Análise – Enter the Gungeon (por Mr. Henry)

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Para a minha 3ª análise de comunidade que faço para o PróximoNível, decidi escolher mais um jogo em pixel art que saiu em Abril deste ano e que não fosse assim muito conhecido. Enter The Gungeon é um jogo roguelike bullet hell criado pela Dodge Roll e Devolver Digital que tem grande influência de uma série que muita gente conhece, The Binding of Isaac.

Em termos de história, esta passa-se num planeta muito distante onde existe uma fortaleza que foi destruída por uma força devastadora e nesses escombros foi criada uma arma capaz de matar o Passado a partir dessas cinzas. Entretanto essa mesma fortaleza foi reconstruída e muitos tentam enfrentá-la para conseguir essa poderosa arma e apagar o que já foi feito para ganharem uma nova oportunidade. O problema é que essa fortaleza está carregada de criaturas que a protege.

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Vendo a jogabilidade deste Enter the Gungeon, não é por acaso que eu digo que tem tanta influência com a série The Binding of Isaac sem deixar de dar o seu toque pessoal. Por isso, vou começar a enunciar as semelhanças e as diferenças entre eles:

Semelhanças

  • Roguelike com inimigos em cada sala que entram
  • Níveis gerados aleatoriamente, o que torna cada vez que jogam numa experiência única
  • Jogabilidade difícil e muito frenética (digo isto no bom sentido)
  • Grande variedade de inimigos com ataques característicos a cada um
  • Várias personagens jogáveis com os seus perks característicos
  • Cada andar da masmora tem salas com cofre e vendedor de armas
  • Bosses variados e de dificuldade acentuada (neste jogo com referências à cultura pop atual)
  • Perma-Death (se morrerem no jogo, perdem tudo o que encontraram e começam tudo de novo)

Diferenças

  • Jogabilidade mais divertida, menos nojenta e perturbadora que o seu “competidor”
  • Mecânica de esquivar dos ataques dos inimigos por cima deles (muito importante neste jogo)
  • Salas com secções de teletransporte que vos permitem viajar de uma ponta do andar para a outra mais depressa
  • Grande variedade de armas com munição limitada que podem trocar durante o jogo e de itens passivos com referências a outros jogos e filmes, algumas delas a filmes de gangues antigos, da era espacial, entre outros

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Analisando agora o esquema gráfico de Enter the Gungeon, os cenários são muito coloridos e variados, passando por bibliotecas, calabouços, salas comuns e muitos outros com elementos que vos poderão ajudar na vossa jornada como mesas que podes derrubar para te protegeres de algum ataque ou barris explosivos e outros que nem por isso como por exemplo quedas para o “infinito”.

Enter the Gungeon é talvez uma das gemas que a cultura indie nos videojogos tem para oferecer. Com grande fluidez nos seus gráficos (também não podemos esperar por menos num jogo que contém gráficos inspirados nos de 16-bit), ambientes bonitos, criaturas visualmente apelativas e penalizadoras ao vosso mínimo descuido e uma jogabilidade bastante viciante, Enter the Gungeon promete ser a opção para aqueles que querem mudar de ares em relação ao ambiente grotesco e nojento de The Binding of Isaac e querem uma coisa mais divertida e com múltiplas opções estratégicas.

Para aqueles que adoram um bom jogo indie, que já sejam fãs da série The Binding of Isaac ou que querem experimentar algo novo, Enter the Gungeon vai garantir-vos várias horas de entretenimento e de rage se acabarem por morrer (inserir riso malévolo aqui).

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Positivo

  • Look charmoso
  • Imensas armas
  • Grande variedade de inimigos
  • Capacidade de te livrares de apertos com o dodge roll

Negativo

  • Algumas armas carecem de imaginação

 

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