Análise – Frozen 2: Reino de Gelo (por Manuel Costa)

Com o sucesso do primeiro filme de Frozen, que foi a animação com maior bilheteria da Disney (recentemente foi ultrapassado por Rei Leão) e nos fez cantar “Let it Go” ou “Já passou” pelos corredores do trabalho e das escolas, uma continuação já estava à espera de ser realizada. E assim foi! Frozen 2 chegou esta quinta-feira, dia 21 de Novembro de 2019, e é um filme para toda a família.

A história continua com as personagens que conhecemos e amamos: Elsa, Anna, Kristoff, Olaf e Sven (a rena), que embarcam numa aventura na procura da verdade enterrada no passado, escondida numa floresta. Para quem viu o primeiro filme, como eu, Frozen 2 consegue satisfazer bastante bem o nosso apetite e ainda nos deixa recheados com novas informações. Para quem entrou neste universo apenas agora e vá ver este filme, Frozen 2: Reino de Gelo poderá não ser tão interessante mas ainda assim, tenta ajudar (até ajuda de mais) a contextualizar toda a história.

A narrativa flui ao longo do filme com bastante coerência, conseguindo variar o tempo de musica e de acção. Os personagens principais desenvolvem bastante bem, conseguindo conetar as acções do antecessor que reflectem nas suas personalidades e nas suas decisões. Todos eles mantêm um tempo em cena bastante bom, ajudando na construção da trama. Já os personagens secundários, não poderei dizer tanto. Uns ajudam razoavelmente a construir a história, mostrando assim a razão dele “existir”. Já outros, estão só a encher chouriços e, embora ajudem no alivio cómico, a sua existência não se justifica. Ou seja, Eles estarem ou nas cenas não faz grande diferença.

A nível visual, não há nada a acrescentar! A animação é aquela animação 3D que Disney nos habituou e na qual se nota a evolução das técnicas e da fluidez. Embora não esteja tão encantador como Toy Story 4 (que para mim foi um excelente regalo para os olhos) consegue encantar por outros factores como os cenários escolhidos, a cor e o clima. A atmosfera da floresta onde eles entram com a neblina, provoca-nos admiração e uma certa tensão com o mistério em volta.

Sendo Frozen, a música é algo tão essencial e natural para a compreensão quer dos temas que estão a abordar e como as camadas de profundidade que história dá. E esta continuação não só por vezes homenageia o anteceder em pequenos momentos como dá novas músicas (5 musicas para ser exacto) que se colam à vossa mente e não sai. Se let it go ficou na vossa mente por muitos anos, este filme traz consigo Into the Unknown para substituir e perdoar. A musica é inserida de forma natural no filme, sem quebrar o seu ritmo. Dentro das outras restantes musicas, destaco Lost in the Woods, que tem uma vibe de anos 70). A Banda sonora acompanha a ação e as restantes músicas com naturalidade e firmeza.

Em Suma, Frozen 2: Reino de Gelo pode ser uma continuação mas supera alguns pontos do filme anterior e ajuda a entender melhor o passado deste. Este filme é outro que ficará bastante na memória e muito mais além!

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Podem ler outras análises de cinema aqui.

A nossa opinião (por Daniel Silvestre)

Frozen 2: O Reino de Gelo já anda a marinar na minha memória há alguns dias, desde que o fui ver na segunda-feira antes da sua estreia. Como é natural, é o estilo de filme que se adapta a todos os tipos de audiência e vai agradar tanto aos mais novos, como mais velhos que o forem ver.

A nível da evolução, Frozen 2: O Reino de Gelo fez um excelente trabalho em manter o universo cooerente, embora tenha alguns problemas relacionados com algumas das convenções mais actuais. Tendo em conta a força das suas personagens e até a influência das músicas, havia aqui muita pressão para que este tivesse à altura do anterior, ou conseguir superar.

A história parece passar demasiado depressa, ao ponto de quase se atropelar em vários momentos. Elsa é uma personagem fantástica e está acompanhada de um Olaf ainda melhor e tanto Sven como Kristoff estão bastante bem (estes até cantam uma das melhores músicas do filme). No entanto, Anna é um dos pontos mais contra produtivos do filme, como aquelas pessoas que estão sempre a tentar fazer com que as pessoas não se divirtam. A dada altura, até a própria Elsa resolve deixá-la para trás, o que quer dizer alguma coisa.

Também a nível da música é notória uma tentativa de criar pelo menos uma música que esteja ao nível de Let it Go, e como seria de esperar, por muito perto que cheguem, dúvido que alguma delas atinja tanta popularidade. De qualquer forma, as músicas são boas, mesmo para uma pessoa como eu que não gosta de coisas que chegam a pontos de filmes musicais.

Frozen 2: O Reino de Gelo é uma continuação bastante sólida e com conteúdo, embora sofra muito pelo sucesso esmagador do primeiro episódio. Em vez de tentar ser algo mais próprio, este tenta sempre ser mais do que era o primeiro, por isso acaba por nunca ser melhor que o original.

 

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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