Análise – Dragon Quest Builders

Como é natural, uma fórmula de sucesso tem que ser sucedida de inúmeras tentativas de emulação. Grandes sucessos ditam imitaçãoes, ou pelo menos, inspirações.

Um desses grandes sucessos é Minecraft, que deu origem a dezenas de clones e jogos que lhe vão recolher inspiração. Um desses jogos é claramente Dragon Quest Builders, mas existe mais neste jogo do que uma cópia directa e sem conteúdo, que o torna em algo relevante.

Para começar, Dragon Quest Builders é um jogo feito em cubos, mas que emana o charme típico da série. Os inimigos clássicos estão cá, o estilo de desenho também e os elementos de RPG ao estilo japonês não podiam faltar. O que muda? Bem, podem pensar nele como um Dragon Quest de acção com as mecânicas de construção emprestadas de Minecraft.

Aqui o objectivo passa por criar uma personagem, a qual tem o dom da criação e é o único que sabe como construir coisas ao início. Com este poder vão começar a recolher materiais para melhorar a vossa casa e fazer com que as redondezas vão evoluindo até aldeias completas. Quanto mais evoluem, mais pessoas aparecem e mais a cidade acaba por crescer.

Dragon Quest Builders não vos coloca neste mundo sem qualquer objectivo. Existe uma campanha recheada de missões que ajudam a perceber como tudo funciona. Os NPC vão dando Quests típicas com recompensas e que ajudam a treinar certos procedimentos de forma simples. Tudo o que podem criar precisa de materiais e estes podem ser recolhidos ao explorar o mundo.

Construir é bastante simples, pois cada objecto de construção que se encontra na vossa mala pode ser usado para colocar no mundo. Existem mapas e esquemas que ajudam a perceber melhor cada construção e com o passar das horas, estes vão aumentando em dimensão de forma considerável. Colocar cada bloco não é 100% prático, mas o sistema de sequência está bem feito.

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Quando partem então à descoberta, vão encontrar zonas recheadas de materiais para recolher e inimigos para enfrentar. Existem NPC que podem encontrar espalhados pelos mapas e até descobrir passagens para outras ilhas, as quais englobam novos monstros e objectos que podem ser recolhidos. Por vezes, a aldeia também pode ser atacada por inimigos que destroem o que construímos. Estes momentos são comuns, mas nunca parecem injustos ou demasiado punitivos, criando mais dinamismo e vida no próprio mundo de jogo.

Sendo uma aventura longa e que exige exploração, só tenho pena que a mochila onde carregam os items seja tão limitada. Felizmente, quando estão a criar algo, podem sempre usar os objectos guardados no baú. À medida que criam algo, podem sempre guardar o esquema e partilhar nos servidores online.

Como já referi, os gráficos misturam formas cúbicas com elementos pormenorizados. O mundo tem um aspecto bastante bom e o visual cartoon típico de Dragon Quest acentam que nem uma luva. A banda sonora é igualmente boa, o que ajuda a dar mais momentos bons à aventura.

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Dragon Quest Builders é sem sombra de dúvida um dos filhos de Minecraft, no entanto, a forma como está construído, as mecânicas que usa e o sabor típico de Dragon Quest, fazem dele um dos melhores jogos do género que já joguei até hoje, ao ponto de gostar mais dele do que alguma vez gostei de Minecraft.

Positivo:

  • Visual apelativopn-recomendado-2016
  • Jogabilidade prática
  • Encadeamento de objectivos
  • Banda sonora

Negativo:

  • Manipular construção com os analógicos
  • Picos de dificuldade
  • Mochila com espaço limitado

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Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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