Final Fantasy 13 não foi planeado como o único jogo desta série que foi chamada Fabula Nova Crystallis. Depois deste foram lançados outros títulos como Final Fantasy 13-2, Final Fantasy Type-0 no Japão e ainda estão outros na manga. Vamos então focar-nos no jogo que chegou recentemente e que se foca bastante na personagem principal, Lightning Returns: Final Fantasy 13.
Lightning Returns: Final Fantasy 13 funciona como sequela de Final Fantasy 13-2, onde Lightning terá uma tarefa hercúlea entre mãos. Depois de ter ficado em hibernação durante muitos anos, esta acorda para descobrir que o mundo está prestes a terminar e os seus habitantes estão a preparar esse mesmo final. O deus Bhunivelze pretende criar um novo mundo e necessita de almas dignas de serem salvas para habitarem este novo mundo e é aqui que Lightning entra. Esta ajuda será fundamental para uma vontade muito importante para Lightning, reencontrar-se com uma sua irmã Serah.

A heroína será então auxiliada por Hope Estheim – alguns anos mais novo – e a tarefa funciona quase ao género Matrix. Hope fica numa zona que pode ser considerada como a base de todas as operações de nome Ark, oferecendo instruções e apoio a Lightning enquanto esta está em missões num conjunto de ilhas de nome Nova Chrysallia. Juntamente com a Ark está um árvore de nome Yggdrasil que é muito importante para a vida do novo planeta, sendo que sempre que Lightning salva alguém, alimentamos a árvore com as almas dessas pessoas salvas. Como é que decorre esse salvamento?
Lightning irá explorar as cidades das ilhas em Nova Chrysallia e lá existem várias missões para cumprir. As missões principais baseiam-se em salvar pessoas importantes para Lightning como Snow, Fang e outras muito conhecidas da série, enquanto que as side-quests colocam-nos a fazer missões mais simples para salvar algumas pessoas que andam pelas cidades. Fica ao nosso critério quem decidimos salvar.

Um dos aspectos importantes deste jogo é de que o mundo irá acabar dentro de 7 dias tornando a tarefa de Lightning mais complicada do que parece. Teremos um relógio no ecrã que irá contar o tempo de cada um dos dias que passam e teremos que usa-lo com muito cuidado. Sempre que chegamos às 6h da manhã, Lightning terá que ser transportada para a Ark, uma decisão um pouco frustrante, visto que podemos voltar para Nova Chrysallia tranquilamente à mesma altura. Se o intuito desta acção baseiam-se em oferecer as almas que já tenho, podiam tê-lo feito de outra maneira, visto ser bastante frustrante sermos obrigados a parar a acção do jogo só para isto.
Sem dúvida que a Square-Enix estava completamente desinspirada quando produziu as missões neste jogo. Lightning Returns: Final Fantasy 13 faz com que nós andemos e muito, e não ajuda que algumas destas missões sejam puramente aborrecidas ou necessitam de constante exploração da cidade, como “apanhar vários items X” a um inimigo, ajudar alguém com dicas de indumentária, o que é uma pena, visto que podiam dar alguma consistência ao jogo e só tornam a tarefa de salvar pessoas mais aborrecida.

O sistema de combate é uma lufada de ar fresco do que temos visto. Seguindo um pouco aquilo que pudemos ver nos anteriores Final Fantasy 13, este jogo dá uma nova vertente interessante visto que Lightning é a personagem principal. Os combates possuem mais de acção do que escolhas por turnos. O enfoque centra-se na barra ATB que nos permite escolher e abusar das quatro opções que nós escolhemos como disponíveis como ataques, magias e afins, onde sempre que escolhemos e usamos uma dessas habilidades, usamos ATB. Podemos fazer múltiplos ataques em que ordem quisermos até a barra se esgotar, e em seguida alteramos para a próxima Schemata rapidamente- que será explicada já de seguida – com uma barra de ATB nova e conjunto de ataques diferentes para impedir que o combate tenha quebras e paragens.
As Schemata funcionam como classes que Lightning poderá alterar instantaneamente durante combate bem ao género dos Final Fantasy antigos. Estas Schemata serão desbloqueadas de acordo com os fatos que compramos ou apanhados como loot dos inimigos e oscilam entre as várias perspectivas de combate, desde ataque muito forte, enfoque em magia até algo mais equilibrado entre o ataque e a defesa.

Dentro de cada Schemata podemos atribuir um armamento que Lightning irá usar em combate e que também fortalecem ou prejudicam certos atributos. Esta alternância entre Schematas oferece várias estratégias de combate que permitem não só explorar facilmente os pontos fracos dos inimigos mas também ter uma mentalidade diferente para cada um deles. Com o decorrer do jogo, as Schematas tornam-se mais complexas e personalizáveis tornando este sistema bastante interessante.
Dentro do patamar da apresentação, a Square-Enix não melhorou muito do que havíamos visto nos jogos anteriores. Os cenários são o ponto alto desta alínea sendo eles bem trabalhados e variados para quebrar a monotonia. No que toca a qualidade do grafismo somos apresentados a uma qualidade medíocre mas das coisas que mais enerva no jogo, é a existência de NPCs que andam completamente ao calhas pelo cenário, havendo vários a chocar contra partes sem parar bem ao género “moonwalk”. As expressões faciais e corporais pareceram também um pouco datadas e forçadas.
Lightning Returns: Final Fantasy 13 é o findar da história de Lightning que só irá agradar os fãs mais hardcore da série. Infelizmente o que temos em mãos é um jogo que tenta ser algo diferente dos anteriores mas acaba por falhar miseravelmente no que toca a progressão de jogo, sendo aborrecido, desinspirado e não digno de ser repetido. O sistema de combate é o ponto mais interessante deste jogo que o salva de ser um completo desastre.
Positivo:
- Sistema de combate refinado
- Schemata
- Banda sonora
- Inúmeras missões…
Negativo:
- …muitas delas são aborrecidas
- Narrativa deprimente e pouco trabalhada
- Paragens anti-climáticas por causa do relógio
- Insatisfatório no geral
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