Análise – Borderlands: The-Pre Sequel!

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Antes de passar para a próxima geração, a Gearbox Entertainment ainda tem algo para dizer a todo mundo. Borderlands: The Pre-Sequel é o jogo em questão onde o estúdio pretende experimentar com novas mecânicas e um tema diferente dos dois jogos anteriores. O jogo foi anunciado este ano no mês Abril pelo que o seu lançamento aconteceu há já alguns dias.

Neste jogo vamos passar para um tema espacial, algo que afecta não só a história como também a jogabilidade, mas vamos começar por partes. Tal como o nome do jogo indica, este é uma prequela de Borderlands 2 e que nos irá levar para lua de Pandora, Elpis. Grande parte das personagens conhecidas do jogo estarão presentes e com uma versão mais amigável de Handsome Jack.

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Em equipa vencedora não se mexe, e é nessa filosofia que a Gearbox Entertainment se centra em grande parte dos aspectos deste jogo. Continuamos a ter o nosso FPS/RPG que sempre conhecemos, havendo um mapa aberto para explorarmos e desbloquearmos novas missões bem como uma quantidade infindável de armas pelo meio para coleccionar. Ao seguir a história e as missões extra vamos abrir mais o mapa que está ao nosso dispor e com isso desbloquear novas missões, conhecer novas pessoas e apanhar muito loot.

Falando em loot, a Gearbox Entertaiment sempre conseguiu oferecer um sentimento de recompensa excelente e isso deve-se ao facto de haver um sistema de loot muito intuitivo. Qualquer inimigo pode largar uma arma, dinheiro, armadura ou outro tipo de item, e a nossa pesquisa pelas luzinhas verdes que indicam baús, caixas ou até cacifos com loot é algo automático.

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Chega a um ponto de ser desconcertante, correr em direcção às luzinhas verdes ao invés de haver uma certa concentração no jogo ou nos inimigos que estamos a combater, mas é uma mecânica que continua a funcionar e com a falta de gravidade neste novo cenário vemos por vezes loot a voar pelos ares. É visualmente espectacular, mas no calor do combate torna-se por vezes um entrave.

Passamos então para a adição do novo tema chave de jogo, ausência de gravidade e atmosfera. O jogo continua a ser o FPS que nós conhecemos, mas a ausência de gravidade criará um novo impacto, sendo que cada salto que damos vamos atingir alturas bem maiores. Explosões empurram também todo o tipo de corpos para distâncias maiores e até colocando-os em posições comprometedoras, favorecendo que saber usar esta mecânica da melhor maneira, sejam os inimigos como nós mesmos.

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Existe também a possibilidade desta mesma falta de gravidade tornar-se um pouco como um entrave dada à lentidão – ou à nossa percepção de que isso está a acontecer – com que recuperamos de um salto. No ar sempre podemos usar uma investida usando as nossas bilhas de oxigénio para atacar quem esteja no chão, mecânica esta que podia funcionar um pouco melhor.

A introdução do oxigénio neste jogo oferece-nos uma nova preocupação para termos em conta sempre que queremos viajar em longas distâncias. Felizmente a Gearbox Entertainment colocou várias chances de podermos recarregar rapidamente as nossas bilhas, seja com mecanismos que criam pequenos espaços com atmosfera artificial ou então géisers que funcionam também para esse propósito. Infelizmente este mecanismo deixa um pouco a desejar em termos de novidade, visto que acaba por ocupar um segundo plano em todo o jogo dado à fraca necessidade de estarmos atentos ao mesmo.

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Dentro deste cenário vamos passar por alguns cenários que se distinguem facilmente, como zonas gélidas e outras praticamente em lava. Se nos deixarmos cair por um rio de lava somos mortos instantâneamente enquanto que existem zonas gélidas que nos vão destruindo aos poucos, dando sempre uma chance para podermos fugir rapidamente.

O jogo continua com a mesma apresentação em cel-shading possuindo um estilo que é facilmente identificável da série. Neste jogo vamos ter o mesmo tipo de inimigos do jogo anterior mas com vertentes dentro do tema espacial. Muito humor e inúmeras referências sejam elas no ramo musical como dos videojogos estão sempre presentes e conseguem colocar um sorriso rasgado no nosso rosto.

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Numa nota geral, Borderlands: The Pre-Sequel é um passo tímido em frente. A Gearbox Entertainment absorveu e repetiu aquilo que havia de bom em Borderlands 2 e tentou inserir um novo tema. Infelizmente esta nova aposta ficou um pouco aquém do desejado tornando o jogo como um pouco mais do mesmo.

Não se deixem mesmo assim enganar, este novo jogo continua a ter a essência e os ingredientes que tornaram a série o que é hoje em dia. Mais rapidamente recomendo Borderlands 2 para os mais novatos, mas se comprarem este não ficarão de qualquer forma defraudados.

Positivo:

  • Jogabilidade intuitiva
  • Inúmeras missões
  • Apanhar Loot nunca foi tão gratificante
  • Humor constante
  • Novo tema…

Negativo:

  • …que podia ter sido mais explorado na jogabilidade
  • Novas mecânicas não produzem tanto impacto como deviam

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