Análise – Hamatora The Animation

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Episódios: 12

Temporada: Inverno 2013

Produtores: NAZ, DIVE II Entertainment

Géneros:  Comédia, Shounen,  Acção

Idades: +13

Linguagem: Japonesa

Adaptação: Manga

Todos nós quando éramos pequenos, queríamos ter os super-poderes que víamos as mais variadas personagens possuir. A capacidade de fazer um estrondoso Kamehameha, atirar teias de aranha pelos pulsos ou de criar garras através dos nós dos dedos, encantaram os nossos anos de petizes e fizeram-nos sonhar com um futuro onde cada um teria uma habilidade qualquer que nos distingui-se dos demais. Na realidade nada disso aconteceu, mas Hamatora: The Animation veio mostrar-nos como poderia ser um mundo onde isso acontece.

Hamatora: The Animation é-nos trazido pelo estúdio NAZ. Nunca ouviram falar? É normal, este anime foi a primeira coisa “à grande” que eles fizeram. Antes haviam produzido um videoclip musical e para já têm na calha DRAMAtical Murder para a temporada de Verão.  Mesmo não tendo a maior experiência está visto que o estúdio tem futuro, mesmo que ainda cometam algumas falhas, umas pequenas dores de crescimento.

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Hamatora: The Animation conta a história de uma  agência de detectives, todos eles Minimum Holders (Minimum é o nome dado aos tais super-poderes), chamada Hamatora. A acção decorre em volta de Art, Murasaki e Nice girando maioritariamente em torno deste último. Alguns dos primeiros episódios servem de introdução à série e podem parecer demasiado aleatórios para um anime que tem uma história centralizada. Mais tarde é nos introduzido o principal antagonista da história, denominado Moral, provavelmente o vilão mais confuso dos últimos tempos em qualquer meio de entretenimento.

Nem todos no mundo podem ser Minimum Holders e por isso estas pessoas são agrupadas e treinadas como verdadeiros prodígios numa escola chamada Facultas Academy. Todos os detectives da Hamatora eram antigos alunos desta academia sendo que nunca chegaram a acabar o seu treino depois de Nice, o melhor aluno, ter saído por decisão própria. A ele juntaram-se Murasaki (o segundo melhor aluno), Hajime (que viria a tornar-se na assistente de Nice), Birthday e Ratio (a outra parelha de detectives da Hamatora).

Moral, um antigo professor da Facultas Academy, quer dar igualdade a todos no mundo e dar-lhes a capacidade de serem Minimum Holders. O único senão é que para ele poder espalhar estes poderes tem utilizar um gene que apenas está presente nos cérebros dos Holders inatos.

 

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Ao longo dos 12 episódios reparamos que tudo neste anime está envolto numa certa ironia. Nice não é assim tão simpático, Birthday vive em tempo emprestado, Ratio é o mais emocional do bando e Moral… bem para ele ser o antagonista moral é coisa que lhe falta em quantidades comparáveis a silos industriais.

Tal como disse anteriormente, devido à relativa falta de experiência do estúdio, o anime sofre de dores de crescimento. Ao não aproveitar personagens altamente relevantes na manga (Hajime é o caso mais flagrante desta falha) retiraram algum do impacto inicial que elas providenciam. Ao contrário de, por exemplo, Noragami em que o desenvolver da história se passa num crescendo constante com cada personagem a desempenhar um papel fulcral, Hamatora tem uma espécie de onda sinusoidal no que toca ao ritmo do desenrolar da acção e da importância dada a cada personagem.

Cada personagem varia entre o extremamente entediante e o absoluto badass, quase que isto se trata-se de um anime sobre pessoas com múltiplas personalidades. O caso extremo desta  desordem é Moral. Tão depressa nos põe a odiar o seu génio como, nem dois segundos após esse momento, nos faz querer que ele leve com um Boeing 747 em cima apenas por causa do sentimento de vergonha alheia que nos faz sentir.

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No que toca à qualidade da animação, é outra coisa agri-doce. Os visuais estão extremamente bem feitos, a equipa de som fez um trabalho espectacular, a alteração da palete de côr quando as personagens utilizam os seus Minimums e os designs das personagens são soberbos. No entanto nada disto salva a animação “barata” a que o anime foi sujeito. Não existe nenhum dos 12 episódios em que não sejam usadas sequências em loop e aos vários planos arrastados apenas para as sequências de Minimum se arrastem. Uma táctica que se prova não ser só desinteressante como muitas das vezes distraí até o mais acérrimo dos fãs.

No departamento sonoro , nada a apontar. Juntar grandes nomes da dobragem a alguns mais estreantes nestas andanças criou um espectro bastante grande de capacidade vocal que se adequa a cada personagem.

Hamatora: The Animation tinha tudo para ser um dos pesos pesados desta geração, mas o facto de ter sido entregue a um estúdio novo com alguma inexperiência fez com que algumas decisões questionáveis não passassem despercebidas.

No entanto, é uma ode a todos os que querem envergar pelo mundo da animação e quem dera a muitos da indústria que uma estreia tivesse metade da qualidade de Hamatora: The Animation. Agora é esperar pela sequela, porque este final fez questão de deixar água na boca com muita coisa que aconteceu na última cena.

Positivo:

  • Trabalho Sonoro estupendopn-recomendado-ana
  • Design das personagens atractivo
  • Graficamente acima da média
  • Conceito altamente prometedor
  • Um estúdio a ter conta para o futuro

Negativo:

  • Ritmo altamente irregular
  • Personagens secundárias ficam demasiado escondidas
  • Subaproveitamento de Hajime
  • Alguma preguiça na produção

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