Análise – Final Fantasy XIV: Stormblood

Continuando a história do Warrior of Light, Stormblood é a expansão mais recente de um dos melhores MMORPGs de todos os tempos, Final Fantasy XIV.

Enquanto Heavensward e a história original coloca a vossa personagem como o foco principal da história, Stormblood faz precisamente o oposto e foca-se num grupo de personagens que luta pela liberdade e felicidade dos seus povos, que provêm de duas regiões ocupadas pelo Império Garlean: Ala Mhigo e Doma.

Ao longo de Stormblood vemos como esse mesmo grupo de personagens lida com os seus problemas, o quanto os problemas dos outros importam e se são fortes o suficiente para fazerem frente aos obstáculos que lhes aparecem na história.

No entanto, há uma personagem que brilha mais que todas as outras em Stormblood, e essa personagem é Lyse, que pensávamos ser Yda.

Em Stormblood, Lyse embarca numa aventura onde o seu objectivo é libertar Ala Mhigo das garras de Zenos e do Império, fazendo lembrar de certa forma Final Fantasy XII.

A história é contada de forma inteligente e intensa, e tanto Lyse como os seus companheiros evoluem bastante ao longo desta, tornando-se personagens bastante sólidas e interessantes.

Stormblood está recheado de cutscenes e com o diálogo, a Square Enix consegue transmitir-nos perfeitamente as emoções das personagens, aquilo em que acreditam, e as diferentes culturas que estas possuem de uma forma brilhante.

Já estava habituada a afeiçoar-me às personagens, mas a Square Enix consegue mesmo fazer-nos sentir em casa, que vivemos esta aventuras com elas, e que fazem parte de nós, e isso não acontece em qualquer MMORPG.

Zenos consegue ser um vilão muito interessante, agindo com discrição mas chegando-se à frente quando é necessário e tomar as rédeas da situação, seja de forma justa ou suja (mais a suja, mas pronto). Sendo um autêntico misto entre um sociopata e um psicopata, consegue impor medo e é capaz de situações um tanto intimidantes, sendo também bastante fácil de odiar ( não o suporto).

Cada personagem desperta em nós emoções e reacções diferentes, e se forem como eu, irão dar por vocês mesmos a falarem das personagens como se falassem de conhecidos ou até velhos amigos.

Para além da excelente história, Stormblood traz consigo imenso conteúdo novo, desde o novo level cap, podendo chegar até ao nível 70; até novas skills para todos os jobs. E já que falamos em jobs, podem ser um Red Mage ou um Samurai desde que tenham um Job a nível 50.

As Role Actions são diferentes e em vez de termos as Cross-Class Skills, podemos escolher entre várias Role Actions partilhadas entre certos jobs. Isto é bom porque não precisamos de treinar classes desnecessariamente.

Todos os jobs têm agora uma barrinha que o simboliza e que facilita o trabalho de acompanhar os status effects, e apesar de não me ter habituado durante algum tempo (jogo desde o início do jogo) é uma mudança positiva.

Os dois jobs novos desta expansão são Samurai e Red Mage, e são interessantes e divertidos de se experimentar. Como sou Dragoon quis experimentar Samurai e gostei do que vi, sendo este um Melee DPS que se sustenta em combos que adicionam Sen à vossa barra e culminam em ataques potentes bastante variados, onde devem aprender que combos usar em determinadas situações.

Já o Red Mage é um Caster bastante equilibrado, usando alguma magia negra e branca, acabando por ser uma classe muito útil e forte (e simples de se aprender).

Seja com uma classe nova ou com a vossa classe principal, podem explorar as novas áreas de Stormblood e descobrir imensas coisas giras. A história principal leva-vos desde desertos a águas cristalinas.

Com Stormblood, veio nadar tal como pudemos voar em Heavensward. Nadar pode ser muito útil, e deixa-vos explorar tanto à superfície como debaixo de água em determinadas áreas, mas especialmente no Ruby Sea, onde têm cidades subaquáticas por explorar e outras surpresas. Podem também pescar e colher itens valiosos.

Poderão eventualmente explorar Doma, recheada de cores vivas, historia e pequenos detalhes e onde se nota muito esforço e atenção ao detalhe no que toca ao visual.
As zonas de Doma são enormes e recheadas de jogadores, e NPCs (especialmente Kugane) e parece que está sempre algo novo a decorrer.

Passando aos típicos elementos de um MMORPG, temos imensas side quests por onde escolher, masmorras por explorar (para mim são o ponto alto da expansão), minions por coleccionar e FATEs por completar. Não irei falar das masmorras em si porque são muito importantes na história e posso fazer algum spoiler sem querer, mas todas elas são incríveis.

As FATEs atraem imensa gente por causa da experiência que se adquire após completas, sendo que a quantidade de experiência que dão aumentou significativamente.

Como todos os MMORPGs, temos PvP. O PvP de FFXIV mudou bastante, de forma revolucionária até. Os Jobs mudam um pouco em PvP, as barras mudaram para facilitar combos e as classes começam todas no mesmo nível com a mesma vida, tentando facilitar a vida a newbies e encorajá-los a melhorar.

A banda sonora de Stormblood é simplesmente maravilhosa e os gráficos são de fazer o queixo de uma pessoa cair, não desiludindo os fãs.

Embora haja imensa coisa nova, a sensação familiar de FFXIV continua lá, e isso faz-me querer jogar Stormblood até mais não. A expansão é brilhante, muito detalhada e consistente, e vale a pena comprá-la, sem sombra de dúvida.

 

Positivo

  • Gráficos, banda sonora e visuais deslumbrantes
  • História muito interessante e bem estruturada
  • Boa evolução das personagens
  • Novas classes são bastante divertidas de se jogar
  • Stormblood tem as melhores masmorras do jogo

Negativo

  • Nadar consegue ser divertido no início mas torna-se monótono com o tempo
  • Nem toda a gente se está a adaptar bem às novas mudanças de PvP e classes
  • Quero um patch novo. . (dêem-me mais história!!!)

 

 

Adriana Silva

Fã de videojogos, especialmente RPGs, Visual Novels e jogos de ritmo.
Gosto de anime, light novels e séries de televisão.
Devido à escolha de Steins;Gate, vim parar a esta linha temporal.
Cosplayer de coração, aspiro ser uma grande treinadora de Pokémon. (pelo menos melhor que o Ash…) Se isso não der certo, contento-me com governar Hyrule ao lado do Link.

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Adriana Silva

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