Análise – GO Vacation

Foi na altura em que a Wii começou a atingir um grande número de vendas, que a maioria das companhias perceberam que a consola era efectivamente um grande destino para os seus jogos, além de uma consola apta para agradar em especial à família e mais novos. Esta euforia resultou em jogos de grande gabarito e outros que não eram efectivamente grande coisa.

GO Vacation foi um dos jogos que ficava no limbo, demasiado ambicioso para o seu próprio bem e recheado de pequenos problemas nos seus processos mais simples. Duas gerações depois, GO Vacation está de regresso e a Nintendo Switch vai ser a plataforma ideal para perceber se realmente este era um jogo à frente do seu tempo.

Apesar de o conhecer bem, não fui a pessoa que teve acesso ao GO Vacation original, por isso, foi a primeira vez que o joguei em vez de estar só a ver. Não existem dúvidas de que é um jogo mais divertido de jogar do que ver, embora lhe faltem elementos para o tornar numa referência.

A premissa de GO Vacation é bastante curiosa, em vez de ser apenas um jogo de mini-jogos, este usa o espaço do mundo de jogo para criar os seus jogos, mas também deixa que o explorem livremente. A ideia é engraçada, mas estamos a falar de um mundo aberto bastante simples e até básico, mesmo que existam ecossistemas diferentes além da típica ilha ou zona nevada.

Jogar GO Vacation sozinhos é certamente a forma menos divertida de o fazer. Existe uma espécie de campanha onde nos vão mostrando cada um dos jogos e como chegar até eles. Infelizmente é uma coisa bastante básica, que acaba por não explicar exactamente todas as nuances de cada jogo e ainda existe o problema de não serem introduzidas as modalidades extra dentro de cada jogo, muitas delas mais divertidas que o que é apresentado.

Claro que nem todos os mini-jogos são realmente divertidos e muitos são feitos de melhor forma em outros jogos presentes no mercado, mas é preciso reconhecer que existe bastante variedade, por isso alguns até atingem bons resultados.

Como seria de esperar, GO Vacation é muito melhor quando jogado em grupo e é possível jogar todos os mini-jogos e explorar a ilha em conjunto com outros jogadores, tudo isto na mesma consola ou ligado em rede. O conceito de explorar a ilha com outros é engraçado, mas não dura muito tempo, a melhor parte são efectivamente os mini-jogos e uma determinada selecção funciona bastante bem, especialmente os que colocam os jogadores em disputa directa por equipas, como é o caso do Voleibol.

Os controlos variam entre o simples e acessível e o confuso ou pouco preciso. Tudo isto depende se querem jogar com os comandos destacados ou directamente na consola. Se for jogado num formato mais clássico, a coisa corre bem melhor do que a usar os movimentos. Pior são mesmo os jogos que requerem que rodemos a consola para que funcione, mesmo com os Joy-Con ligados ao ecrã, como é o caso da pesca.

Visualmente, GO Vacation fica preso num limbo que vai entre um visual limpo e fluído e algo que saiu claramente da geração da Wii. Mesmo que não seja um jogo feio, a Switch já viu bem melhor nos últimos tempos. A música é funcional e os sons que as personagens utilizam para simular diálogo não ficam mal dentro do contexto do jogo.

Em suma, GO Vacation é um jogo funcional de mini-jogos que tenta fazer algumas coisas a mais que todos os outros. É daquele estilo de jogos que gostamos de jogar quando se reúnem amigos, mas que quase ninguém compra para si, o que deixa a dúvida de quem é que o vai comprar em primeiro lugar. Eu diria que pelo menos os mais novos e famílias numerosas vão retirar daqui algumas horas de diversão, sem nunca se tornar memorável.

Positivo:

  • Tenta adicionar algo ao género dos mini-jogos
  • Muitas modalidades para competir
  • Poder fazer quase tudo com quatro jogadores
  • Podem passear na companhia de cães

Negativo:

  • Demora até termos alguma liberdade
  • Mundo aberto acaba por ser aborrecido
  • Visual perdido no tempo
  • Jogabilidade com problemas pontuais

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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