Análise – Battle Princess Madelyn

Battle Princess Madelyn é um daqueles jogos que me chamou a atenção, não por estar nas bocas do mundo ou “escarrapachado” em sites e redes sociais, mas sim através da minha caixa de correio, tendo chegado até mim em vários Press Releases que não dei muita atenção, até um determinado trailer me ter despertado o interesse.

O curioso de Battle Princess Madelyn é que nem é exactamente aquilo que pensava quando o comecei a jogar. Estava à espera de um Metroidvania a sério, mas o primeiro modo que escolhi, o modo Arcade, era mais parecido com um Ghosts n Goblins do que algo do outro género. Fiquei por isso bastante agradado quando descobri que o modo de história aproveita os cenários do Arcade para conceder esse estilo de aventura.

Por isso mesmo, Battle Princess Madelyn é quase dois estilos de jogo num só, embora partilhem de quase tudo. O modo arcade é feito para jogar directamente sem haver interrupções, exploração ou história pelo meio, enquanto a Aventura fala por si. Existem aldeias, NPC, missões principais e alternativas, assim como items que melhoram as capacidades da Madelyn.

A forma como a história é apresentada é bastante cativante, mas depressa nos sentimos um pouco atirados para caminhos algo confusos. A organização do mapa não faz assim muito sentido e maior parte das vezes encontrei o local e boss certo apenas por acidente. Mesmo que seja inspirado nos clássicos, não existe motivo para não receber algum estilo de indicação para onde nos devemos dirigir e quem temos de derrotar a seguir. Os NPC em vários casos são mais vagos que os que fizeram part-time no primeiro Final Fantasy e existem uma série de pequenas irmãs gémeas obcecadas com a derrota dos bosses do jogo.

Por isso mesmo, Battle Princess Madelyn está no seu melhor quando está a fazer-nos passar por vários cenários bem construídos e com inimigos correctos. Alguns momentos são cobertos de frustração pura com posicionamentos injustos e falta de habilidades que são adquiridas mais tarde, para tornar tudo muito mais simples. O sistema de plataformas e combate vai beber tanto a Ghosts N Goblins que Madelyn até perde a sua armadura quando leva o primeiro ponto de dano, ficando em vestido de noite até sofrer o seguinte. Podem morrer um número limite de vezes antes de voltar ao início do cenário, felizmente, derrotar inimigos volta a encher a barra de tentativas. Durante o jogo também contamos com a ajuda do cão de Madelyn que passou para o mundo dos mortos, mas resolve continuar presente para prender ou atacar os inimigos.

Depois de jogar a aventura, o modo clássico Arcade já me pareceu bem melhor e mais fácil de jogar. De qualquer forma, não se deixem enganar, este ainda é bastante difícil e complicado de concluir. Por mais que uma vez senti que estava a sofrer derrotas injustamente, o que a juntar a outras tantas por minha culpa, acaba por cortar o entusiasmo.

Outro problema com que me deparei em Battle Princess Madelyn, são os tempos necessários para que o jogo arranque e alguns dos loadings entre zonas. Não se pode saltar logos à frente ao início e temos de ver toda a animação do Menu, o que se torna aborrecido. É suposto que um jogo destes não demore tanto, especialmente numa consola como a Switch onde o poder imediato de ser portátil é uma mais valia.

Sonoramente e visualmente, Battle Princess Madelyn é um misto entre os jogos clássicos da era das 16 bits, com as mecânicas e sonoridade actuais. O jogo faz isto muito bem, permitindo que se jogue com as linhas no ecrã e que se possa mudar entre música chiptune ou composições mais actuais.

Battle Princess Madelyn é um bom jogo para quem jogou coisas como Ghosts N Goblins e Castlevania com exploração. É um misto interessante dos dois que mesmo não sendo do melhor que se fez dentro do género, é algo que os fãs do estilo não perdem nada em experimentar.

Positivo:

  • Dois modos de jogo distintos
  • Apresentação retro bem conseguida
  • Desafiante
  • Banda sonora retro e actual

Negativo:

  • Loadings e menus lentos
  • Progresso confuso na aventura
  • Momentos injutos com fartura

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

More Posts - Website

Follow Me:
TwitterFacebook

Share

You may also like...