Análise – Guardians of the Galaxy: The Telltale Series (Episode 1: Tangled Up in Blue)

Desenvolvedor: Telltale Games
Editora: Telltale Games
Género: Aventura
Data de lançamento: 18 de Abril, 2017 (Android, iOSPC, PS4, Xbox One)

Uma semana antes da estreia do segundo filme de Guardians of the Galaxy, tivemos o primeiro episódio do novo jogo episódico da Telltales Games. Apesar de eu estar algo saturado do formato típico dos últimos títulos do estúdio, decidi dar uma chance ao jogo uma vez que gostei bastante do primeiro filme dos Guardiões.

No entanto, convém realçar que Guardians of the Galaxy: The Telltale Series não segue exatamente a mesma continuidade dos filmes. A origem de algumas personagens e as circunstâncias em que se conheceram podem ser um pouco diferentes, mas o jogo e os filmes partilham o mesmo estilo de humor e podem contar com músicas dos anos 70 e 80, algo que é imediatamente evidente no menu principal com a música “Livin’ Thing” dos Electric Light Orchestra. Os próprios GuardiõesStar-Lord (Peter Quill), Gamora, Rocket Raccoon, Drax e Groot – também são bastante semelhantes às suas representações no grande ecrã, tirando alguma excepções. Como seria de esperar, Star-Lord não tem a mesma cara que Chris Pratt e Drax parece agora o Kratos, só que mais verde.

O 1º episódio, Tangled Up in Blue, dá início a uma nova aventura onde os Guardiões obtêm um artefacto de poder incalculável (mais um MacGuffin) que os leva a confrontar alguns adversários pelo caminho, incluindo o próprio Thanos. Eu sei que isto pode parecer genérico, mas a verdadeira premissa da história é mais interessante, apenas não quero revelar demasiado para evitar spoilers.

Caso não tenham já lido as bandas desenhadas ou visto os filmes, talvez possam ficar um pouco perdidos se estiverem a ser introduzidos a estas personagens pela primeira vez com este jogo, uma vez que o grupo já está estabelecido. Ainda assim, existem conversas dentro do jogo, assim como um codex e até flashbacks que ajudam a conhecer melhor o mundo de Guardians of the Galaxy, o que deve ajudar para os iniciantes.

Jogamos o episódio todo na perspetiva de Star-Lord durante os diálogos e as sequências de exploração. Continuam com 4 opções de escolha na maioria das conversas, uma delas reservadas para uma resposta silenciosa, e não estejam à espera de criar um Star-Lord de raiz com base nas vossas escolhas. Ainda é cedo para perceber o impacto das nossas decisões na história, mas no contexto deste primeiro episódio, fiquei mais amigo da Gamora devido a certas escolhas que fiz e há uma parte onde podemos ir para áreas diferentes dependendo do que decidimos. Também continuam aqueles momentos chatos onde uma personagem fica completamente fula connosco por termos dito algo que não justificava tal reação. Chegou a um ponto em que o Rocket Raccoon estava quase a tornar-se no novo Kenny (The Walking Dead).

Nas poucas partes onde podemos controlar livremente a personagem e explorar uma área, a jogabilidade mantém-se essencialmente igual aos títulos anteriores da Telltale Games. Uma das novidades é um transmissor que nos permite comunicar com os restantes membros da nossa equipa para receber informações ou saber o seu ponto de vista na situação atual. Uma vez que controlamos Star-Lord, também temos acesso às suas botas-foguetes (ainda que só uma única vez) que possibilita voar a diferentes altitudes e aceder novas áreas. Por fim, temos algo chamado time scanner que revela projeções de eventos passados, mas acabou por não ter tanta utilidade neste episódio.

As sequências mais elaboradas de ação recorrem aos esperados quick-time events (QTE) que nem sempre são necessários de acertar para progredir. É claro que a falha de alguns deles pode resultar num Game Over, mas se não acertarem num QTE por distração ou por outra razão qualquer, às vezes o jogo simplesmente continua. São ocasiões como estas que parece estarmos em piloto automático, mas já estou habituado a isto nos jogos da Telltale Games.

Visualmente, não é muito diferente dos títulos anteriores do estúdios. Os modelos das personagens não tem aquele traço ou contorno preto, o que lhes dá um ar mais limpo e colorido. Ainda existe algumas animações estranhas, mas não posso estar à espera que o Rocket tenha o mesmo nível de tratamento que a sua versão cinematográfica. As vozes também são feitas por atores diferentes dos filmes e cumpre perfeitamente o seu papel. O elenco conta com Scott Porter como Star-Lord, Emily O’Brien como Gamora, Nolan North como Rocket Raccoon, Brandon Paul Eells como Drax the Destroyer, e Adam Harrington como Groot.

Apesar de apresentar os típicos problemas dos jogos da Telltale, fiquei com boas impressões do primeiro episódio de Guardians of the Galaxy: The Telltale Series. Por enquanto, vou guardar uma avaliação final do jogo quando for lançado o último episódio, mas esta nova aventura tem potencial e sempre é um título mais interessante do que os jogos free-to-play da Marvel que tenho visto.

Só espero que os próximos episódios nos deixam controlar os restantes Guardiões. Sim, eu quero um episódio dedicado inteiramente ao Groot onde todas as opções de escolha são “I am Groot.”

Sérgio Batista

Escolhido da ‘pug life’ que gosta sempre de arranjar jogos novos para a PS2.
Cosplayer casual, tira fotos em demasia nos eventos.

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