar muito a Metro, mas Metro Redux fez-me perceber o porque desta ser uma série que tantos consideram merecer bem mais destaque. Ter os dois jogos num só disco e com visual desta nova geração, é uma boa proposta para quem ainda não jogou qualquer um dos dois ou só jogou as versões da geração passada de consolas. Isto se gostam de jogos pesados e exigentes, claro está.

Positivo:

  • Metro 2033 e Metro Last Light num só jogopn-recomendado-ana
  • Melhoramentos visuais e de jogabilidade
  • Opção para sobrevivência ou acção
  • Mundo credível
  • Conteúdo adicional incluído

Negativo:

  • As versões de consola ainda são inferiores ao PC
  • Sotaque russo forçado
  • Momentos de acção desenquadrados com a experiência

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Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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