Análise – Game of Thrones Episode 5 “A Nest of Vipers”

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Game of Thrones da Telltale recebeu o seu 5º episódio, A Nest of Vipers, e eu fiquei bastante zangado com este episódio… quem é que eu quero enganar, eu adorei o episódio… quero dizer, odiei… é complicado.

Então o que é que se passou? Bem, vamos tirar já do caminho a conversa do costume. Quer no aspecto gráfico como sonoro, o jogo continua com a mesma qualidade dos episódios anteriores, com um pequeno destaque para duas situações que me ficaram no ouvido. Esses momentos foram acompanhados por uma música que assentou bastante bem e se destacaram ainda mais por culpa da mesma.

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A história está a aproximar-se do fim e com isso a maioria das linhas narrativas começam a convergir. Até aqui tudo bem, é normal, foi para isso que estivemos a trabalhar durante 4 episódios. E diga-se de passagem, a história é boa.

Agora, certamente lembram-se daquele pequeno detalhe dos jogos da Telltale, as escolhas… Bem eu já tive a minha dose e é com esta análise que vou bater o pé. Nunca na minha vida “experimentei” um episódio tão falso como este, talvez seja o acumular de uma raiva incessante ao longo de 4 episódios, mas estou absolutamente farto. Estou farto que as minhas escolhas me sejam retiradas ou que sejam irrelevantes. Estou farto que as minhas escolhas que se mantêm. sejam comer maçãs ou comer cebolas, para não falar em waffles e bacon.

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Sinceramente, para quê dar a escolher se queremos mentir ou dizer a verdade quando nos vão obrigar a meio da conversa a realizar uma das opções, anulando por completo as escolhas que fizemos? Porque é que interessa se estivemos do lado de uma personagem o tempo todo podendo estar do lado de outra, se num dado momento a história é igual qual quer que tenha sido a nossa opção?

“Mas Alexandre, o que interessa é a viagem, não o destino.”

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Não, não! Se temos direito a escolhas é para as fazer valer, dá uma trabalheira desgraçada criar tantos caminhos alternativos? Deve dar, mas não fui eu que me propus a tal.

A história é boa, não tenho dúvidas, mas o facto de sermos meros assistentes, já que as nossas escolhas valem quase zero, quase que arruína o jogo para mim. Se a história não fosse tão boa já o teria colocado de parte.

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Até agora tenho perdoado o jogo de Game Of Thrones da Telltale pois adoro a história, gosto e odeio certas personagens, e facilmente sou transportado para este mundo. Apesar de conter segmentos excelentes, tanto em termos de história como de acção, este episódio foi marcado pela redundância das escolhas, o que vai pesar na sua avaliação.

Este é aquele episódio em que tudo o que fizemos nos deveria vir assombrar, infelizmente a assombração não passa de um lençol e uma ventoinha. Um dos momentos mais marcantes deste episódio é a revelação do traidor, que foi tão óbvia que adivinhei quem era há 2 ou 3 episódios atrás, mas quis pensar para mim mesmo que isto seria tão óbvio que me vão surpreender… não. E de caminho, vamos justificar este momento com 3 ou 4 escolhas do jogador que se transformam na desculpa esfarrapada mais parva que alguma vez vi.

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Game of Thrones da Telltale prima pela história, vale a pena pela história mas é só isso. Esta tem sido a história em que as escolhas do jogador menos importam pois ao virar da esquina, vai tudo dar ao mesmo lado. E quando não vai, levamos com um belo de um Game Over.

Bem, escolhas à parte, este episódio está repleto de momentos emocionalmente marcantes que me deixaram ansioso pela história do episódio 6 e eu mal posso esperar.

Positivo

  • Mortes
  • Secções com Ramsay Snow conseguem retirar a sanidade mental a qualquer um
  • Segmentos de acção
  • Mais mortes
  • Poderá a escolha final do episódio marcar o ponto de viragem de Game of Thrones?
  • Mais mortes que ainda são poucas

Negativo

  • Escolhas redundantes num jogo baseado em escolhas
  • Momento de revelação do traidor é demasiado previsível e tem a justificação mais ridícula de sempre
  • Aquela morte…

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Alexandre Barbosa

Videojogos e séries de TV são o seu meio de entretenimento favorito. Desde jogos de plataformas a RPGs todos os jogos são um hipotético interesse. Ganhou também alguns traumas com certos videojogos mas isso já era de esperar. Agora já posso parar de falar sobre mim na 3ª pessoa?

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