Análise – Mega Man 11

A mecânica do jogo continua praticamente igual: vamos ter que derrotar 8 robôs criados para causar caos e destruição para depois enfrentar o malvado Dr. Willy. Sendo assim, cada um destes robôs tem o seu próprio nível com um tema distinto. Os níveis têm temas distintos e que estão associados ao inimigo que iremos escolher no menu de escolha, e sempre que chegamos ao final de um, teremos que combater com o robô em questão para poder absorver os poderes.

Tal como acontece com os jogos anteriores, os robôs têm fraqueza a poderes que iremos absorver de outros robôs, logo podemos descobrir uma ordem para destruir os inimigos e assim conseguir ter uma ligeira vantagem neste desafio.

Mega Man irá percorrer pelos níveis e evitar todo o tipo de armadilhas e destruir todos os inimigos que encontrar à frente até chegar ao boss. A personagem consegue saltar, deslizar, disparar e até usar habilidades especiais que já falarei mais para a frente. A maneira como a Capcom desenhou os níveis e elevou a fasquia na dificuldade torna toda a experiência um desafio bem equilibrado e que lembra os clássicos.

Resumidamente, a Capcom conseguiu para este jogo um bom balanço no design dos seus níveis. Este é um dos pontos mais importantes de toda a série e neste jogo vemos uma consistência bastante positiva. Não só vemos um bom aproveitamento dos vários temas que os bosses trazem aos seus níveis, mas também existe uma construção bem trabalhada no geral que torna os níveis intuitivos e menos punitivos. Mesmo assim, existe uma margem para evolução nesse sentido, havendo partes que poderão ser demasiado simples ou um pouco vazias, mas mesmo assim, e no geral, temos em mão bons níveis para explorar.

 

Não foi preciso uma fórmula de génio para conseguir pôr este jogo a funcionar, basicamente pegaram em tudo aquilo que funcionava nos jogos clássicos e deram um toque mais moderno. O jogo não inova em muita coisa no que toca à jogabilidade em comparação com os títulos anteriores mas isso não é propriamente mau neste jogo que está a dar passos em frente com um aspecto mais moderno e duas novas habilidades que nos ajudam imenso neste jogo.

Vamos então ter acesso a duas funcionalidades, o Power Gear e o Speed Gear. Ambas habilidades são activas com os botões shoulder e podem ser desactivadas ao premir novamente um dos botões. O Power Gear aumenta a potência dos tiros de Mega Man enquanto que o Speed Gear reduz a velocidade. Para um jogo com a dificuldade acentuada como este Mega Man, estas ferramentas são bem vindas para os menos pacientes.

Graficamente é um salto em comparação com os jogos anteriores da mesma saga. Apesar de continuar a ter uma perspectiva horizontal, os gráficos em 3D não desvirtuam aquilo que nos lembramos da série original mantendo a mesma estético ao estílo clássico. As músicas continuam a ser um factor que acrescenta ainda mais a esta experiência com um reportório de músicas electrónicas que nos colocam logo dentro do espírito do jogo.

Este é jogo é sem dúvida uma vitória para a Capcom que consegue ressuscitar o velhinho Mega Man sem ser necessário injectar uma enorme quantidade de ideias novas. O sistema de Gears é uma boa adição mas sente-se que ainda há margem para melhorar e inovar nesta nova série. Há quem dar mérito à construção de níveis que se mostra bastante consistente e interessante mantendo o jogador atento caso não queiram ser castigados forte e feio.

 

Mega Man 11 é um bom jogo e uma grande surpresa para os fãs do herói azul. A Capcom decidiu apostar numa abordagem segura mas consistente e conseguiu fazê-la muito bom. Não só este jogo invoca o que era bom dos capítulos mais antigos como também conseguirá apelar a novos fãs.

Positivo:

  • Bom design de níveis
  • Adição dos Gears
  • Um excelente desafio para todos
  • Apresentação bastante apelativa

Negativo:

  • Demasiado punitivo para os mais casuais
  • Não inova o suficiente

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