Análise – Crash Bandicoot N. Sane Trilogy [Nintendo Switch]

Os últimos anos estão a ficar marcados por uma série de grandes regressos de mascotes e personagens clássicas. Depois de muito tempo, Crash Bandicoot foi a personagem que teve finalmente o tempo e destaque merecido com uma bela trilogia.

Não foi preciso esperar assim tanto tempo para ver Crash Bandicoot N. Sane Trilogy saltar para outras plataformas, sendo a Nintendo Switch uma das mais recentes. O resultado está ao nível das expectativas, mesmo que tenha alguns pontos não tão positivos.

Podem reler a nossa análise original de Crash Bandicoot N. Sane Trilogy aqui.

Crash Bandicoot N. Sane Trilogy chega à Nintendo Switch com a mesma premissa do que foi lançado na PS4. Temos os três jogos originais em grande destaque, com todos os níveis adaptados para uma nova era de plataformas e jogabilidade. Claro que isso levanta todas as questões típicas relacionadas com a jogabilidade dos originais.

Apesar de ser um Remaster, Crash Bandicoot N. Sane Trilogy usa o mesmo sistema de jogo naquilo que foi adaptado, ou seja, continuam a correr para os mesmos lados, saltar entre as mesmas plataformas e utilizar os mesmos sistemas de navegação. Se isto pode trazer grandes doses de nostalgia, também cria grandes momentos de frustração, especialmente para jogadores mais recentes.

Felizmente a jogabilidade foi bem formulada para a Nintendo Switch. Jogar em modo portátil funciona bastante bem, mas sempre melhor com o Pro Controller. No que toca a prestação, a versão portátil corresponde às expectativas, mas é assolada por alguns problemas de fluidez e consegue ter grandes variações na iluminação, com cenários bem mais escuros do que devia ser.

Apesar do visual ter sofrido um pouco nesta passagem para a Nintendo Switch, nada foi alterado, por isso a experiência tida em qualquer outra plataforma está toda aqui. Os gráficos estão muito próximos do que se pode ver na PS4 em modo TV e existe sempre a vantagem de levar a consola e jogar em qualquer lado. A nível sonoro, está dentro do que seria de esperar e as músicas estão divertidas o suficiente para entreter sem ser necessário puxar pela nostalgia.

Se procuram a versão mais polida, podem sempre comprar em qualquer uma das outras plataformas mais poderosas, se querem o mesmo jogo e o pretendem levar para qualquer lado, então optem pela versão da Nintendo Switch. Apesar de ter nascido na consola da Sony, o Crash também fica bastante em casa na Nintendo Switch.

Positivo:
Os três jogos originais reunidos
Funciona bem tanto em TV como modo portátil
Níveis extra para testar a mestria

Negativo:
Picos de dificuldade inesperados
Níveis “escurecidos”

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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