Análise – Final Fantasy XV: Episode Gladiolus

  • Plataformas: PlayStation 4, Xbox One
  • Versão de análise: PlayStation 4

Já se passou algum tempo desde que Final Fantasy XV saiu e a Square-Enix tem vindo a trabalhar no jogo com novos updates, quer para corrigir e polir a base do jogo, adicionar novidades ou até colmatar as falhas apontadas pelos fãs. Tudo isso com a promessa de conteúdo adicional para o futuro, começando com o episódio a solo do amante de Cup Noodles, Gladiolus.

Se jogaram o jogo base então já sabem que a certa altura na história Gladiolus deixa a Irmandade do Anel por um curto período de tempo, com o intuito de ter que tratar de um assunto. Regressando um pouco mais tarde com umas novas cicatrizes mas sem nunca explicar o que andou a fazer nem como ficou nesse estado. Algo que na altura foi evidente que iria ser revelado num dos DLCs planeados para o jogo, e é sobre isso que o ‘Episode Gladiolus’ se trata.

O primeiro conteúdo adicional de Final Fantasy XV começa com Gladiolus a encontrar-se com Cor Leonis (personagem que encontram no segundo capítulo), e os dois partem para enfrentar a trial do Gilgamesh. Sendo que o resto do jogo baseia-se na dungeon ‘Tempering Ground‘ onde Gilgamesh reside, com Gladiolus e Cor a explorar a mesma.

Talvez explorar não seja a melhor palavra, uma vez que nesta dungeon não existe um outro caminho a não ser seguir em frente, e mesmo tendo passado parte do tempo a olhar para cada canto à procura de itens, o DLC não me durou mais de uma hora e meia para concluir (fiquei literalmente com um segundo a mais).

Ou seja, quem estava à espera de algo grande que fosse colmatar as falhas em termos de história vai ficar desapontado. Por outro lado quem estiver interessado em jogar com outras personagens e ver como as mesmas funcionam vai passar um bom tempo. Sim, mais uma vez a jogabilidade acaba por triunfar sobre a história, e tenho a dizer que ter controlo directo sobre Gladiolus foi algo que me agradou muito mais do que o que estava à espera.

Obviamente que o combate entre Noctis e Gladiolus é diferente, para começar a mecânica de warp é exclusiva a Noctis e uma das razões de interesse em experimentar o jogo, já Gladiolus é a habitual personagem com um grande número de HP e ataques pesados. Tendo em conta que eu sou mais do estilo de personagens rápidas e ataques leves, o meu receio seria dar de caras com uma parede ao controlar Galdiolus, mas numa reviravolta talvez tenha gostado mais de jogar com o estilo de Gladiolus do que Noctis em si.

Para começar, Gladiolus tem um ataque normal com quatro combos usando a greatsword e é aí que as semelhanças terminam com Noctis quando o mesmo usa uma greatsword. Existem três mecânicas que formam a base do combate com Gladiolus e que transformam o combate. Primeiro de tudo, como já foi dito Gladiolus não consegue usar warp tal como Noctis, então o uso do triângulo foi substituído por uma nova mecânica dedicada a ataques especiais que podem ser usados por Gladiolus com o nome de ‘Valor Gauge‘.

Basicamente à medida que vão atacando inimigos essa barra vai aumentando, com o ataque especial (chamado de ‘Glaive Art‘) a mudar à medida que a barra atinge certo ponto. Uma outra mecânica que usa uma barra é o sistema de Rage que vai enchendo à medida que o jogador defende-se de ataques, aumentando assim um multiplicador que quanto maior for fará com que Gladiolus faça mais dano aos adversários.

E isso leva-me a falar do escudo e da parte que mais me agradou neste jogo. Os itens do nosso save normal não estão presentes no DLC, e a quantidade que Gladiolus tem disponível a início é pequena a não ser que encontremos os itens que estão espalhados pela dungeon. Isto adicionado ao facto de Gladiolus estar trancado a nível 24 acaba por adicionar uma pressão para o jogador se manter vivo, mas mais importante, se tornar bom com aquilo que Gladiolus oferece.

Caso tenhamos o timing correcto as potions nem serão precisas, isto porque se formos ao chão e tivermos precisão com o dodge roll Gladiolus vai levantar-se imediatamente e ainda recuperar vida. É algo útil na luta contra inimigos mais complicados, mas mais importante é o uso constante do escudo. Ter o escudo erguido faz com que uma barra de “stamina” desça, sendo que não é possível ter o escudo erguido a toda a hora, no entanto defender de ataques inimigos para aumentar a barra rage é uma boa estratégia para concluir este desafio.

O número de inimigos que vai aparecendo é em grande número, devido a isso usar o escudo é uma boa maneira de não sofrer vários ataques mesmo se a início esses inimigos sejam fracos. Mas esse grande número que nos rodeia juntamente com a defesa que vai aumentando a barra rage é uma boa maneira de mostrar a força de Gladiolus quando começamos a derrotar esses inimigos em dois golpes. Obviamente que mais à frente aparecem inimigos com uma defesa maior, que é o tipo de adversário o qual Gladiolus costuma lidar, e é aí que a sua habilidade de pegar em pilares e usar os mesmos como arma entra em jogo, oferecendo bom dano aos mesmos.

Isso tudo demonstra o quão os adversários foram adaptados para esta nova jogabilidade, excluindo as boss fights os inimigos normais talvez não exijam tanta estratégia, mas existe também o parry que se for bem feito não só faz com que tenhamos evitado um ataque inimigo mas também abre a possibilidade de fazer um contra-ataque ao inimigo.

Em termos de história o jogo não tem muito a oferecer para o mundo de Final Fantasy XV, sendo apenas um desafio à convicção de Gladiolus quanto ao seu dever a proteger Noctis. No entanto em certas alturas, mais propriamente nos acampamentos onde se guarda o jogo, é possível assistir a linhas de diálogo extras que exploram um pouco a personagem de Cor e até Claurus Amicitia (pai de Gladiolus). Não foi o suficiente mas fiquei satisfeito ou saber um pouco mais sobre estas personagens que não tiveram o devido tempo de antena na história principal.

Após concluírem a parte principal do DLC dois novos modos ficam disponíveis, Score Attack, onde percorremos cada desafia da dungeon dentro de um limite de tempo ao tentar obter a maior pontuação possível. E uma batalha entre Gladiolus e Cor, onde será preciso pegar no vosso conhecimento da série Dark Souls e dar bom uso aos parrys, dodges e tudo o resto para sobreviver. É bom o suficiente se querem repetir esses dois modos para obterem ao melhor resultado possível, mas não chegam a oferecer muito em termos de recompensas .

No final, o primeiro conteúdo transferível de Final Fantasy XV foi tal como estava à espera, não focado em história mas sim na jogabilidade que acabou por me agradar imenso, embora seja uma experiência demasiado curta. Os modos extra apesar de serem interessantes, uma vez completados não oferecem muito para quem não se importa em obter a melhor pontuação ou completar os desafios da melhor forma possível.

Positivo:

  • Jogabilidade com Gladiolus
  • Exploração de outras personagens…

Negativo:

  • embora não seja o suficiente
  • Demasiado curto

Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

More Posts

Follow Me:
TwitterYouTube

Share

You may also like...