Análise – Disgaea 5: Alliance of Vengeance

disgaea-5-alliance-of-vengeance-analise-review-pn_00031

Se existe uma saga que permaneceu fiel às suas origens, essa série é Disgaea 5: Alliance of Vengeance. Mesmo com spin-offs, os jogos principais seguem constantemente o caminho de melhorar a fórmula sem a desvirtuar.

É isso mesmo que acontece com Disgaea 5: Alliance of Vengeance, que continua a reter as bases dos anteriores, com um combate ainda mais aprimorado.

Com muita pena minha, ao começar pela história, tenho de agarrar já num dos pontos menos bem conseguidos de todo o jogo, a narrativa e as personagens. Com uns melhores e outros piores, os jogos anteriores sempre conseguiram ter um enredo tresloucado e personagens carismáticas, no entanto, não senti o mesmo aqui.

A história de Disgaea 5: Alliance of Vengeance gira em redor de um termo mais que gasto, a vingança contra um tirano que está a conquistar o universo. Até aqui não era um grande problema, mas as personagens também conseguem ser bastante banais, com ideias mais sérios ou credíveis que no passado. Como se Disgaea 5: Alliance of Vengeance quissesse fugir ao espírito pateta dos anteriores. Onde está Valvatorez e o seu amor por sardinhas? Ou até Laharl que só quer conquistar o mundo?

Algumas personagens até conseguem destaque, como é o caso de Red Magnus, mas todas as outras parecem o típico cliché que já vimos em N animes. Porém, é por aqui que ficam as minhas queixas em relação a Disgaea 5: Alliance of Vengeance.

No que toca à jogabilidade, este é bem capaz de ser o jogo mais intuitivo da série e fácil de começar a jogar. Os tutoriais são bons e o ritmo a que são introduzidas novas mecânicas é o ideal. Os veteranos não precisam de ter medo, pois a profundidade está cá e os modos como Item World estão de volta. Em conjunto com as missões alternativas, conferem bons desafios.

A evolução dos inimigos na história tem um bom equilíbrio, embora incentive a realizar um pouco de grinding. Os primeiros encontros contra bosses acabam por ser os mais confusos, pois a equipa ainda não está treinada, mas nas fases finais, fazer ataques especiais e em equipa confere um maior equlíbrio.

Em termos de novidade, agora existe um modo Revenge que acumula quando um membro da equipa leva dano. Quando dentro deste estado, os Overlords conseguem realizar uma transformação que os torna mais fortes. É uma pena que o Revenge esteja limitado apenas a algumas personagens, quando todas podem acumular e activar este poder.

Por acaso, senti que neste jogo os combates conseguem assumir uma maior intensidade, tamanho e duração, por isso, nunca é boa idea ir para eles pouco preparados. Para isso existem os locais do costume no Pocket Netherworld onde podem curar as personagens, comprar armas e afins, assim como pedir ajuda na assembleia ou comprar/melhorar as habilidades de cada personagem.

Tal como nos anteriores, é possível passar imensas horas a melhorar a equipa e repetir missões apenas para ganhar mais dinheiro para comprar armas melhores. Eu sei bem o que isto é, pois eu já fui absorvido para este ciclo nos anteriores e voltei a fazer o mesmo aqui. Existem tantos modos, missões alternativas e diálogos escondidos que são apenas o começo para muitas horas de jogo.

Apesar do salto para a PS4, Disgaea 5: Alliance of Vengeance continua a manter o visual dos anteriores no que toca a gráficos de jogo. Tudo está mais definido e com mais detalhe, mas nada que puxe pela consola. O visual e desenho das personagens são bastante bons, com um estilo manga muito promenorizado. É no global um visual que me agrada, mas muitos podem sentir-se enganados por não ser graficamente exigente.

No que toca ao áudio, fiquei muito agradado com a música, no entanto, fiquei desapontado com a versão inglesa das vozes. A japonesa consegue ser um pouco melhor, mas mesmo assim tem uma mistura de vozes mais estridentes que se podem tornar irritantes.

De qualquer forma, não existe grande margem para dúvidas, Disgaea 5: Alliance of Vengeance é um grande jogo da série e o melhor jogo de RPG por turnos da consola até agora. Se são fãs da série ou procuram algo do género, então vistam o fato de Prinny e entrem na luta pela vingança.

Positivo:

  • Sistema de combate cada vez mais afinadopn-recomendado-ana
  • Bons tutoriais
  • Excelente arte visual
  • Novas classes e sistema de missões amplo
  • Conteúdo para centenas de horas de jogo
  • Prinnies

Negativo:

  • Visual das arenas podia estar bem melhor
  • Personagens bem menos interessantes que as anteriores
  • Muitas vozes aquém das expectativas na versão inglesa

pn-muitobom-ana

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

More Posts - Website

Follow Me:
TwitterFacebook

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.