Análise – Escape Dead Island

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Como já devem saber, eu não sou um grande fã de jogos com Zombies, mas isso não quer dizer que não me divirta a fazer-lhes maldades de vez em quando.

Quando Escape Dead Island foi anunciado, fiquei bastante curioso, pois parecia misturar algo como Legend of Zelda e Metroid, com o universo de Dead Island. A ideia de poder explorar uma ilha inteira  e bater em mortos vivos à luz do sol tropical parecia uma ideia digna de explorar.

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Curiosamente, Escape Dead Island conseguiu espantar-me tanto pela positiva como pela negativa, pois se existem aqui boas ideias, muitas promessas iniciais acabam por não se cumpridas, ou são alvo de ideias mal aplicadas.

Escape Dead Island tem lugar na ilha de Narapela. A esta chegam três aventureiros que servem o típico cliché dos filmes e jogos de terror. A história podia ficar por aqui, mas com um twist positivo, Cliff Calo, a personagem principal, mostra não ser propriamente normal.

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À medida que o enredo avança, certos momentos começam a não bater certo, e por vezes, Calo entra num estranho mundo criado pela sua cabeça, onde a realidade fica alterada e coisas estranhas acontecem, as quais desafiam a lógica e até o conceito de existirem mortos vivos a deambular pela ilha. Este elemento é bem vindo e cria um clima de tensão, que vai levar a maioria a continuar a jogar para descobrir o porque destas alucinações e o que está por detrás do vírus que infectou a ilha.

Em termos de jogabilidade, Escape Dead Island dá uso a uma espécie de mundo aberto um pouco mais linear e pequeno. As únicas opções que são oferecidas em termos de exploração, são de caminhos opcionais ou zonas bloqueadas, as quais vão poder revisitar com novas armas ou engenhocas, que vos vão então conceder passagem, um pouco ao estilo Metroidvania.

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O facto de Escape Dead Island não ser propriamente um mundo aberto acaba por ser um pouco decepcionante, o que faz dele uma espécie de Legend of Zelda de zombies, muito mais linear. Cada missão que vão realizar em cada zona está sempre bastante bem indicada e não existe muita forma de fugir do caminho certo, a não ser para parar e tirar umas fotos para os arquivos da viagem, recolher pistas ou coleccionáveis.

Calo não é uma acrobata ou mestre de armas, mas até que consegue desenrascar-se bem. Podem usar armas de curto alcance e coisas como pistolas ou caçadeiras, mas o jogo incentiva claramente a agir de forma furtiva, pois dois ou três zombies alertados ao mesmo tempo resultam muitas vezes numa morte inevitável. Podem usar rádios ou outras coisas para chamar à atenção, se bem que o objectivo passa por eliminar as ameças uma a uma sempre que possível.

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Infelizmente, tanto a movimentação como combate não são os mais precisos. Por vezes é a detecção de colisão que falha, em outras são os timings dos desvios que não são realizados realmente quando pedimos, o que cria alguns momentos de frustração. A parte boa é que as mortes não são alvo de grandes loadings, embora algumas zonas vão ter de ser recomeçadas muitas vezes, com o mesmo padrão a ser repetido.

Tenho a dizer que mesmo que não seja o melhor cell-shading que vi nesta geração, Escape Dead Island tem um visual bastante apelativo, a fazer lembrar uma espécie de banda desenha, onde até nem faltam onomatopeias quando atacam um inimigo ou algo explode. Infelizmente, o mundo é um misto entre zonas detalhadas e espaços muito vazios e desprovidos de vida. O jogo está cheio de pop-ups, bugs e por mais do que uma vez caí em abismos porque o jogo não carregou a área seguinte. Os inimigos podiam ter muito mais detalhe e variedade entre si, sendo que os do mesmo tipo não chegam a ter mais do que duas ou três variações.

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Em termos de áudio, a banda sonora consegue fornecer bons momentos de tensão que ajudam a criar algum desconforto, mesmo que a maioria do jogo seja passado debaixo de um sol radiante. As vozes estão entre o razoável e o fraco, mas acabam por encaixar um pouco no jogo que faz lembrar um filme de terror de série B.

Embora não tenha uma campanha muito longa, Escape Dead Island tem ainda muito para oferecer a quem gosta do género. Não é um jogo que possa recomendar, ou que seja uma compra obrigatória. É uma pena, pois Escape Dead Island tinha ideias e condimentos para ser uma boa surpresa.

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Positivo:

  • Ambiente desconcertante da ilha
  • Visual ao estilo cartoon
  • Alucinações

Negativo:

  • Combate impreciso
  • Bugs e glitches
  • Repetitivo
  • Pouca variedade
  • Personagens estereotipadas
  • Exploração limitada

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Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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