Análise – Black Panther

2018 vai ser mais um ano recheado de filmes de super-heróis. No lado da Marvel Studios, muita gente está ansiosa para ver o Avengers: Infinity War em Maio, mas antes disso chega-nos primeiro o filme de Black Panther, realizado por Ryan Coogler (Creed, Fruitvale Station).

Introduzido primeiro em Captain America: Civil War (2016), Chadwick Boseman volta a interpretar T’Challa / Black Panther. Após a morte do seu pai, T’Challa regressa a sua casa em Wakanda, uma nação tecnologicamente avançada em África e isolado do resto do mundo, para assumir o trono. Contudo, o papel de rei gera novos desafios, e T’challa tem que lidar não só com inimigos que pretendem prejudicar o seu reino, como começa a questionar a posição de Wakanda face aos problemas do exterior.

Uma vez que o filme está focado no Black Panther, ficamos a conhecer melhor as origens da personagem e o seu contexto. Chadwick Boseman mantém uma prestação competente no papel de T’Challa e demonstra um lado mais descontraído da personagem. Já o seu fato de Black Panther recebeu alguns upgrades desde a sua última aparição em Civil War, desta vez capaz de absorver a energia cinética de um impacto e libertá-la como uma onda de choque. 

No geral, o elenco de Black Panther tem uma boa prestação. Gostei da participação de Luputa Nyong’o como NakiaDanai Gurira como Okoye, duas aliadas de T’Challa que participam na maioria das cenas de ação. Também gostei da Letitia Wright como Shuri, a irmã de T’Challa que o ajuda na parte mais técnica com os seus engenhos tecnológicos (imaginem o Q em James Bond). Outros destaques vão para Daniel KaluuyaForest WhitakerMichael B. Jordan que faz um trabalho decente como o vilão principal do filme, mesmo que acaba por ser mais um vilão descartável.

Em relação ao Universo Cinemático da Marvel, Black Panther é um filme bastante isolado e dá para acompanhar sem grandes problemas caso não tenham visto todos os filmes anteriores da Marvel. No entanto, existem algumas personagens que regressam, como é o caso de Martin Freeman no papel do agente Everett K. Ross, que surgiu em Captain America: Civil War, e Andy Serkis como Ulysses Klaue que esteve em Avengers: Age of Ultron (2015). Martin Freeman tem mais tempo de antena desta vez e serve como uma das personagens secundárias que ajuda T’Challa. Já as cenas com o Andy Serkis são uma das minhas partes favoritas do filme, mas infelizmente a personagem dele não tem uma presença tão duradoura quanto gostaria.

A nível de narrativa, Black Panther não impressiona muito, uma vez que segue a típica fórmula dos filmes da Marvel, algo que se nota mais no 3º ato. Ao contrário de filmes como Thor: Ragnarok que vão mais pelo lado da comédia, este leva-se um pouco mais a sério, mantendo um bom equilíbrio entre momentos dramáticos e humor. Como seria de esperar, ainda existem algumas cenas de humor que são algo forçadas, mas como já estou habituado a isto, acabei por não me importar muito.

Um dos aspetos do filme que me surpreenderam foi a banda sonora. A não ser que o filme se chama “Guardians of the Galaxy,” os filmes da Marvel têm a tendência de oferecer uma experiência pouco memorável quanto ao departamento sonoro. Neste caso, temos uma grande mistura de géneros que ajudam a realçar as cenas do filme. O filme vai buscar inspirações ao continente onde a maior parte da ação decorre, por isso contém com muitos cânticos africanos, assim como algumas faixas de rap, entre outras surpresas.

As minhas expetativas para Black Panther não eram muito altas, mas acabei por sair satisfeito. Apesar de seguir a mesma fórmula de muitos filmes da Marvel, conseguiu manter o meu interesse do início ao fim e deu a conhecer melhor um super-herói sobre o qual não sabia quase nada.

Sérgio Batista

Membro do PróximoNível desde 2015. Tira fotos em demasia durante os eventos.

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