Análise – Dishonored: Death of the Outsider

 

  • Plataformas: PC, PS4 XBox One
  • Plataforma de análise: PS4
  • Data de Lançamento: 15 Setembro 2017

Dishonored chegou até nós em Outubro de 2012, pouco antes do fim do mundo, felizmente o fim do mundo foi adiado novamente e consegui experimentar o jogo em Janeiro de 2013. Desde essa altura que fiquei rendido ao mundo de Dishonored. Este mundo permite concluir as aventuras de várias formas, desde não matar ninguém, não ser visto ou matar tudo o que se atravessa à vossa frente. No fundo, cabe ao jogador concluir a aventura da maneira que lhe apetecer, pois o jogo dá-nos liberdade total. Assim, quando Dishonored 2 chegou em 2016 eu estava pronto para voltar a este mundo. Apesar de não ter tido o mesmo impacto que o 1º jogo, continuei a gostar. Agora chega Dishonored: Death of the Outsider com a promessa de concluir a história começada em 2012 e encerrar a trilogia Caldwin. Death of the Outsider é uma expansão stand-alone de Dishonored 2 e isso é notório em tudo, desde o aspecto às mecânicas.

A personagem principal é Billie Lurker, a mesma personagem que nos acompanhou durante a aventura de Dishonored 2 e está ligada a Daud, um dos antagonistas do jogo original. A história que nos é contada, no entanto, não é sobre Billie mas sim, Daud. Tudo o que fazemos no jogo é seguir as vontades deste personagem que acabou por vir a crescer com a série, em especial através de um dos DLC do primeiro jogo. A única escolha que nos é dada é mesmo a liberdade de completar a missão como quisermos. Se matamos ou incapacitamos o alvo, se preferimos causar destruição total ou permanecer nas sombras, enfim, aquilo que é a definição de Dishonored.

Os níveis que nos são apresentados têm alguma variedade, mas nem por isso são únicos. Se já jogaram Dishonored 2 então o ambiente vai-vos ser extremamente familiar. São novas instalações mas a quantidade de Déjà vu é bastante elevada. Se jogarem com calma e prestarem atenção ao que vos rodeia vão encontrar caminhos escondidos mesmo em frente do vosso nariz e formas alternativas de concluir as missões, o que é extremamente recompensador. Se por outro lado estiverem com pressa, podem sempre entrar a matar, apesar de alguns inimigos serem extremamente punitivos, e de não ser nada recomendado em dificuldades mais elevadas.

Normalmente quando jogo Dishonored, estou num ambiente calmo e consigo ter tempo para pensar e experimentar várias abordagens. Tal como em Dishonored 2 a existência de um quick save/load é muito bem-vinda, pois quanto mais ousados somos, maior é o risco. O jogo acaba por propor vários desafios e sem sombra de dúvidas que Death of the Outsider é o jogo com os poderes básicos mais complexos da trilogia.

Tudo começou com um tele-transporte a curta distância no 1º jogo, no 2º jogo foi acrescentada uma versão, primariamente para Emily, que permitia chegar mais longe mas limitado por outras circunstâncias e agora é possível atravessar barricadas, desde que estas não sejam opacas. Por outras palavras, neste momento podemos abandonar o nosso corpo e por alguns momentos navegar o nível sem preocupações marcando tudo o que vemos,deixando um marcador no mapa e posteriormente tele-transportar-mo-nos para lá. Só esta mudança acrescenta de imediato uma nova dimensão ao jogo e para os mais audazes torna-se até possível fazer o tele-porte para dentro de um inimigo e destruí-lo por dentro. Temos ainda um terceiro ataque bastante útil que permite roubar a fisionomia de outros npc’s. Com esta habilidade torna-se possível passar por barreiras que de outra forma seriam muito mais complicadas de transpor. De um modo geral as 3 habilidades concedidas a Billie são ousadas, complexas e bastante úteis para os veteranos da série, não sendo de todo simples de utilizar eficazmente.

O jogo tem um aspecto bastante pitoresco, onde a grande maioria dos cenários parecem ter sido pincelados, mais uma vez o jogo prefere o ambiente solarengo do 2º jogo aos cinzentos do 1º mas concentra-se mais nos edifícios. Os níveis que exploramos estão estruturados de forma a entregar a liberdade de exploração ao jogador e existe um grande ênfase na atenção pedida ao mesmo, principalmente com os códigos necessários para avançar.

Em termos de performance, na PS4 não tenho grandes queixas a fazer para além dos tempos de loading longos, mesmo quando efectuamos quick load e algumas pequenas quebras de fps. Em termos de jogabilidade é exactamente o mesmo jogo que vimos em Dishonored 2 e podem consultar a jogabilidade do mesmo na análise aqui. O jogo mantém todo o leque de possibilidades desde o espreitar, esconder, atirar objectos etc. Depois de concluírem o jogo uma vez, podem voltar a jogar com os poderes que vimos em Dishonored 2 e tentar outros caminhos e desfechos.

Há algo que tenho de frisar e que já vem da estrutura de Dishonored 2 e trata-se dos padrões dos inimigos. A IA do jogo parece estar ainda mais aleatória do que antes, existindo inimigos que parecem alterar as suas rotas e tempos de acção. Reparei nisto quando encalhei num objectivo e tive que reiniciar o ponto várias vezes. Os inimigos que se encontravam nas redondezas actuaram sempre de maneira diferente, foi um momento interessante e que me obrigou a adaptar em tempo real ao que me rodeava.

Como um todo foi uma aventura curta, mas também foi bastante intensa. Foi uma história sem grandes distrações e sempre directa ao assunto preenchendo os recantos do mundo com referências à série como um todo e que para os mais atentos o final tem mais que se lhe diga do que apenas o objectivo principal. Dishonored: Death of the Outsider poderá ser o último da série, e se assim o for, Dishonored terminou com chave de ouro.

Positivo

  • Liberdade para concluir as missões como queremos
  • Novos poderes acrescentam estratégias
  • Serve como uma boa conclusão no que toca a história
  • IA e a jogabilidade fazem com que a experiência tenha bastantes variações

Negativo

  • Problemas de performance
  • Todos os cenários parecem demasiado familiares para quem jogou Dishonored 2

Alexandre Barbosa

Também conhecido como Tylarth, sou um grande fã de videojogos no geral e séries de TV.

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