Análise – Carcassonne [Nintendo Switch]

Com o formato simples de transporte e transformável da Nintendo Switch, existe aqui muito espaço para que surjam jogos fora do convencional a que já estamos habituados a ver nas consolas.

Uma das vertentes possíveis e com espaço para explorar são os jogos de tabuleiro. Sempre prontos a entrar nesta indústria, embora em passos de lã, com todos os cuidados necessários para não perder a sua entidade. Isto tem levado a lançamentos perto do perfeito, enquanto outros nem por isso.

Um dos grandes problemas deste género, é o seu factor aleatório na forma como o jogo é gerido. Se à mesa, tudo é baralhado e montado à vista de todos, no formato digital, tudo é aleatório, por vezes ao ponto da frustração. Esse foi o sentimento que tive ao longo da minha experiência com Carcassonne na Nintendo Switch.

Para quem não conhece o jogo, aqui é necessário usar a peça que vos dão no início do turno. Esta pode conter caminhos, igrejas e partes para construir aldeias. No final, ganha aquele que tiver as melhores combinações de peças e tenha criado mais estruturas. O conceito é bastante simples, mas com uma profundidade bastante boa e várias estratégias que podem ser usadas, especialmente com o posicionamento dos peões.

Mesmo que nunca tivesse jogado Carcassonne, tinha uma ideia de como o jogo funciona, por isso as coisas começaram mal a partir do momento em que perdi logo no tutorial. Verdade que não estava bem focado, mas não deixou de ser estranho. A partir daí, jogando no modo normal com adversários controlados pela inteligência artificial, foi sempre doloroso. Mesmo jogado com os Easy Neighbors, estava sempre a perder.

Quando experimentei o jogo com outros humanos que tinham tanta experiência quanto eu, já pareceu bem mais justo, aliás, parece que os NPC estão sempre a receber as melhores peças, deixando com que ficasse apenas com os caminhos enquanto eles construíam cidades e afins. Por isso a melhor experiência é mesmo jogar Carcassonne com outros amigos.

Este é aquele tipo de jogo que não precisava de ter uma grande apresentação para fazer sentido, no entanto, estamos a falar de um jogo que faz os mínimos pedidos. Os menus são simples, o tabuleiro é o básico e as animações são bastante simples e limitadas. A banda sonora é bastante básica, assim como os sons do ambiente e do jogo em si.

O lançamento na Nintendo Switch foi feito como o jogo base, existindo expansões disponíveis. Por isso, se querem jogar com mais peças e funcionalidades, há sempre a hipótese de gastar mais dinheiro e ter mais coisas a acontecer no tabuleiro. Infelizmente não experimentei nenhuma, mas não me parece que seja problemático de incluir, pois o jogo base funciona bem.

No global, Carcassonne na Nintendo Switch é o jogo ideal para se jogar quando não é possível usar o jogo de tabuleiro a sério. Nada consegue substituir a possibilidade de juntar os amigos à volta da mesa e espalhar as peças. De qualquer forma, esta é uma boa forma de o fazer em viagem e em sítios onde nunca seria possível jogar Carcassonne.

Positivo:

  • Poder jogar em qualquer lado
  • Vários jogadores na mesma consola
  • Boa jogabilidade

Negativo:

  • Sentimento de injustiça aleatória
  • Apresentação básica
  • Não é o mesmo que jogar com as peças

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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