Análise – Bladestorm: Nightmare

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Como é possível ver pelos seus esforços mais recentes, a Omega Force consegue fazer mais jogos do que apenas Dynasty Warriors, embora a maioria sejam spin-offs da série com o mesmo motor de jogo.

Já lá vão alguns anos desde que Bladestorm: The Hundred Years War foi lançado, por isso a Tecmo Koei resolveu ressuscitar o jogo para a nova geração, com o acréscimo de um modo extra baseado em fantasia.

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Em Bladestorm: Nightmare criam o vosso general e partem para a versão histórica ou fantasiosa da guerra dos 100 anos, mas em vez de serem um único herói, são um comandante que precisa de combater como um exército.

O sistema de progresso é feito ao estilo Dynasty Warriors, onde precisam de atacar posições e derrotar certos generais, ou acabam por ter de defender as vossas posições. É aqui que o sistema de exércitos faz diferença.

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Quando avançam, avançam acompanhados de outros soldados que obedecem às vossas ordens e replicam os vossos movimentos. Se atacam outro exército, todos atacam em conjunto para dar dano, o que faz com que Bladestorm: Nightmare mais faça lembrar um Total War de acção.

Claro que existem vantagens e desvantagens em utilizar certas classes de unidades ou atacar certos inimigos, mas a estratégia não é tão vasta e complicada como parece ao início e é rápido perceber que a força está em atacar com muitos, sem dar tempo aos inimigos para responder.

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Como mercenários, podem escolher qual dos lados querem suportar na guerra, vendo a acção pelos dois lados, no entanto, no modo Nightmare, já vão ter de lutar com os novos aliados que agora combatem figuras mitológicas e malignas controladas por uma versão feiticeira de Joan of Arc. Esta variação entre as personagens reais e a sua versão mística de Nightmare é bem-vinda, embora pareça estranho estarem a lutar contra certas figuras histórias “boas”.

As missões são contractos que podem escolher na taverna que serve como lobby entre missões, onde podem vender e comprar coisas, melhorar armas e falar com os NPC.

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Embora não seja um espanto visual, Bladestorm: Nightmare é bem melhor visualmente na campanha Nightmare. Como a campanha principal é um remaster do jogo original, o visual foi retocado, mas não ficou grande coisa, indo o destaque mais para as personagens principais e aquelas que podem criar no editor. O jogo também sofre de alguns problemas de fluidez que assolam especialmente os combates.

Além disso, existem problemas clipping, bugs, glitches e até inteligência artificial, que nos leva a ver soldados a correr contra paredes ou presos porque o exército os empurrou para fora do arco de uma porta de entrada.

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As vozes são simpáticas, mas algo desprovidas de vida, além de que se repetem demasiado. A banda sonora não está nada má e tem alguns momentos altos que tornam sobretudo os combates em algo mais épico.

Apesar de ter boas ideias e ser uma série com mais para dar, Bladestorm: Nightmare não me entreteve tanto como Dynasty Warriors ou Samurai Warriors. O seu sistema de exército é interessante, mas por vezes parece que estariam tão bem com eles como sem eles, o que tira algum do sentido ao próprio sistema de jogo e sem isso, não é mais do que um Dynasty Warriors, com o tema ocidental da Guerra dos 100 anos.

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Positivo:

  • Utilização da Guerra dos 100 anos
  • Podem ver o combate dos dois lados
  • Criador de personagens
  • Bom twist com os monstros de Nightmare

Negativo:

  • Visual deixa a desejar
  • Sistema de exército nem sempre funciona
  • Vozes sem vida e repetitivas
  • Bugs e glitches em demasia
  • Inteligência artificial

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Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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