Análise – Frantics

O Playlink já teve tempo suficiente no mercado para permitir com que os jogadores e curiosos pudessem perceber o conceito e todas as possibilidades. Desde que foi lançado, já recebeu vários jogos que puseram à prova o conceito.

Frantics é a aposta mais recente no universo Playlink e tenta levar a jogabilidade para o universo dos minijogos mais casuais. O resultado acaba por ser bastante misto e não tão divertido como podia ser.

Frantics permite que joguem com quatro pessoas ao mesmo tempo, cada um deles com o seu telemóvel, que usam como comando para controlar a sua personagem em cada um dos vários minijogos. Existe a hipótese de jogar cada um individualmente, ou fazer uma campanha para ver quem acumula mais coroas.

Os jogos variam entre coisas como desviar dos obstáculos durante uma corrida, jogar uma espécie de pitanga, montar veículos para correr, entre outras coisas. Tudo isto é controlado directamente com o telemóvel, seja por inclinação ou por carregar em algum botão do ecrã. Mas é aqui que surgem as primeiras grandes complicações.

Sendo um jogo que se debruça sobre a interactividade com os movimentos do telemóvel, estes acabam por não ser os mais precisos ou práticos de usar na maioria dos minijogos que requerem um pouco mais de perícia. Existe alguma lantência entre aqui que estamos a fazer e aquilo que acontece no ecrã, o que pode resultar em pontos ou movimentos que podem ditar a vitória ou a derrota.

Da experiência que tive, especialmente a jogar com outros jogadores (a nossa livestream é um bom exemplo disso), nem todos os jogos são exactamente cativantes ou dignos de ser repetidos mais que uma vez. Diria que metade é divertida ou, pelo menos, interessante e a outra metade vai entre o aborrecido e o fraquinho.

Como é possível jogar de forma livre ou em campanha, existem coisas que podem ser desbloqueadas livremente em termos estéticos, como óculos e adereços que servem para personalizar os animais com quem podemos jogar.

Frantics usa um visual suficientemente apelativo e divertido para ser jogado por toda a família. Os menus são simples e acessíveis, mas o mesmo não se pode dizer de todas as explicações disponíveis para cada minijogo. A música é o básico dentro do género e existe opção para jogar com vozes em português. Neste departamento temos a voz de Pedro Granger no papel da raposa, o qual faz um papel com resultados positivos.

Apesar de ser divertido a curtos espaços, Frantcis acaba por não ser das melhores experiências de jogo sociais que tive com o Playlink. A ideia é boa e funciona em metade dos casos, mas podia ter sido mais do que uma mera mescla de minijogos que nem sempre funcionam bem.

Positivo:

  • Dá para todos os tipos de jogadores
  • É fácil iniciar
  • Vários minijogos divertidos…

Negativo:

  • …Mas apenas cerca de metade vale a pena
  • Movimentos imprecisos no telemóvel
  • A novidade gasta bastante depressa

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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