Análise – Dragon Ball FighterZ

Depois de tantos anos de exibição e largas centenas de episódios, Dragon Ball sempre foi a série que incentivou à criação de umas largas dezenas de jogos de todos os géneros e feitios.

Curiosamente, um dos géneros mais lógicos seria o sistema de combate ao estilo 2D a fazer lembrar jogos como Street Fighter e afins. Alguns estúdios tentaram, mas sem grande sucesso, mesmo que estivessem bem próximo disso. Por isso mesmo, teria de ser um estúdio como a Arc System Works a tentar fazer com que tudo resultasse.

Pelos primeiros trailers mostrados, Dragon Ball FighterZ parecia demasiado bom para ser verdade, afinal era um jogo de luta como muitos sempre quiseram, mas com visual e combate de alto gabarito. As betas deram a entender que um grande jogo podia estar mesmo a caminho, mas o resultado final comprova que este é um jogo de topo.

Tal como outros jogos de luta actuais, Dragon Ball FighterZ apresenta-se como um produto completo, com modo história, arcade, missões e também com um bom número de opções online. Para aceder a qualquer modo, foi criado um lobby online/offline, onde podem interagir com outros jogadores ou visitar várias áreas que ajudam a preparar para o combate. Aqui podem escolher o vosso avatar, ver replays e comprar cápsulas com dinheiro de jogo, basicamente, lootboxes cosméticas.

Mesmo não sendo um jogo complicado de começar a jogar, este insiste em que façam os tutoriais para poderem aprender a jogar como deve ser. Existe uma área de treino própria para o efeito, mas também levam com muitos dos tutoriais durante a história. Já que falamos da história, este é o modo ideal para comçar a jogar. Não é nada que seja digno dos óscares e tem um tema altamente repetitivo que envolve clones, mas é, pelo menos, uma narrativa que vai agradar aos fãs de Dragon Ball.

Na campanha jogam num sistema de grelha onde encontram vários adversários e colegas para recrutar. Os mesmos servem como substitutos para a equipa para poderem recuperar vida e mudar entre personagens. Quem participa nos combates ganha experiência e acaba por ficar mais forte para combater outros inimigos ainda mais poderosos. Curiosamente, o modo arcade funciona num sistema de grelha também, mas o nível de dificuldade e o ranking mudam consoante perdem ou ganham.

No que toca ao online, podem estar sempre ligados se quiserem. Os jogadores entram no mesmo servidor e podem criar batalhas online casuais ou ranking, arenas de combate directas e muito mais. A experiência que tive a jogar online foi normalmente estável e com boas ligações. Os únicos problemas que tive foi com algumas saídas inesperadas do servidor e pior ainda, rage quitters no modo Ranking. Tirando isso, tudo parece estar a correr bastante bem.

No que respeita ao combate, Dragon Ball FighterZ usa o sistema de três para três onde mudam de personagem durante o mesmo. Cada personagem pode ser derrotada e dar lugar a outra que ainda esteja viva. Os dois aliados podem ainda entrar para dar uma pequena assistência imediata. O combate decorre num plano 2D com um sistema de combos bastante forte que pode ir do básico para os jogadores mais casuais a coisas impressionantes para quem aprende a dominar o sistema.

Os combates desenrolam a uma boa velocidade, com uma fluidez bastante boa. Seja durante as transições de cenários ou com super ataques a encher o ecrã, parece mesmo que estamos mesmo a ver algo que estaria a acontecer dentro da série. Em muito menos episódios claro está.
O balanço entre personagens ainda não está totalmente equilibrado e existem pelo menos duas personagens que merecem um valente nerf, mas por agora, a maioria do que está por cá está dentro dos Tiers esperados.

Algo aborrecido é a quantidade de lutadores disponíveis. Com um universo tão alargado de possibilidades, só os mais icónicos é que marcam cá presença. O pior é que já se sabe que algumas das personagens vão ser lançadas por DLC mais tarde. Além do mais, as personagens não usam todas as suas versões na mesma escolha base, por isso não há espaço para Son Goku e Vegeta nos seus estados normais, ou presenças como Raditz, Son Goten ou outros. Vamos ver o que o futuro reserva e que não pareça tudo não pareça retirado à força.

Se são pessoas que gostam de ver o seu dinheiro valorizado, este é um jogo que ainda dura umas boas horas em modos para um jogador e tem muito para fazer online.

Dragon Ball FighterZ é um jogaço, mas podia estar ainda melhor do que está. Se formos somar todas as decisões duvidosas com alguns dos problemas de repetição e questões que assombram o Ranking online, o cenário pode parecer negro, mas com a sua apresentação fantástica e combates que viciam totalmente, esta é uma das melhores experiências Dragon Ball de sempre, só não superando Dragon Ball Z Budokai 3 e Dragon Ball Z The Legend por questões de nostalgia.

Positivo:

  • Visual impressionante
  • Muito conteúdo
  • Sistema de luta em 2D que funciona
  • Recria bem a acção da série
  • Mistura entre o offline e o online

Negativo:

  • Poucas personagens
  • Problemas de ligações
  • Personagens desiquilibradas
  • Não penaliza os rage quitters online

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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