Análise – Hearthstone: Knights of the Frozen Throne

Com a recente mudança nos formatos e metas de Hearthstone, a Blizzard começou a pensar em novas formas de nos prender o interesse em relação a possíveis lançamentos e expansões para o seu jogo.

Sendo eu um grande fã e jogar diário de Hearthstone, fiquei algo decepcionado com o que Un’Goro trouxe à meta e a forma como decks rápidos ficaram ainda mais rápidos (sim, estou a falar de ti Pirate Warrior).

Com o aproximar de Hearthstone: Knights of the Frozen Throne, a coisa voltou a ter bom aspecto e o entusiasmo regressou à taberna. Depois de ter aberto mais de 100 boosters (muitos deles em Livestream) e ter feito uma boa remessa de jogos normais e de Arena. Existe muito de bom a falar do regresso do Lich King.

Desta vez, ao contrário de trazer apenas os boosters e nada mais, a Blizzard fez o esforço de adicionar mais história e conteúdo à expansão, englobando literalmente toda uma campanha com alas que vão abrindo semanalmente com prémios associados. As coisas começam de forma bem humorada e continuam dessa forma até ao final de toda a campanha.

Apesar de todo o conteúdo que inclui, Hearthstone: Knights of the Frozen Throne não é a expansão mais imediata para os novatos sendo mais direccionada aos veteranos. Esta confere pouca coisa para abrir no global, além de uma lendária e alguns boosters extra, não existem muitos freebies para quem chega agora.

De qualquer forma, no que toca às cartas da expansão, esta é uma das que confere maior equilibrio e mais opções para explorar até agora. A chegada das cartas de Death Knight a cada classe não as torna obrigatórias, embora sejam muito boas e tragam ao jogo melhores momentos para quem joga em jogos mais demorados de controlo (o meu estilo favorito).

Infelizmente, a expansão não dá a todas as classes uma resposta válida para a maioria dos decks rápidos, por isso ainda vão encontrar muitos Pirate WarriorsJade Druids e afins, especialmente nos rankings.

A Arena também melhorou com a chegada de Hearthstone: Knights of the Frozen Throne. Cada Arena que fiz pareceu muito mais equilibrada que as anteriores, com as classes a oferecer mais luta e mais equilíbrio. Os drops de cartas boas parece também ter sido auemntado, pois tive mais lendárias que nunca em várias arenas consecutivas.

Por fim, falta falar da relevância da expansão para o futuro do jogo. Até agora, é mais fácil encontrar uma maior variedade de decks e sinergias, no entanto, foi em Wild que me diverti mais. As novas cartas em conjunto com as antigas abrem um rol enorme de possibilidades que não se vai esgotar tão cedo como a versão standard.

Apesar de não ser uma expansão tão mãos largas como algumas anteriores, Hearthstone: Knights of the Frozen Throne é claramente a expansão mais completa e recheada de possibilidades. É certo que ainda vão acabar por surgir dois ou três Decks que vão dominar a Meta, mas até lá, Hearthstone: Knights of the Frozen Throne é uma expansão que vale a pena jogar, especialmente para quem gosta de experimetar decks em Wild.

Positivo:

  • Novas cartas que mexem com a estratégia
  • Campanha com piada
  • Wild ficou ainda melhor
  • Death Knights são boa adição

Negativo:

  • Não é a melhor expansão para novatos
  • Aggro continua o seu domínio
  • Menos “freebies” que no passado

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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