Análise – Brave Dungeon

A Inside System é uma equipa de devs japoneses que ficou famosa com Legend of Dark Witch. Inicialmente disponíveis apenas através da eShop Japonesa da 3DS, o primeiro jogo (são dois jogos) ganhou popularidade e foi traduzido e saiu cá na Playstation Vita e Steam. O segundo jogo também foi bem sucedido apesar de não ter saído para a Vita. Enquanto o terceiro jogo não sai, chega Brave Dungeon, o primeiro spin-off da franquia.

Brave Dungeon é um dungeon crawler, um dos meus estilos de jogo favoritos de todos os tempos.
A personagem principal é Al, que foi um dos boss do primeiro jogo e esta não está sozinha: Al conta com outros bosses conhecidas da franquia, sendo essas Stoj, Rudy, Papelne e Mari.
Juntas terão de se aventurar em cinco masmorras, em busca de um item mágico bastante poderoso.
A história não é muito explicada, o que é um pouco estranho já que os jogos da franquia têm histórias simples, mas bem explicadas.

Todas as masmorras podem ser exploradas desde o início, mas não o aconselho (a não ser que queiram levar uma carga de porrada de bicharocos bem rijos e fortes).
Não existe um nível indicado para cada um, embora os monstros sejam mais fortes de masmorra para masmorra.
Quando morrem são enviados de volta para a cidade, e a única “chatice” é os inimigos aparecerem de novo. As masmorras têm pelo menos cada uma cinco níveis, cada um guardado por um boss, que uma vez derrotado vos fornece uma chave para o próximo nível. Após abrirem a fechadura surgem imensos atalhos para voltarem para trás ou que podem ser usados no caso de serem derrotados e quererem voltar a tentar.

A disposição dos níveis não é aleatória nem complexa, cada beco sem saída têm algum género de recompensa de forma a compensar a exploração. Os inimigos estão bastante visíveis no campo de visão e são representados por ícones e embora a localização e quantidade destes seja fixa (quando os vêem na masmorra) , a quantidade e tipo de inimigos em batalha varia. O combate é por turnos e a prioridade é definida pela velocidade de cada personagem, e existe uma barrinha que explica a sequência, quem fica afectado pelas acções e afins, aproveitando algumas das mecânicas de Dark Witch e moldando-as a seu proveito, desde a barra de acção.
A barra de acção dicta que todas as acções excepto itens e espera consomem um certo número de action points. Para usarem ataques mais fortes devem usar ataques mais simples ou esperar, fazendo lembrar um pouco Bravely Default e sendo essencial contra Bosses apenas.

As Boss fights foram o que mais me agradou no jogo, sendo preciso saber jogar com as mecânicas e ter algum conhecimento do jogo em si e aproveitá-lo da melhor forma possível.
Alguns Bosses vêm dos jogos de Dark Witch, outros são novos, mas todos têm ataques novos e adaptados a Brave Dungeon e ao seu sistema de combate.

Em termos de dificuldade, Brave Dungeon não é um jogo difícil. Mesmo sem uma grande quantidade de grinding somos capazes de passar o jogo com calma.
Os níveis das personagens resumem-se em novas habilidades e classes, que ajudam bastante nas masmorras e são úteis para novas estratégias em certos bosses, por exemplo. Podem experimentar muito e isso faz com que grinding valha muito a pena.
Todas as personagens têm habilidades distintas, tendo cada uma a sua função. Al é um pouco de tudo por exemplo, enquanto a Papelne é uma personagem que joga ao ataque. Sempre que sobem de nível ganham boosts diferentes nos stats.


Podem melhorar os stats ainda mais através de trés, que adquirem ao matarem inimigos e que também pode ser usado para comprar certos itens.
Cada vez que compram um item torna-se mais caro, sendo algo chato de adquirir, embora sejam muito úteis. O sistema de combate de Brave Dungeon é bastante elegante e flexível, tornando-o um jogo bastante porreiro. Embora a arte e animação das personagens seja excelente, penso que o resto acaba por se perder um pouco. As masmorras são farinha do mesmo saco embora tenham gráficos diferentes e não representam um grande desafio, por exemplo. Depois de passarem o jogo irão desbloquear imensa coisa gira, o que vos fará querer jogar o mesmo mais que uma vez e não precisam de jogar os jogos de Dark Witch para gostarem de Brave Dungeon, recomendo-o vivamente. Se gostam de dungeon crawlers, este é um bom jogo para vocês.

 

Positivo

  • Personagens com design bastante apelativo
  • Animação das personagens é bastante boa
  • Sistema de combate interessante
  • Barra de acção

Negativo

  • Masmorras são farinha do mesmo saco
  • Itens são uma chatice de comprar e usar

 

Adriana Silva

Fã de videojogos, especialmente RPGs, Visual Novels e jogos de ritmo.
Gosto de anime, light novels e séries de televisão.
Devido à escolha de Steins;Gate, vim parar a esta linha temporal.
Cosplayer de coração, aspiro ser uma grande treinadora de Pokémon. (pelo menos melhor que o Ash…) Se isso não der certo, contento-me com governar Hyrule ao lado do Link.

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Adriana Silva

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Gosto de anime, light novels e séries de televisão.
Devido à escolha de Steins;Gate, vim parar a esta linha temporal.
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