Análise – Freedom Planet (por Mr. Henry)

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NOTA: Este artigo foi escrito por um membro da comunidade do PróximoNível. Se quiserem ter um artigo de opinião, análise ou outro género de artigo destacado no site, podem enviar o mesmo para um dos membros da equipa do site. Depois de aprovação final, este é publicado sobre alçada de um dos editores, mas devidamente identificado, dando créditos ao escritor do mesmo.

Lançado em 22 de julho de 2014, Freedom Planet foi considerado um dos melhores jogos de plataformas do ano e até agora os fãs deste jogo consideram-o como o melhor clone ou fangame do Sonic the Hedgehog criado até agora, não só por causa do seu visual em 16-bit mas também pela banda sonora, personagens memoráveis e uma história mais complexa que a da trilogia original do nosso amigo ouriço azul.

“E porque é que o pessoal do PróximoNível ainda não fez uma análise desse jogo que estás a falar se dizes que é tão bom, Henrique?” E eu respondo: não faço a mínima ideia. Existem fãs hardcore de Sonic aqui no site e que já jogaram Freedom Planet, mas pelo que parece não tiveram tempo para fazer uma análise, o que é compreensível por haver tantos jogos por ai e, por isso, temos que fazer sacrifícios.

Freedom Planet contem duas formas de jogar: existe o modo Clássico, onde jogam as fases como normalmente jogavam em jogos como o Sonic; e existe o modo Aventura, onde existem cutscenes em que contam a história propriamente dita envolvidas em cada fase do jogo. Falando nas cutscenes, cada personagem tem um ator ou uma atriz a narrar cada frase que eles dizem, o que significa que não têm de ler o texto se quiserem porque vai ser narrado por alguém (mas isso demonstra preguiça da vossa parte).

Falando sobre a história, Freedom Planet passa-se num mundo em que o ambiente se assemelha ao do Japão feudal misturado com tecnologia futurista em que existem três cidades: Shuigang, Shang Mu e Shang Tu. Estas três cidades andam em guerra por causa duma pedra que contém uma energia extremamente poderosa dada pelos dragões ancestrais, a Kingdom Stone, roubada por Brevon, um alien que ninguém ouviu falar e o nosso vilão do jogo (se quiserem que eu faça comparações, ele é como o Dr. Eggman mas cem vezes mais maléfico). O jogo começa com as nossas duas heroínas, Sash Lilac e Carrol Tea, a encontrarem Torque, uma criatura tipo pato, que caio numa nave espacial. Torque informa as duas heroínas que a Kingdom Stone ia ser roubada e assim começa o jogo. Não vou contar mais porque provavelmente querem evitar mais spoilers e eu respeito-vos.

Este jogo tem três personagens jogáveis:

– Lilac the Dragon, a heroína principal do jogo. Tem o estilo de ataques mais básicos como pontapés, saltos com “tail whip” e o ataque especial dela que é um género de rodopiar que depois a lança para a direção que vocês quiserem;

Carol the Wildcat, a grande amiga e partner in crime da Lilac, que usa ataques como murros e pontapés e usa a sua mota (que encontras na 3ª fase do jogo) quando obtêm combustível para a mesma que pode fazer double jump e subir paredes verticais;

Milla the Puppy, desbloqueiam quando acabas o Modo Aventura e que com o novo update lançado a 24 de fevereiro de 2016 podem até jogar o Modo Aventura dela que explica mais sobre o passado da personagem. Os ataques dela consistem em cubos de energia e criar um escudo temporário que depois lança para o inimigo e consegue “pairar” no ar de uma forma que faz lembrar o Yoshi do Super Mario.

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Em termos de jogabilidade nos diferentes mapas do jogo, os inimigos não causam dano direto quando tocamos neles a não ser que tenham espinhos no corpo deles. Para sofrerem dano deles, irá ser preciso levar com um ataque em concreto e existem vários inimigos cujo os ataques terão que ter cuidado.

Em algumas fases dos mapas, vão passar por momentos em que estão bloqueado por um género de porta e a única maneira de continuarem o caminho é resolvendo puzzles ou lutar com criaturas fortes nas salas que existem perto do local. Eu acho isto um ponto positivo para o jogo por nos fazer parar por um bocado para pensar em vez de estar sempre “rolling at the speed of sound”.

Os mapas deste jogo fazem com que os aficionados do Sonic se lembram do que era antigamente, como por exemplo, os mapas super coloridos e de terem passagens como os loops e os trajetos de lado em que podem ver o corpo da personagem de cima. Além disso, este jogo é perfeito para aqueles que querem fazer speed-runs.

Concluindo esta minha análise, eu acho que vos conseguir convencer que Freedom Planet é, sem margem de dúvidas, uma das melhores cópias da série Sonic, senão a melhor até. Recomendo aos criadores de videojogos que estão a fazer jogos semelhantes para pegarem neste jogo como um exemplo de como fazer uma cópia de uma série memorável e conseguir vender sendo à sua maneira.

Espero que o Freedom Planet 2 que já foi anunciado e que é previsto ser lançado em 2017 seja tão bom ou melhor que este primeiro jogo.

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Positivo

  • História cativante
  • Personagens memoráveis
  • Banda sonora tão boa como as dos antigos jogos do Sonic
  • Mapas diversificados
  • Inimigos desafiantes
  • Bosses complicados de passar, mas super gratificantes

Negativo

  • Seria burrice da minha parte dar pontos negativos a este jogo

 

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Sérgio Batista

Escolhido da ‘pug life’ que gosta sempre de arranjar jogos novos para a PS2.
Cosplayer casual, tira fotos em demasia nos eventos.

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