Análise – Disgaea 1 Complete

  • Plataformas: PlayStation 4, Nintendo Switch
  • Versão de Análise: PlayStation 4
  • Informação Adicional: Imagens retiradas durante as sessões de jogo.

Para ser honesto já faz anos desde que joguei Disgaea. Se não estou em erro o último encontro que tive com a série foi o terceiro jogo e desde então que tenho estado um pouco desligado do mundo de Disgaea, não toquei no quarto jogo e de certeza não experimentei Disgaea 5 que recentemente recebeu uma versão “Complete”. Entretanto Disgaea 1 não desistiu de se fazer ouvir e foi recebendo portes em várias consolas, chegando finalmente até à PlayStation 4 e Nintendo Switch com o nome de “Disgaea 1 Complete”.

O que esta versão completa apresenta é na realidade gráficos melhorados da versão Afternoon of Darkness que trazia para além do jogo original, uma história alternativa onde Etna era a protagonista. Outras novidades deste lançamento é a adição de uma ou duas personagens jogáveis e opções para desligar as animações do combate. Basicamente não existe grandes razões para os fãs comprarem este jogo a não ser gráficos mais polidos, que por si marcam uma enorme diferença ao ponto de ser um bom motivo para o fazer.

O lançamento desta edição vem de forma a comemorar o décimo quinto aniversário da série, dando um tratamento de maquilhagem que o jogo original bem necessitava, entretanto podia ter feito muito mais, como por exemplo corrigir alguns dos problemas que o jogo original apresentava ou até adicionar mecânicas que foram introduzidas nos mais recentes jogos. Ou seja, tenho mais uma vez de reforçar que este é um remaster da versão Afternoon of Darkness do jogo original, e não um remake.

Sendo assim, uma vez que o jogo continua igual não existe muito por onde ir. Disgaea é uma marca no que toca a jogos de estratégia e se jogaram os jogos mais recentes então sabem para o que estão a vir. Caso nunca tenham tocado na série mas tenham curiosidade, esta é a oportunidade perfeita para o fazer. A história não se leva muito a sério e as personagens na sua maioria nunca reagem como deviam às diversas situações que encontram ao longo do jogo, a jogabilidade é simples mas irá necessitar que dispensem algumas horas.

Laharl é acordado por Etna após ter passado dois anos a dormir e é informado que o seu pai morreu… há dois anos atrás. Laharl depressa põe a notícia para trás das costas e decide tomar acção ao relembrar a todos que ele é o Príncipe e o devido receptor do título de “Overlord”. Na história alternativa com Etna, ela acidentalmente mata Laharl quando o tenta acordar, decidindo então planear algo para resolver a situação na qual se encontra.

A história do jogo é dividida por capítulos que a início possuem apenas 4 níveis cada, sendo que vão aumentando à medida que o jogador vai avançando. Cada nível é um mapa com um determinado número de inimigos que é necessário eliminar antes de poder avançar para o próximo segmento de história. Tal como disse anteriormente, Disgaea nunca se leva a sério, com a maioria das situações a tornarem-se em momentos cómicos quer devido à situação ou então à interação entre as personagens.

Em termos de jogabilidade, Disgaea segue a mesma fórmula que outros jogos “Tactics”, excepto que conta com algumas coisas que tornam a série única. Querem avançar novamente pela história com tudo o que tinham da ronda anterior? Podem-no fazer. Querem alcançar um nível superior a 9000 e com as habilidades no máximo dos máximos? Podem-no fazer. Este é um dos pontos de atracção da série onde os jogadores podem sentir-se poderosos como nunca antes, algo que não é necessário para completar o jogo, mas que dá um prazer em ver com algumas horas de dedicação em cima.

Para além das personagens principais é possível criar minions para cada uma, cada um com uma classe diferente e com a sua própria especialidade em tipos de armas. O jogador pode criar uma vasta quantidade de minions mas quando está em combate apenas pode chamar um determinado número de personagens, sendo que se uma morrer em combate esta não pode ser substituída por outra, cabendo ao jogador decidir quem é que quer chamar.

Os mapas estão divididos em quadrados que indicam a zona de movimento que as personagens podem fazer. Para além de atacar, defender e itens também é possível usar habilidades especiais ou até levantar outras personagens, quer aliadas ou inimigas, e atirar as mesmas para outro canto do mapa, sendo bom para quando o jogador está a planear as suas jogadas.

Por vezes alguns dos mapas irão apresentar elementos extra que afectam cada quadrado onde as personagens se encontram. Isto deve-se ao facto de pequenas pirâmides que oferecem efeitos ao acaso desde mais defesa para quem estiver em um quadrado da mesma cor ou até mais experiência ao derrotar inimigos. Obviamente que os inimigos também são afectados por estes quadrados e na maioria das vezes é mais beneficente ao jogador eliminar essas pirâmides.

Como actividades extra o jogo apresenta o “Item World” onde é possível visitar vários níveis com o fim de melhorar o equipamento do jogador. Apenas é necessário selecionar um item que esteja no inventário e completar os dez níveis do mesmo para este aumentar de nível e ser mais poderoso. Dependendo do item o jogador poderá encontrar um desafio, mas a recompensa é bastante boa e marca uma enorme diferença caso o jogador esteja com dificuldade.

A outra actividade extra é o “Council” onde o jogador pode passar leis para ter mais itens à venda ou semelhante, sendo necessário subornar os “ministros” para estes estarem mais a favor da lei, ou então insistir à força. Não é necessário que o jogador invista neste processo uma vez que um nível alto é mais que suficiente para progredir no jogo, mas tal como é o caso do “Item World“, talvez os novos itens poderão ajudar a aventura de Laharl e companhia.

Tal como disse anteriormente, em termos gráficos este é um excelente remaster, com as “cutscenes” tendo um melhor aspecto e o estado pixelizado das personagens e mapas melhores do que nunca. No departamento sonoro a música está boa mas por vezes as vozes tinham um pitch um pouco mais alto do normal para esta geração, representando o estado antigo que o jogo possui.

Talvez devido ao tempo que passou desde que toquei na série, Disgaea 1 Complete por vezes pareceu mais difícil do que o que me lembrava. A maioria das personagens é bastante fraca e a única maneira de as mesmas aumentar de nível é se estas dão o último golpe ao inimigo, enquanto que por outro lado o jogo também torna-se bastante fácil com Laharl a ser uma máquina que leva tudo à frente, sendo bem possível completar vários níveis apenas com ele e sem problemas.

Disgaea 1 Complete marca o “regresso” de Disgaea original e da aventura de Laharl e companhia. Infelizmente o jogo não apresenta nenhuma novidade interessante que o jogo necessitasse ou que fosse um ponto importante para os velhos fãs, mas para os novatos que estejam curiosos ou os que se distanciaram há já algum tempo, este é um remaster a recomendar a todos.

Positivo:

  • Gráficos melhorados
  • Personagens e história cómica
  • Jogabilidade única para o seu género

Negativo:

  • Podia haver mais para além de melhores gráficos
  • Vozes não sofreram um bom remaster
  • Por vezes o jogo é impossível, outras vezes demasiado fácil

Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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