Análise – Metal Gear Solid V: The Phantom Pain

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Eu conheci a série Metal Gear quando joguei o primeiro Metal Gear Solid da PlayStation original há 5 anos atrás. O jogo supreendeu-me mais do que estava à espera, tornando-se num dos meus jogos favoritos de sempre. Talvez tenha gostado demasiado daquilo, porque os restantes jogos da série nunca me fascinaram da mesma forma. Continuam a ser jogos únicos e de boa qualidade, apenas não estava a gostar do caminho que a série estava a seguir, com conspirações cada vez mais difíceis de acompanhar e situações ridículas sem grande sentido. Verdade seja dita, o primeiro Metal Gear Solid também tinha estes elementos todos, mas sinto que havia um melhor equilíbrio.

É por isso que sempre fiquei com a ideia de que o Hideo Kojima começou a ficar demasiado “criativo” no que estava a fazer a partir daí, nunca havendo ninguém atrás para avisar que algo estava fora de contexto ou que uma cutscenes estava longa demais. No entanto, muita gente adora exactamente isso nele e é o que torna a série tão marcante. Por isso mesmo, Metal Gear Solid V: The Phantom Pain é capaz de me ter feito apreciar um pouco mais o trabalho de Kojima.

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Seguindo os eventos de Metal Gear Solid V: Ground Zeroes e a destruição da Mother Base, a história começa com Big Boss a acordar de um coma de 9 anos e a tentar escapar do hospital quando é atacado. A sequência inicial não criou as melhores primeiras impressões, sendo demasiado lenta e prolongada, restringindo o jogador a mover apenas para a frente na maioria das vezes. Após serem salvos por Ocelot, o vosso próximo objectivo é resgatar Kazuhira Miller no Afeganistão e é aqui que o jogo demonstrar o que vale.

Ao contrário dos jogos anteriores, The Phantom Pain optou por um formato de mundo aberto, o que permite mais liberdade na forma como abordamos cada missão. Já não estão limitados a pequenas áreas e a uma forma específica de resolver um problema, o jogo dá a chance de sermos criativos e de jogarmos à nossa maneira. É claro que continua a ser mais vantajoso a abordagem furtiva, uma vez que a nossa personagem pode morrer num instante se não tivermos cuidado.

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Para quem jogou Ground Zeroes, já tem uma ideia como é que a jogabilidade funciona e os controlos estão melhores que nunca. Tudo parece mais fácil aqui do que em outros Metal Gear mas não deixa de ser complexo. Uma das minhas mecânicas favoritas é o quick dive que permite deitar-nos imediatamente no chão com apenas um pressionar dum botão. É perfeito para nos ocultarmos rapidamente caso sejamos quase vistos ou para nos desviarmos dum ataque, além de ser uma boa forma de derrubar pessoas para o chão.

Duas das maiores novidades introduzidas em Ground Zeroes são a marcação de inimigos e o reflex mode. Com a ajuda dos binóculos, ou Int-Scope como o jogo prefere chamar, podemos marcar inimigos à distância para ter sempre noção onde é que andam e até ver informações sobre eles após alguns upgrades. No entanto, pode sempre escapar um e serem apanhados de surpresa, e é aqui que o reflex mode entra em ação, dando a chance de neutralizar o inimigo que vos viu antes de alertar toda a gente. Se não gostarem do reflex mode, podem sempre desativar nas opções do jogo. Mas não subestimem os vossos adversários, desta vez eles são mais espertos e conseguem ver melhor ao longe.

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Após salvar o Miller, são introduzidos à vossa nova Mother Base onde têm que ajudar Diamond Dogs, um novo grupo de mercenários, a crescer e encontrar os responsáveis pela destruição da vossa antiga base há 9 anos atrás. Para tal, vão precisar de mais pessoas, e como acontecia em Peace Walker, vão ter que capturar soldados inimigos e lançá-los pelos ares com o balão Fultron. Depois de uma pequena terapia com o Ocelot, tornam-se rapidamente em fanboys de Big Boss. E não é só em soldados que podem usar o balão Fultron, podem capturar animais, contentores, veículos, essencialmente tudo o que se mexe.

À medida que ganham mais soldados e recursos, a vossa Mother Base vai crescer, permitindo criar novos itens e usufruir de algumas ajudas enquanto estão em missões. Podia visitar a Mother Base apenas quando é necessário para progredir no jogo, mas eu tinha o hábito de ir para lá cada vez que concluía uma missão e era onde aproveitava para fazer melhoramentos ou para ouvir as cassetes que dão mais informações sobre a história. Tirando as missões secundárias de eliminação de alvos que são bastante simples (excepto uma que é estupidamente difícil), não há muito para fazer na Mother Base. O único incentivo que podem ter em visitar a Mother Base regularmente é para tomar banho que dá certos benefícios temporários, como mais HP e tempo no reflex mode. Se voltarem à Mother Base após muito tempo sem tomar banho, vão ter problemas com o Ocelot.

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Apesar de Big Boss preferir trabalhar sozinho, agora tem a hipótese de levar um parceiro nas suas missões, mais uma mecânica nova na série. O primeiro parceiro que obtêm em Metal Gear Solid V: The Phantom Pain é o D-Horse cuja a sua única utilidade é para transporte (a não ser que alguém pensa que mandá-lo defecar à nossa ordem tenha alguma vantagem estratégica). Se encontrarem um pequeno cãozinho perdido no deserto e o capturarem, estão a caminho de ter um dos parceiros mais úteis para quem prefere ser furtivo. Assim que estiver mais crescido, podem levar o D-Dog convosco e ele pode marcar animais, plantas e animais a uma certa distância pelo cheiro, eliminando a necessidade de utilizar tantas vezes os binóculos.

Outra parceira que podem ter é a Quiet, uma sniper que se tornou um pouco infame desde que foi revelada devido aos seus trajes menores, e acreditem ou não, isto tem uma justificação plausível. Após um combate que faz lembrar os confrontos com o The End de Metal Gear Solid 3: Snake Eater, têm a opção de a capturar e mais tarde levar convosco para as missões. Podem enviá-la para um posto inimigo para detectar inimigos e colocá-la em pontos específicos do mapa para atacar. Inicialmente não era a parceira ideal para mim porque não tinha uma arma com supressor, mas à medida que a vossa relação melhora, ganham acesso a novos equipamentos e ordens, permitindo ajustá-la ao meu estilo de jogo. Apesar de muita gente julgá-la injustamente apenas pelo seu aspecto, Quiet revelou ser uma personagem bastante importante para a história e tornou-se numa das minhas personagens favoritas do jogo.

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Quando vão iniciar uma missão ou simplesmente explorar uma das duas áreas do jogo, vão para um ecrã de preparação onde escolham o vosso equipamento, parceiro e veículo. Eu nunca mudei drasticamente o meu layout principal, focando mais em armas com supressores, mas existem dezenas de armas e ferramentas à vossa escolha. Apenas têm que ter atenção ao facto de se gastar GMP (a moeda do jogo) cada vez que são transportados, com o valor que é gasto a depender do que levam. Aliás, quase tudo o que fazem gasta GMP, como usar balões Fultron ou chamar um helicóptero para vos buscar. Sempre que concluía uma missão quando deslocava para o mundo aberto, ou realizava várias coisas que davam GMP, acabava sempre por compensar os gastos. O GMP também é usado para criar armas e expandir a Mother Base e têm que tentar ser poupados, porque se o GMP ficar negativo, a moral dos vossos soldados vai baixar e correm o risco deles abandonarem a base

Em vários aspectos, Metal Gear Solid V: The Phantom Pain é semelhante a Peace Walker. Tal como a tagline Tactical Espionage Operations sugere, vão realizar operações de diferentes objectivos. Nem todas vão ter relevância para a história em geral, mas continuam a ajudar no crescimento da Diamond Dogs. Sempre que iniciam uma missão, passam créditos de quem participa e quem preparou o nível, como se cada missão fosse o seu próprio filme. Por adorável que seja este detalhe, acaba por spoilar um pouco da missão. Para além das missões principais, têm mais de 150 missões secundárias para fazer, com variedade suficiente para não se tornarem repetitivas. Metal Gear Solid V: The Phantom Pain tem dezenas de horas de conteúdo e mesmo quando julgam que estão a terminar o jogo após tanto tempo a jogar, são relembrados que estavam apenas no primeiro capítulo do jogo e que há mais ainda para fazer no segundo. Agora se aquilo merecer ser qualificado como segundo capítulo é outra história, mas já falamos mais disso.

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Muitos corajosos decidiram iniciarem-se na série Metal Gear por este jogo, e felizmente para eles, a história do não é tão pesada como os anteriores. Quem conhece Metal Gear há mais tempo vai entender melhor certos detalhes, mas a premissa principal de Metal Gear Solid V: The Phantom Pain não depende do conhecimento extenso de acontecimentos da série, uma vez que vão estar mais focados no crescimento da Diamond Dogs. As cutscenes também não são tão agressivas e são mais doseadas, guardando grande parte das explicações nas cassetes de audio. Mesmo que uma cutscene possa durar mais de 15 minutos, vão ter no mínimo uma hora de jogabilidade entre elas, o que não é um mau equilíbrio. Até os elementos sobrenaturais ganham mais destaque neste jogo, que podem ou não ser alucinações causadas pelo estilhaço na cabeça de Big Boss.

No entanto, alguns fãs podem ficar desiludidos com a história. Para quem não sabe, Big Boss era o vilão dos Metal Gear da MSX, e desde Metal Gear Solid 3 que muita gente, incluindo eu, queria ver essa transformação acontecer. Metal Gear Solid V: The Phantom Pain não mostra isso, há pequenos momentos que parecem caminhar para esse lado mas fazem logo inversão de marcha. No geral, a história não parece ter uma grande relevância para a série em si, tirando um plot twist que faz menos sentido cada vez que penso mais nele e que não vai ser do agrado de alguns fãs. Também não ajuda o facto de Big Boss estar quase sempre calado nos momentos mais importantes do jogo, uma característica que já não gostava da personagem desde o Metal Gear Solid 3. Acredito que usar a voz do Kiefer Sutherland não deve ter sido barato e até pode ser propositado que fale tão pouco, apenas gostaria um pouco mais de feedback do protagonista do jogo.

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Depois temos o maior pecado de Metal Gear Solid V: The Phantom Pain… a história está incompleta. Como referi antes, após resolver o conflito principal do jogo, chegam ao segundo capítulo, que mais vale ser visto como conteúdo pós-crédito do que outra coisa. Este “capítulo” responde a algumas das pontas soltas deixadas pelo capítulo anterior, nomeadamente o plot twist que referi, e é aqui que o jogo perde-se um bocado. Os eventos de história decorrem em intervalos aleatórios misturados com missões repetidas de dificuldade maior. Algumas das melhores momentos do jogo decorrem aqui e é onde vão assistir ao verdadeiro final, só que tudo parece que foi atirado ao molho e vamos tentando arranjar alguma satisfação numa conclusão aos poucos.

Se querem uma melhor indicação de que o jogo foi terminado antes do tempo, a edição de coleccionador incluí um vídeo de uma suposta última missão que provavelmente teria a melhor boss fight de todo o jogo e ainda esclarece uma ponta solta que continuava sem resposta. Se isto foi causado devido a cumprimento de datas de lançamento, falta de orçamento, “atrofios” entre a Konami e o Hideo Kojima, ou tudo ao mesmo tempo, nunca vamos saber, mas é uma pena que o último Metal Gear Solid criado pelo Kojima tenha um sabor um pouco agridoce.

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Apesar de tudo, mesmo reconhecendo as falhas do jogo, eu adorei jogar Metal Gear Solid V: The Phantom Pain. Se não fosse o caso, eu não teria mais de 80 horas registadas no jogo. Acabei por não chegar a falar de muita coisa, como os truques espectaculares que podem fazer com a caixa de cartão, as cassetes de músicas pop dos anos 80 que estão espalhadas pelo jogo e as mil e uma maneiras que existem para “trollar” com um soldado. Ainda existe um pseudo-PvP estilo Dark Souls onde podem ser grandes bestas e invadir as bases doutros jogadores e roubar soldados e recursos. Mesmo a correr nas definições quase mínimos no computador em que joguei, quase sempre entre os 25 e 30 fps, eu não tenho medo em afirmar que é um dos jogos com os gráficos mais bonitos deste ano. Há muito para discutir e esmiuçar, algo que não posso fazer aqui por razões óbvias. Talvez nos comentários ou até mesmo num futuro spoilercast.

Metal Gear Solid V: The Phantom Pain não é o meu favorito da série mas está muito próximo disso. É diferente de todos os outros Metal Gear Solid anteriores, e ao mesmo o tempo, o culminar de tudo o que a série tem vindo a construir, sempre com uma grande atenção aos pormenores. É certo que vai haver outros Metal Gear no futuro sem o envolvimento de Hideo Kojima. Talvez nunca vão ser tão bons como os anteriores, talvez até vão ser muito melhores, mas uma coisa é certa: não vão ser a mesma coisa sem ele.

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Opinião extra por:
Daniel Silvestre

Quem o viu e quem o vê. O tempo que passou desde que Metal Gear foi lançado e o quanto evoluiu ao longo de tantos anos.

Com cada lançamento, comecei a gostar mais da saga de Snake e Big Boss, por isso, as expectativas eram enormes para este jogo. Felizmente, correspondidas (especialmente depois do desapontante Ground Zeroes).

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Cada Metal Gear Solid sabe a algo diferente, como se fosse um prato de comida distinto. Metal Gear Solid 5: The Phantom Pain é um daqueles pratos que tem muito para degustar, com vários sabores misturados.

A versão que joguei foi a de PS4, a qual tem uma prestação bastante boa. O visual é óptimo, a fluídez praticamente constante e a jogabilidade bem correspondida.

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Todos sabem que queria David Hayter como Snake e a voz de Keifer Sutherland ainda me mete confusão, mas no geral, é um excelente trabalho vocal e musical.

Onde Metal Gear Solid 5: The Phantom Pain me parece falhar, é na forma como fecha a saga, parecendo faltar peças no puzzle, talvez mais um jogo. Mas agora com Kojima fora da Konami, o rumo irá ser certamente diferente.

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Tantos anos depois, Metal Gear Solid é uma série que prova a mestria do seu criador e a capacidade de se adaptar à mudança dos tempos. Esta saga vai ficar certamente marcada na memória de todos e Metal Gear Solid 5: The Phantom Pain é mais um jogo de génio para finalizar um legado de génio.

Positivo

  • Mundo aberto e as possibilidades que dá à jogabilidadepn-recomendado-ana
  • Mais tolerante para jogadores novos da série
  • Dezenas de horas de conteúdo

Negativo

  • História deixa muito a desejar
  • Não há muito a fazer na Mother Base
  • Notificações irritantes sempre que inicio o jogo

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Sérgio Batista

Escolhido da ‘pug life’ que gosta sempre de arranjar jogos novos para a PS2.
Cosplayer casual, tira fotos em demasia nos eventos.

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Sérgio Batista

Escolhido da ‘pug life’ que gosta sempre de arranjar jogos novos para a PS2.
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  • Raizor

    eu nunca joguei nenhum MGS…estava e ainda estou com ideias de comprar este mas depois daquilo que li aqui estou com algumas duvidas…

    achas que as falhas que apontas na história podem ser corrigidas por DLC ?

    • Kanudo

      É possível, mas duvido que a Konami faça algo do género. Mesmo que incluíssem a missão final que foi cortada, as últimas partes tinham que ser organizadas de melhor forma para ter um desenrolar menos desfragmentado.

      Contudo, não tenhas dúvidas de que é um jogo que vale a pena jogar. E se continuares reticente, podes sempre começar a jogar o primeiro MGS 😉

  • JPMatias

    Na minha opinião, o Kojima entregou-nos mais uma obra-prima. Acho que esta é a conclusão perfeita para uma saga a que ele dedicou a sua vida, sendo que conseguiu aperfeiçoar a fórmula e fazer aquilo que sempre quis desde que começou a série. Se este for de facto o seu último Metal Gear, a indústria vai ficar verdadeiramente mais pobre.
    Kojima, you’re the real Big Boss!

  • ednice

    Yep concordo com a cena da historia.
    Eu comi um bom bolo mas faltavam umas fatias

  • Carlos

    Este jogo merece EXCELENTE. ” não estava a gostar do caminho que a série estava a seguir, com conspirações cada vez mais difíceis de acompanhar e situações ridículas sem grande sentido.” isto é não perceber metal gear. metal gear solid tem vindo a evoluir jogo para jogo, kojima é o melhor produtor de jogos do mundo. 25 a 30 fps no mínimo? o jogo esta assim tão pesado?

    • Marco Correia

      Coise

    • Kanudo

      A teu ver, o que faz merecer Excelente? Tomas em consideração as mesmas falhas que apontei, achas que não são relevantes o suficiente para prejudicar a qualidade do jogo?

      A série podia ter a história mais confusa de sempre e perceber tudo, mas não deixava de ser uma história confusa. Se eu não percebesse Metal Gear, teria ficado pelo Sons of Liberty.

      O jogo pode até nem ser muito pesado, os meus computadores é que são batatas.

      • Marco Correia

        O Phantom Pain tem um optimização porreira, não chega aos calcanhares do Mad Max mas também não está má.
        Tens de ascender de uma vez por todas eu já não consigo socializar com camponeses!

    • Daniel Silvestre

      Não é preciso contra-análise. Eu concordo com o Sérgio. A história de Metal Gear Solid sempre foi muito complicada e há coisas que são incluídas de forma desnecessária que só ajudam a confundir até quem vem do início de Metal Gear Solid como eu.

      Quanto à nota, até podia levar um excelente, mas acho que quase toda a gente estava à espera do melhor jogo feito até hoje e foi apenas um grande jogo. Parece mal dizer isto, mas é possível sentir um travo de desilusão numa coisa que é fantástica à mesma : )

      Cumprimentos!

  • Sururu

    Com cerca de 20% do jogo concluido julgo que nota está perfeitamente adequada.

    Um jogo excente, mas que até ao momento ainda não me fez vibrar como outros jogos já o fizeram.

    A história!

    Bem….. não dou assim tanta importancia, pois a confusão para mim é muita. Há tanto que não compreendo, ou que já não me recordo. O primeiro foi na PS2 e já passaram mais de 20 anos. Esse sim, do melhor que alguma vez joguei.

    Não li a analise toda, pois há coisas aqui ditas que quero ir descobrindo com o avançar. Eu sei que é dificil fazer uma analise sem falar em determinadas coisas. Mas para mim dizer que a Quiet vai ser parceira de missões é um spoiler.

    No entanto, na minha modesta opinião para quem gosta de jogos em estilo stealth deve investir neste Phantom Pain que não se vai arrepender.

    • Kanudo

      Em termos de narrativa, é capaz de ser o mais fraco da série. Tudo o resto está fantástico.

      Acho que querias dizer PSOne. Quem me dera a mim jogar Metal Gear Solid numa PS2 em 1998.

      Fiquei com a ideia de que já era sabido que a Quiet seria parceira de missão desde que foi revelada, mas tinha mesmo que falar dela, uma vez que gostei bastante da personagem.

      • Sururu

        Vou-me redimir da falta de precisão do que disse.

        Eu estava a referir-me ao Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty, que para mim e penso que para a grande maioria (talvez seja da minha faxa etária) foi o primeiro jogo jogado. É a este que me refiro como sendo talvez o melhor jogo que já joguei até hoje. Bem me recordo das emoções que me proporcionou.

        Este é na verdade um jogo de PS2 e não terá os 20 anos que referi, mas ai uns 15 deverá ter.

        É o que dá falar com especialistas sem ser totalmente preciso. 😛

        • Kanudo

          Se calhar disseste 20 anos numa forma de dizer que já jogaste há muito tempo e eu não entendi. Erro meu se foi esse o caso.

          Há muita coisa que acho exagerada no Sons of Liberty mas é um jogo que tenho de voltar a jogar e dar outra hipótese.

  • Vasco Neves

    Kanudo, desculpa dizer-te isto, mas esta a conclusão que tiraste sobre os Metal Gears é uma das cenas mais parvas que li num site de videojogos, ainda para mais numa análise em que é suposto que o jornalista/analista perceba o que está a jogar.
    Só o facto de não perceberes o conceito dos anteriores jogos e do foco que a história tem, faz com que a tua credibilidade se afunde um pouco. O mínimo que devias ter feito se não percebeste a história dos jogos anteriores era simplesmente fazeres o teu trabalho de pesquisa, coisa que se nota que não aconteceu. A história ser complexa é o seu ponto a favor, porque além de levar a que penses em várias possibilidades das personagens podem ter ao longo dos jogos, fazem com que a história seja rica.

    “No entanto, alguns fãs podem ficar desiludidos com a história. Para quem não sabe, Big Boss era o vilão do Metal Gear original, e desde Metal Gear Solid 3 que muita gente, incluindo eu, queria ver essa transformação acontecer.”

    Esta frase demonstra toda a falta de conhecimento que eu referi acima. SPOILER: O Big Boss nunca em nenhum dos jogos da série foi o vilão de toda a trama como tu referiste, ele sempre se considerou que tinha perdido o sentido da sua própria vida após ter morto com as suas próprias mãos a The Boss, e isso levou a que ele só uns anos mais tarde reconhecesse o título de Big Boss. No primeiro Metal Gear, o principal vilão foi o Liquid, um clone do Big Boss que nasceu do projecto Les Enfaints Terribles tal como o Solid Snake, mas apesar de terem DNA’s iguais o Liquid sempre teve a ambição de superar o seu pai “Big Boss” e seguir os passos do amigo que acaba por se tornar rival e vilão da série, o Comandante Zero. SPOILER//

    Tudo isto era mais fácil para ti se tivesses pesquisado um pouco, ou então porque não, voltar a jogar os jogos da série antes de jogares o 5 e assim fazeres uma análise mais querente e com mais conhecimento em causa.

    Concordo com tudo o que o Daniel disse sobre o jogo, e acho que ele fez bem em colocar uma segunda opinião numa análise de um dos melhores jogos deste ano, se não mesmo o melhor.

    • Silver4000

      Pequeno reparo, ele quando se referiu a Metal Gear, mencionava o Metal Gear 1 e 2 da NES, não o primeiro MGS.

      Quanto ao resto não posso comentar porque ainda não joguei o jogo.

      • Vasco Neves

        Ok, se ele estava mesmo a falar então do Metal Gear da NES, então que diga isso para que esclareça as pessoas. Ele basicamente falou de Metal Gear e depois logo a seguir do Metal Gear Solid 3. Mas isto não invalida a crítica que eu lhe fiz, porque ele podia e devia ter pesquisado um pouco mais sobre a franquia antes de ter feito a análise, ou mesmo podia ter voltado a jogar a série completa, coisa que se nota claramente que não fez. Isto não tem a ver com gostar muito ou pouco de um jogo, tem a ver com profissionalismo de como trabalhas como jornalista ou analista seja de jogos ou de outra coisa qualquer.

    • Daniel Silvestre

      Bem vindo de volta Vasco : )

      Agradeço a tua opinião sobre a minha parte do texto, mas tenho de dizer que é bastante mais fraca e menos detalhada que a do Sérgio, por isso sim a dele é a principal.

      A história é confusa e complicada até dizer chega. Eu joguei praticamente todos desde o Metal Gear Solid e posso dizer que umas coisas já se evaporaram e outras eram tão fora de contexto ou confusas que o meu cérebro até às descartou de “importantes”. E sim, o Big Boss é o vilão do primeiro metal Gear da MSX que veio antes de todos os outros. Não houve erro ali.

      Quanto à questão de quem analisa, então se um site for aberto amanhã e os jornalistas forem novos na indústria não podem fazer análises porque não jogaram os anteriores? Só podem fazer a novos IP? E isso nem seria problema, porque ele até os jogou : )

      Esta análise foi escrita pelo Sérgio e eu li e dei a minha opinião ao longo da mesma, assim como de outros membros da equipa que como sabes também são fãs.

      Percebo que na tua opinião a história confusa seja um ponto a favor, para mim também é, mas uns gostam, outros não. Mas que é confusa, lá isso é ; )

      Cumprimentos!

      • Vasco Neves

        Olá Daniel, obrigado pelas boas vindas 😛 Eu tenho andado sempre pelas sombras do site, não tenho é comentado muito 🙂

        Quanto ao teu comentário, claro que a análise do Kanudo é a principal, visto que é a que é a mais detalhada mas o que eu disse foi que concordo com o facto de tu teres dado uma segunda opinião sobre o jogo, e isto é algo que pode ser feito não só em relação a esta análise mas em futuras também.

        Quanto ao Metal Gear em si, claro que a história é complexa e é difícil de entender à primeira, mas também não custa nada a uma pessoa vir ao pc fazer uma pesquisa rápida sobre o jogo no Google e aí fica a perceber um pouco sobre a mesma. Penso que isto não custa nada a ninguém e perdemos/ganhamos 10 min no máximo.

        Em relação a quem analisa, vocês decidem e bem entre vocês o que devem ou não fazer em relação a isso, mas não concordo com o teu exemplo, até porque quando alguém é novo numa área jornalística, essa pessoa tem de se adaptar. Dito isto, a pesquisa é um dos meios básicos para um jornalista, se não o fizer é porque algo anda mal no reino da Dinamarca, ainda para mais quando tu e eu sabemos que ele jogou os jogos anteriores, por isso não é desculpa que ele não pesquise antes de fazer uma análise caso não tenha percebido alguma coisa que tenha acontecido na história.

        Já agora, em relação ao Big Boss ter sido o vilão, tal como eu referi no ultimo comentário em resposta ao Silver, eu pensei que ele estivesse a falar do Metal Gear Solid 1, porque ele nem esclareceu que estava a falar do velhinho jogo da NES e logo a seguir falou do Metal Gear Solid 3. Lapsos que podem ser corrigidos perfeitamente, mas que causam confusão a quem esteja a ler.

        Um abraço!

    • Kanudo

      Diz-me em que parte da análise é que afirmo que não percebo a história ou o que estou a jogar. Apenas disse que a série foi ficando com “conspirações cada vez mais difíceis de acompanhar”, eu nunca disse que não conseguia acompanhá-las. E mesmo se não conhecesse a história dos jogos anteriores ou se não os tivesse jogado, isso não tornaria a análise menos credível. Eu fiquei com a responsabilidade de analisar o jogo, alguém que tem conhecimento da série, mas podia ter ficado para alguém que era novo na série e o seu ponto de vista seria tão válido como o meu, apenas teríamos perspectivas diferentes.

      Eu não vejo lapso nenhum na frase, escrevi “Metal Gear”, não “Metal Gear Solid”. Seria muito estranho eu dizer que o Big Boss é o vilão do primeiro Metal Gear Solid depois de afirmar que é um dos meus jogos favoritos. De qualquer forma, mudei a frase para não haver dúvidas de que estou a falar dos jogos da MSX.

      Apenas estou na dúvida se disseste que o Big Boss não é o vilão porque julgavas que estava a falar do primeiro MGS, o que é completamente falso, ou porque consideras que a personagem nunca se tornou realmente num vilão ao longo da série, apesar de algumas das suas acções darem a entender o contrário. Isso daria uma boa discussão mas não posso fazer isso aqui porque iria revelar momentos importantes do The Phantom Pain que muita gente, incluindo tu talvez, ainda não tem conhecimento e prefere descobrir sozinha.

      • Silver4000

        Ohhh MSX, e eu que disse NES…

        • Marco Correia

          ÉS UM INCULTO!

          • Silver4000

            Joguei tudo desde o Metal Gear até ao Ground Zeroes na PS3, tanto quanto sei podiam ter sido todos feitos para a PS3 mas com gráficos diferentes!

          • Raizor

            SUBSCREVO !!!!!!

        • Kanudo

          Não estás completamente errado, o primeiro Metal Gear teve um port para a NES, apesar de ter algumas coisas alteradas e não teve o envolvimento do Kojima.

          • Silver4000

            E depois houve aquela pseudo sequela antes do Kojima criar o Metal Gear 2.

            Quem é o inculto agora?

          • Marco Correia

            A TUA MÃ……..

          • Carlos

            Uma pessoa está aqui a partilhar opiniões, e lá vens tu com as tuas tretas, que não acrescentam nada de novo á discussão.
            descendo ao nivel de insultar até a família de outros utilizadores.
            Já fizeste mais do que suficiente para ser banido.
            Fazes lembrar o emplastro, que se mete nas conversas só para aparecer.

    • Ruben Correia

      Ahum, sabes Vasco antes de existir Metal Gear SOLID houve Metal Gear 1 e 2 e aí sim Big Boss era o vilão principal o próprio pai dos Enfants Terribles que sempre foi contra o projeto. Talvez a tua falta de conhecimento seja maior ainda ou se simplesmente nasceste na era da Playstation aquando os jogos que referi antes sairam na MSX.

      • Vasco Neves

        Sabes Ruben, não eu não nasci na época da Playstation e se quiseres faço-te um desenho do que aconteceu, visto que deves ter problemas em ler ou algo assim. Por mim esta conversa já acabou à muito tempo. Uma pessoa tenta fazer uma crítica construtiva e vêm logo os amiguinhos todos com 7 pedras a protegerem a amada…