Análise – Call of Duty: Advanced Warfare

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Como sempre, chega aquela altura do ano em que as franquias anuais voltam para fazer uma visita, e seja num campo de futebol, ou num teatro de guerra, todos sabem que existem sagas que voltam todos os anos.

Como não podia deixar de ser, uma delas é Call of Duty, que após um certo Ghosts que deixou uma impressão Agri-doce, passa agora para o futuro com Call of Duty Advanced Warfare.

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Será que o ciclo de três anos a que a Sledgehammer Games teve direito permitiu que este novo jogo seja capaz de criar um novo fenómeno?

Para Call of Duty: Advanced Warfare, a Activision resolveu abrir os cordões à bolsa, e além de ter o talento de Troy Baker no elenco, contractou Kevin Spacey para o papel de Jonathan Irons, o líder da corporação militar Atlas. Como seria de esperar, isto dá azo a grandes interpretações principais, especialmente quando a versão digital de Spacey aparece.

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Como sabem, eu jogo Call of Duty pela campanha, por isso posso dizer com bastante satisfação que esta é a melhor desde os jogos de Call of Duty Modern Warfare.

O mundo futurista do jogo é bastante credível e interessante, e mesmo que seja mais uma história de guerra onde a finalidade é disparar sobre os inimigos para ganhá-la, Call of Duty: Advanced Warfare consegue criar um núcleo de personagens que não são tão passageiras quanto isso, e mesmo que o final da campanha seja algo anti-climático, ainda me lembro dos soldados que lutaram comigo até ao fim, algo que só aconteceu na série Modern Warfare.

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Tal como os jogos anteriores, Call of Duty: Advanced Warfare tenta apelar pela variedade, e por isso, podem contar com visitas a locais totalmente distintos espalhados pelo mundo. Tão depressa estão a usar invisibilidade numa floresta, como estão a escalar paredes de prédios com luvas magnéticas.

Algo que a passagem para o futuro engloba, é a chegada de armamento inédito na série, que vai além das armas. Aqui a arma mais importante é na realidade o Exoesqueleto que as personagens vestem. Este permite que sejam mais fortes, saltem mais alto, consigam projectar a personagem, ou resistam por mais tempo. Só é uma pena que cada missão esteja limitada a três funcionalidades do Exo, limitando por vezes habilidades essenciais, como o salto com propulsão, ou o gancho que nos eleva até plataformas mais altas.

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O Exo traz consigo também uma vertente RPG, com pontos que podem ser gastos a melhorar certas habilidades do fato. Estas são bastante úteis e variadas, por isso vale a pena tentar encontrar todo o Intel ou fazer mais Headshots para ganhar mais pontos.

Claro que toda esta loucura de Exos e afins não podia ficar só contida na campanha e por isso mesmo, segue caminho tanto para o modo co-op, como o multijogador.

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Em termos de Co-Op, Call of Duty: Advanced Warfare funciona num sistema de vagas de inimigos, com números cada vez maiores e mais inteligência. Estes modos são ideais para jogar com amigos de forma local ou online, e como podem ser infinitos, é uma boa forma de passar o tempo a tentar sobreviver o máximo possível.

Para muitos, nada do que está para trás interessa, e se são daqueles que só compram Call of Duty apenas pelo Online, também não vão ficar nada mal servidos. A Sledgehammer fez um bom trabalho em manter aquilo que todos gostam dos modos online, adicionando as pinceladas de guerra futurista.

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Embora o meu modo online favorito seja o Combat Readiness Program que simula os jogos multijogador online de antigamente, sem voz e mais directos, ideais para treinar, posso dizer que entre muita tareia que levei online, senti sempre que as novas adições são muito bem-vindas.

Não só estão sempre a desbloquear coisas novas, como a personalização do vosso avatar é muito mais vasta, com possibilidade de mudar vários estilos de Perks, Killstreaks, armas, módulos, entre outras coisas. A experiência da personagem e armas continua a ser medida, por isso preparem-se para aquele arranque lento até poderem começar a competir a sério.

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Tal como estava a dizer há alguns parágrafos atrás, o Online inclui os Exos e armas futuristas da campanha, o que consegue dar alguma sensação de novidade ao online, encaixando perfeitamente neste. A liberdade de movimentos dos Exos é fenomenal e um jogo que antes parecia muito mais dedicado a “guerra de corredores”, é agora um palco de combate em verticalidade. É verdade que os propulsores podem não agradar a alguns veteranos, mas eu só posso dizer bem deles.

No que respeita ao visual de Call of Duty: Advanced Warfare, a versão PS4 a que tivemos acesso para análise mostrou algumas das melhores cinemáticas que já vi até hoje. Em jogo, a coisa está vastamente superior à versão Next-Gen de Call of Duty: Ghosts, não só a nível de gráficos, como de detalhe e fluidez. Por vezes o ecrã sofre um pouco de screen-tearing, mas nada de grave.

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No departamento sonoro, o destaque vai claramente para os actores principais, especialmente Kevin Spacey e Troy Baker. Outras personagens, como Ilona, não estão tão bem e por vezes chega a parecer que estão a passar um enorme frete. As armas e afins estão ao nível habitual de Call of Duty. Umas fazem barulhos convincentes, outras parecem demasiado abafadas e, curiosamente, as mais futuristas são as que parecem mais autênticas e poderosas.

No geral, Call of Duty: Advanced Warfare é bem melhor que Call of Duty: Ghosts lançado no ano passado e é para mim o que está mais próximo da qualidade de um certo Call of Duty 4: Modern Warfare. Infelizmente, para ele, pequenos pormenores como limitações na campanha, inconsistência do elenco, co-op menos trabalhado que em Ghosts e alguns problemas de equilíbrio e conectividade online, acabam por manchar ligeiramente o resultado final.

 Vejam também a nossa vídeo-análise de Call of Duty: Advanced Warfare!

De qualquer forma, Call of Duty: Advanced Warfare é seguramente uma boa recuperação, um jogo de qualidade e uma garantia de que a Sledgehammer consegue respeitar o nome da série. Se isto é uma carta branca para Advanced Warfare 2 daqui a três anos, então as expectativas são muito boas.

Positivo:

  • Boa campanhapn-recomendado-ana
  • Protagonistas credíveis
  • Ambiente futurista bem concebido
  • Introdução dos Exos em todos os modos
  • Visual next-gen já se começa a notar
  • Combat Readiness Program

Negativo:

  • Cinemáticas prejudicam o impacto dos gráficos reais
  • Limitação dos Exos na campanha
  • Alguns actores parecem entediados
  • Gráficos sofrem ao passar para o online
  • Então os Zombies só vão chegar por DLC?

pn-muitobom-ana

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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