Análise – Looney Tunes Galactic Sports

looney-tunes-galactic-sports-analise-pn-a02

Quais são as expectativas de alguém que adquire um jogo de Looney Tunes? Para ser sincera eu não espero que seja um jogo do qual eu me vá lembrar daqui a 50 jogos experimentados por mim. Mas sei que o mais natural é que um jogo de Looney Tunes me divirta, tal como ao ver um episódio da série.

Looney Tunes Galactic Sports tem lugar no espaço, mais especificamente em Marte e nos seus arredores. Como era de esperar, não existe nada parecido com um modo história no jogo. Basicamente é uma compilação de minijogos com 6 jogos baseados em desportos diferentes.

looney-tunes-galactic-sports-analise-pn-a06

Para começar, temos o Racing Game. Na verdade este comporta-se mais como um Endless Runner muito ao estilo de Subway Surfers em que temos de nos desviar/saltar/passar por baixo de obstáculos. Há Golf espacial, com várias opções de tacos e com controlos simples de medição de força da tacada. No Arco temos de usar a mira e o sensor da consola para fazer pontaria e disparar. O único desporto que jogamos na primeira pessoa é o Boxe, este faz um pouco lembrar o boxe da Wii Sports. A parte dos desportos aquáticos também é incluída no jogo com a Piscina, no qual têm de reunir todas as bolas correspondentes à cor da equipa e fazer com que os adversários não apanhem as deles. Para finalizar, temos o Tiro ao Ovni.

Em todos os minijogos existem objectivos tais como: apanhar o máximo de moedas possível, reunir as iniciais da sigla ACME, ganhar pontos de experiência e outros bónus que apareçam, eventualmente. A sigla ACME remete para uma empresa fictícia: A Company that Makes Everything, mencionada na série original Looney Tunes sob objectos sem utilidade e falíveis. Devem-se lembrar das bombas-relógio utilizadas nos episódios de Coyote e Beep Beep ou das pistolas laser de Bugs Bunny, estes produtos tinham sempre ACME escrito. Tudo isto faz sentido porque as moedas adquiridas podem ser trocadas por produtos deste genéro, entre outros também presentes nos episódios, na loja ACME, para melhor a prestação e a sorte do personagem em cada prova. Os pontos de experiência são o bilhete de passagem para o nível seguinte, que por sua vez desbloqueiam novos personagens.

looney-tunes-galactic-sports-analise-pn-a12

Há cerca de seis personagens jogáveis à disposição: Bugs Bunny, Duffy Duck, Coyote, Porky, Yosemite Sam e Taz. Como personagem não jogável e como anfitrião temos Marvin, o Marciano, sendo que o jogo decorre no “seu lar”.

Cada personagem é adequado para cada tipo de prova, tendo habilidades equilibradas entre Força, Velocidade e Técnica.

looney-tunes-galactic-sports-analise-pn-a01

O visual do jogo está atractivo, em 3D e apelativo no que toca à componente inter-galáctica. Há muitas animações baseadas no humor catastrófico característico da série Looney Tunes, o que eu considero essencial.

Infelizmente não há voz para acompanhar as animações o que é um desperdício. Sente-se mesmo que falta algo. A música apesar de ser adequada e com efeitos sonoros espaciais satisfatórios, não chega para preencher a lacuna que é não se ouvir uma única vez uma fala de um personagem ao longo de todo o jogo. Compreendo que não seja fácil arranjar as vozes oficiais para as 9 línguas para as quais Looney Tunes Galactic Sports está traduzido, mas é nestas situações que se faz notar, mais uma vez, que é um jogo pouco ambicioso.

looney-tunes-galactic-sports-analise-pn-a05

Contudo, Looney Tunes Galactic Sports faz um bom uso da PS Vita na medida em que nos dá a possibilidade de usufruir do ecrã táctil durante os jogos e também no menu. Graças à rede ad hoc da consola, podem fazer equipa com outros jogadores ou competirem contra eles.

É um jogo divertido e pouco compromissivo apesar de ligeiramente viciante numa fase inicial. Ao fim de mais ou menos 2 horas, após o último personagem se juntar à equipa e todos os torneios serem vencidos, não há muito mais para se fazer a não ser obter troféus dourados em todos os desportos.

AVISO: as duas horas calculadas são com o tempo de loading incluído (que não é pouco). De facto, Looney Tunes Galactic Sports não é nenhum The Witcher 3, mas com estes loadings de mil anos quase que fiquei confusa.

looney-tunes-galactic-sports-analise-pn-a14

Looney Tunes Galactic Sports ir-me-ia entreter de forma satisfatória e mais adequada em formato mobile, quando não tivesse bateria numa das consolas. É também útil para emprestarem ao irmão mais novo ou ao vosso amigo mais desastrado quando não querem arriscar o Save de um jogo que signifique muito para vocês.

Este jogo da Warner Brothers podia ter mais conteúdo e personagens, eu apostava num Tweety ou num Beep beep (curiosamente só me lembrei de aves… Speedy Gonzalez também era engraçado de se ver, vá). É fácil de se perceber que não houve muita ambição e esforço para que este fosse um grande jogo, e parece ter um nível de dificuldade e complexidade indicado para os mais novos, quando acho que seria inteligente apostar simultaneamente num público mais adulto que sofre de nostalgia com este tipo de clássicos.

looney-tunes-galactic-sports-analise-pn-a08

Positivo

  • O jogo faz bom uso da PS Vita e do ecrã táctil
  • Tem o humor da série Looney Tunes
  • Tema espacial aliciante…

Negativo

  • … mas também desapontante por não ser nenhum Space Jam
  • Os personagens não têm essência, não há voz, nem falas, nem modo história
  • Demasiado fácil e minijogos praticamente iguais ao longo do jogo

razoavel-oficial-an-pn-img

 

Catarina Perez

Sou o resultado de uma experiência feita pelo governo que correu mal. Encontro-me em missão de fuga, disfarçada de Algarvia pouco bronzeada (quase transparente), perdida pela capital com uma 2DS na mão e um Mew na Pokébola. O PróximoNível é o meu esconderijo secreto preferido onde posso fazer as coisas mais divertidas: jogar, comer, ver anime, ser tonta e jornalismo.

More Posts

Catarina Perez

Sou o resultado de uma experiência feita pelo governo que correu mal. Encontro-me em missão de fuga, disfarçada de Algarvia pouco bronzeada (quase transparente), perdida pela capital com uma 2DS na mão e um Mew na Pokébola. O PróximoNível é o meu esconderijo secreto preferido onde posso fazer as coisas mais divertidas: jogar, comer, ver anime, ser tonta e jornalismo.