Análise – DOOM [Nintendo Switch]

Que ano estranho este de 2017. Não só a Nintendo Switch provou uma vez mais que o mundo ainda quer consolas de jogos dedicadas, como evidenciou que a Nintendo não se morreu (pela centésima vez segundo o que se diz pelas “internets”) e está mesmo bem de saúde. No mesmo ano em que isto acontece, a mesma consola recebe luz verde para adicionar DOOM ao seu catálogo de jogos.

Se são demasiado novos, não sabem certamente que DOOM nunca foi bem tratado nas consolas da Nintendo, sofrendo algumas censuras para corresponder ao grau mais familiar da Nintendo. Por isso mesmo é interessante ver como anos mais tarde e com uma mentalidade mais aberta, o DOOM de nova geração que saiu no ano passado chega à Switch o mais fiel possível quando comparado com as outras plataformas.

É verdade, DOOM na Nintendo Switch é um jogo bastante impressionante, não apenas por ser uma conversão bem sucedida, mas também por ser bastante divertido e prático de jogar, tanto em modo portátil como caseiro.

Para começar, a versão Switch de DOOM tem um aspecto bastante bom, ainda mais jogando no modo portátil. Os gráficos estão impressionantes para este formato, mesmo que sofra com alguns elementos menos detalhados no cenário, algum blur na imagem e certas animações mais rígidas. Para esta conversão a fluidez foi limitada aos 30fps, mas trabalhada de uma forma em que parece que o jogo está a correr mais depressa que isso. A velocidade é quase constante e só sofre com maior confusão e mais na versão ligada à TV.

A velocidade do jogo e a qualidade da conversão fazem com que jogar na Switch seja bastante positivo. É verdade que jogar tanto na consola como com o “Doggy” não é o mais confortável para longas jornadas, mas caso tenham o Pro Controler, o jogo fica ainda mais imediato e natural.

Além de uma campanha longa com uma história “assim-assim” que dura umas boas horas, ainda existe um modo arcade onde o objectivo passa por fazer as melhores pontuações possíveis, atingindo multiplicadores para ganhar mais pontos. É um modo engraçado para jogar com os amigos passando o comando para ver quem faz mais. Foi isso que fizemos em Livestream e foi bastante divertido.

Como se não bastasse, o modo Online também marca presença na versão Switch e não destoa do resto do conteúdo. As partidas online são bastante fluídas além de divertidas e confesso que tive de me obrigar a sair do online para conseguir continuar a campanha. Durante os primeiros dias apanhei alguns problemas de ligação aos servidores e picos de lag, mas as coisas foram melhorando ao longo dos dias.

Quando comparado com as versões de PC, PS4 ou Xbox One, DOOM na Switch é claramente a versão inferior. Os gráficos são piores, a fluidez também e falta o modo de criação de mapas. Por outro lado, DOOM também prova que é possível criar jogos actuais multiplataforma que podem correr na Switch numa versão menos bonita. Tendo em conta que a consola é assumidamente menos poderosa, mas tem como vantagem a portabilidade, DOOM prova que a Nintendo Switch tem um futuro bem promissor caso outras companhias queiram dedicar o seu tempo a criar para ela.

Mesmo com alguns sacrifícios, fiquei muito satisfeito com esta versão de DOOM. Ter um jogo de nova geração a correr de forma portátil para onde quer que eu fosse é uma sensação óptima de liberdade e demonstra que a Nintendo Switch é capaz de acompanhar a concorrência, mesmo que tenha de sofrer com alguns demónios.

Positivo:

  • Um bom teste para a Switch
  • Emulação da velocidade do original
  • Online viciante em qualquer lugar
  • Modo arcade é um bom desafio

Negativo:

  • Visual teve de sofrer com a conversão
  • Joy-Con desconfortáveis em longas sessões
  • Quebras de fluidez ocasionais

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

  • _GM_

    Este jogo é importantíssimo para a Nintendo Switch. Companhias como a EA, que “mostram” apoio à consola, mas quando se vai ver, o “apoio” é fraco, acabam por depois meter pé atrás no apoio. É como no caso do Fifa 18. Há quem diga que o Fifa 18 da Switch é um port de um Fifa da PS3. E no FIfa 18 da Swtich, não colocam o modo Journey. E depois a EA vê que a versão dessa consola não vende o suficiente, e depois dizem que vão esperar mais um tempo até fazer um novo jogo para a Switch. E algo me diz que fazem de propósito em fazer uma versão de um jogo, mais fraco, para a Switch.

    No outro lado da moeda, vemos a Bethesda a lançar um jogo para a Switch, que 1.º Ninguém estava a espera e 2.º apesar de não ter o mesmo desempenho que as versões Xbox One, PS4 e PC, continua a ser incrível a jogar na Switch. O que acaba por mostrar que, se uma produtora realmente se esforçar em fazer um bom port, ou uma boa versão de um jogo para a Switch, que realmente o jogo vai ter um bom desempenho na consola, o que até pode equivaler boas vendas.

    E acho que grande parte das produtoras da indústria já sabem que vale a pensa começar a apostar na Switch. Mas apostas a sério.

    • Daniel Silvestre

      Nem mais. Como disse na análise, este jogo acaba por ser importante para mostrar que a Switch consegue correr jogos de nova geração, mesmo que seja para isso fazer um downgrade visual. Vamos ver se isso acaba por ser um incentivo para as outras companhias.

  • SpeeDManiac

    Joguei uns 15 minutos no modo arcade e undocked e só posso dizer que quero as promos nos jogos nintendo o mais rápido possível e que a minha carteira aguente cheia até esse momento!