Análise – Cat Quest II

  • Plataformas: PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch, PC
  • Versão de Análise: PC
  • Informação Adicional: Imagens retiradas durante as sessões de jogo.

Durante esta geração tem saído uns quantos jogos que apanharam o meu interesse mas que ainda não os experimentei, dois desses jogos vem de produções pequenas, sendo eles Little Nightmares e Cat Quest, estando um pouco interessado em ambos desde o dia em que foram anunciados mas tendo apenas tido a oportunidade de experimentar um deles até ao momento. Cat Quest foi um bom jogo, pequeno, simples e algo que conseguiu entreter-me bastante apesar do seu aspecto, e curiosamente tanto Cat Quest como Little Nightmare acabaram por anunciar sequelas, algo que ninguém esperava.

A grande novidade de Cat Quest II é o facto de o jogador poder partilhar a sua aventura com outra pessoa, isto tendo sido introduzido com a facção dos cães neste jogo, com um dos protagonistas a ser um cão. A história tem lugar no mesmo reino do primeiro jogo mas numa altura diferente, os dois protagonistas, um cão e um gato, são na realidade dois velhos Reis que regressaram após várias décadas de ausência e que tem de retomar o seu digno lugar no trono de ambos os reinos para parar a guerra entre os cães e os gatos.

Isto é a segunda novidade do jogo, o reino dos cães, algo que não estava presente no primeiro Cat Quest, dobrando assim o terreno que os jogadores podem explorar e também a duração do jogo nem que seja por um pouco pois este continua a ser bastante curto tal como o primeiro.

O jogo não muda muito quando comparado com o anterior, o mapa, isto é, o mundo o qual o jogador pode explorar continua a ser apresentado num formato que faz lembrar os RPGs de velha guarda. As aldeias continuam a funcionar como um local para dormir e assim recuperar energia e também guardar o jogo, e depois existem múltiplas pequenas dungeons que os jogadores podem explorar bem como várias missões secundárias. Estas missões secundárias continuam o mesmo formato de cada uma possuir a sua própria história que é contada ao longo de três a cinco missões, oferecendo mais para o muno do jogo do que apenas as habituais missões de colheita ou caçada.

A história continua a ser curta mesmo com um novo reino por explorar pois as missões estão divididas para ambos os locais, sendo facilmente concluído em cerca de 10 horas mesmo com todo o conteúdo adicional completo.

Passando então à jogabilidade, esta continua igual. O jogador pode desviar-se de ataques e atacar com a sua arma ou com ataques mágicos, embora desta vez duas personagens estarão presentes ao invés de uma. Caso o jogador esteja sozinho a Inteligência Artificial irá controlar a outra personagem, sendo possível trocar entre ambas com o premir de um botão. No entanto o computador não é o melhor no que toca à ajuda que pode oferecer ao jogador, com o companheiro a andar de um lado para o outro e apenas atacar quando o jogador o fizer, mesmo que o jogador esteja a meio de um combate e deixe de atacar por momentos para desviar-se de um ataque ou apenas organizar-se um pouco, o companheiro irá deixar de atacar logo de imediato. Se tiverem iniciado uma campanha a solo e tenham um amigo interessado em juntar-se à vossa aventura então não necessitam de preocuparem-se, pois podem entrar e sair do modo co-op a qualquer altura sem perder o vosso progresso.

Sendo assim, a melhor opção é mesmo jogar com outra pessoa, e caso estejam a jogar a versão PC uma pode ficar com o teclado e rato enquanto que outra pode aventurar-se com um comando. O inventário é partilhado entre ambos mas cada peça de equipamento e magia apenas pode ser usado por uma personagem por vez; caso possuam um feitiço de cura apenas uma das personagens poderá ter o mesmo equipado. Por outro lado o jogo apesar de não oferecer muito neste aspecto possui alguns extras para o equipamento como armaduras que oferecem mais defesa ou armas que façam com que feitiços de gelo sejam mais poderosos e por aí fora, sendo possível coordenar o vosso equipamento e criar pequenas “builds” caso queiram focar-se em algo específico para a vossa aventura, mas com o jogo a ser já tão fácil não existe grande razão para dedicarem-se exclusivamente a isso, sendo a outra alternativa simplesmente equiparem aquilo que tem o melhor aspecto pois a aparência da vossa personagem muda consoante o que tenham equipado.

Em termos técnicos não encontrei qualquer tipo de problema, o jogo é rápido ao entrar e sair de dungeons e até quando o jogador morre este reaparece logo de imediato no último checkpoint (guardando todo o seu progresso mesmo após ter morrido). Os visuais e estilo de apresentação estão bons mas a banda sonora não teve grandes melhorias, continuando a necessitar de algo mais.

Cat Quest II continua com a sua fórmula de “simples, mas bom” e “recomendado para todas as idades” mas agora com a excelente adição do formato co-op. Apesar de funcionar o jogo bem que podia ter adicionado algo mais para o tornar um pouco diferente e até alongar a sua duração, quer com um pouco mais de história para explorar este novo reino dedicado aos cães ou para simplesmente ver mais trocadilhos dedicados a gatos e cães.

Positivo:

  • Possibilidade de jogar em co-op

Negativo:

  • Banda sonora continua a não impressionar imenso
  • Inteligência Artificial do companheiro podia ser melhor

Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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