Análise – Disgaea 4: Complete+

Foi nos dias quentes de Agosto de 2014 que tive a oportunidade de jogar pela primeira vez Disgaea 4: A Promise Revisited na PS Vita e enterrar largas dezenas de horas da minha vida a gerir um exército de personagens para combater em arenas ao estilo tradicional de um RPG táctico.

Mais de 4 anos depois e Disgaea 4 está de regresso com uma versão “final” e completa do jogo original. Disgaea 4: Complete+ é a versão ideal para quem nunca o jogou, mas podia ser um pouco mais para quem já passou pela versão da PS Vita.

Disgaea 4: Complete+ é praticamente o mesmo jogo que já tinha sido lançado, agora com todos os extras, DLC e com uma fluídez e visual mais afinado. A história não é para ser levada a sério, mas existe aqui um grupo das melhores personagens que a série já recebeu, mesmo já contando com Disgaea 5. Valvatorez é a melhor personagem principal da série e já tinha saudade da sua fixação por sardinhas.

Apesar da história ser tresloucada como sempre, Disgaea 4 ainda consegue reunir alguns temas políticos e interessantes, assim como referências e piadas relacionadas com temas recorrentes de videojogos. Extinção de Prinnies, personagens que querem ser Boss finais, vírus que transformam personagens em outras? Está tudo aqui, numa mescla que funciona melhor do que poderiam imaginar.

O sistema de combate funciona muito bem, com os cenários formados por grelhas onde movimentamos as personagens e atacamos por turnos. Claro que a série Disgaea é conhecida por aumentar vastamente o rol de coisas que podemos fazer durante os combates, por isso todos os ataques especiais, torres de personagens, fusões e criação de armas estão de regresso e pode ser usadas. Além da história, existem muitos outros sítios onde podem combater, como o Item World e o Character World, todos estes feitos a pensar na evolução das personagens.

A passagem para a actual geração fez com que Disgaea 4: Complete+ ficasse ainda melhor. A versão que recebi para análise foi da Nintendo Switch e tal como o anterior na PS Vita, não existe nada melhor do que poder estar a jogar em modo portátil onde quero, para depois chegar a casa e continuar na TV. O visual parece ainda mais detalhado do antes e o jogo está bastante fluído. Não sei se foi por culpa da nostalgia, parece que gostei mais da música desta vez do que na versão da PS Vita e as vozes continuam a estar muito boas independentemente da versão que possam escolher.

Caso não conheçam o universo, então precisam de saber que Disgaea 4: Complete+ é um RPG no verdadeiro sentido da palavra. Se o jogarem de forma casual não tem nem metade da diversão nem conseguem explorar um terço do que tem para oferecer. Aqui, quase tudo é gerido minuciosamente, desde os ataques, aos equipamentos, classes das personagens, forças, fraquezas e até a quantidade de coisas que podem personalizar nas estatísticas de cada elemento da equipa. Há até a possibilidade de sacrificar personagens de forma a evoluir do zero e melhorar os pontos fortes base.

Além da história que vai alémm das 50 horas, existe todo um rol de extras e coisas para fazer que garantem que o dinhero aqui é bem investido. Em menos de um piscar de olhos, já vão estar a superar as 100 horas e parece que nunca mais acaba. Com algumas das coisas que foram adicionadas (como a modificação dos votos em assembleia) e sistemas que melhoram algumas das funções, ficou tudo ainda mais sólido.

Ou seja, se são pessoas que preferem jogos mais rápidos e menos complexos no que toca a elementos de combate ou gestão, então vão sentir-se quase afogados na quantidade de menus e coisas que é preciso fazer para aproveitar Disgaea 4: Complete+. Todos os fãs do género já sabem que esta série é uma das melhores dentro do género e ter este jogo disponível na PS4 e na Nintendo Switch é um investimento mais que seguro.

Positivo:

  • Personagens e humor
  • Valvatorez continua a ser o maior
  • Bom sistema de combate
  • Gestão de quase tudo
  • Versão completa com muito conteúdo

Negativo:

  • Consegue ser confuso em combate
  • Assustadoramente complexo para alguns
  • Nada novo de relevante para quem já o jogou

 

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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