Análise – Hyrule Warriors Definitive Edition

Apesar de ter poucos anos de existência, Hyrule Warriors é um jogo que tem mantido a sua relevância ao longo dos últimos tempos. Não só por ser um Legend of Zelda diferente, mas também por estar a caminho de ser lançado pela terceira vez consecutiva nas consolas mais actuais da Nintendo.

Sendo uma fusão clara entre o universo de The Legend of Zelda e aquilo que é feito nos jogos de Dynasty Warriors, Hyrule Warriors não será certamente um jogo para todos os tipos de jogadores, ou até mesmo quem é fã da série. De qualquer forma, continua a ser um dos melhores jogos do estilo Musou que podem encontrar, especialmente agora nesta versão definitiva da Nintendo Switch.

Apesar de já ter algum conteúdo vasto, Hyrule Warriors Definitive Edition quer encontrar na Switch a sua melhor faceta, juntando todos os extras que foram lançados por DLC, com novos conteúdos criados em específico para esta versão. Isto faz com que a história mantenha o seu conteúdo, mas que existam muito mais coisas alternativas para jogar e personagens para utilizar, especialmente no que toca ao modo livre e o de Aventura que aumenta amplamente o que podem fazer.

Caso não o tenham jogado originalmente, é preciso dizer que, apesar de ser um jogo de acção bastante básico, a forma como engloba elementos de vários Zelda na mesma história e como mistura armas clássicas ao combate, fazem dele uma boa viagem a alguns dos bons momentos de Zelda. Mesmo que não seja tudo perfeito e a história pudesse ser melhor, a ideia é passar vinte minutos por cenário a matar o maior número de inimigos enquanto temos de ir ajudando os nossos aliados.

Quando comparado com a versão de Wii U e em especial, com a versão de Nintendo 3DS, Hyrule Warriors Definitive Edition é um jogo muito mais sólido e que sofre menos com a limitação do Hardware em que se encontra. A versão Wii U era bonita, mas sofria com certos soluços ocasionais na imagem, enquanto a Nintendo 3DS mostrou que não conseguia correr o jogo quer com fluidez ou o mesmo nível de beleza. Na Nintendo Switch, tanto o visual como a fluidez estão muito melhores, mesmo em modo portátil que é, mesmo assim, a forma que mais precisa de corresponder.

Esta versão inclui ainda uma série de novidades que ajudam a fazer dele um jogo mais prático de jogar. Foram adicionadas novas funcionalidades ao combate e exploração do mapa que nos permitem viajar mais depressa para certas localizações, dar indicações de movimentação aos aliados e trocar mais depressa entre colegas de equipa. É claro que alguns dos “novos” elementos já estavam presentes em Hyrule Warriors Legends ou são melhorias mais simples, mas aplicadas a esta versão, criam um ambiente de jogo ainda melhor.
Existe a possibilidade de jogar Hyrule Warriors Definitive Edition com mais uma pessoa, seja na televisão ou na Nintendo Switch, o que é uma boa opção, mesmo que o ecrã seja um pouco pequeno demais em modo dividido.

No que toca à jogabilidade, tenho a dizer que me dei bastante bem com todas as versões de comandos, mas embora jogar em modo portátil seja bastante bom e quase nada cansativo, o comando que melhor se adapta a este jogo é sem dúvida o Pro Controller, que vai ao encontro daquilo a que já estamos habituados a jogar em outras plataformas em jogos Musou.

Com um modo de história longo, um modo aventura com ainda mais temas, mais personagens e todos os extras adicionados, Hyrule Warriors Definitive Edition é sem dúvida a melhor versão deste jogo, não sendo apenas uma compra recomendada para todos aqueles que já o compraram para a Wii U. Se a Nintendo Switch é agora a vossa consola de eleição, este é um The Legend of Zelda “diferente” que vale a pena adicionar à colecção.

Positivo:

  • Muito conteúdo extra
  • Melhoria na fluidez e gráficos
  • Bom em modo portátil ou caseiro
  • Multijogador local sem grandes sacrifícios

Negativo:

  • É caro para quem já o jogou antes
  • História não é nada de especial
  • Modo Fairy não é cativante

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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