Análise – Baccano! (Vol. 8 – 10)

  • Volume: 8 – 10
  • Géneros: Acção, Comédia, Drama, Histórico, Horror, Mistério, Psicológico, Romance, Supernatural
  • Publicadora JPN: Media Works; Dengeki Bunko Magazine
  • Publicadora ING: Yen Press
  • Formato: Light Novel

 

Por esta altura já todos sabem o quanto Ryohgo Narita gosta de introduzir personagens nas suas obras. No entanto este não o faz apenas com o intuito de criar uma nova história ou situação para as nossas personagens favoritas enfrentar. É verdade que estas novas caras estão embrulhadas nos acontecimentos que sucedem a sua introdução, mas o autor sempre dá o seu devido destaque e até as volta a usar mais tarde, muitas vezes deixando de lado o elenco principal e focando-se apenas nestas personagens secundárias.

Esta trilogia que tem lugar no ano de 1934 é um dos melhores exemplos possíveis sobre a aproximação que o autor tem com Baccano!, contando sempre algo interessante e fazendo até com que as novas personagens se sintam em casa e que sejam rapidamente as favoritas dos fãs.

 

SINOPSE (Vol. 8)

The year 1934.

After the incident at the Mist Wall, the Martillo Family’s youngest capo finds himself on his way to prison to protect the one he loves.

The rest are there for their own reasons–the homicidial maniac wants to taste the thrill of killing an immortal, the thief simply got himself caught, the hitman is there on a mission from Nebula, and the alchemist was incarcerated years ago.

As the FBI attempts to get to the bottom of Huey’s machinations, another ruckus is about to erupt across the San Francisco Bay–deep in the heart of Alcatraz.

 

O primeiro volume ‘1934 – Alice in Jails: Prison‘ foca-se mais em caras conhecida. Devido à recente onda de eventos o trio inesperado de Firo Prochainezo, Isaac Dian e Ladd Russo é formado na prisão de Alcatraz, o mesmo lugar que tem sido a “casa” de Huey Laforet durante vários anos. Fora da prisão de alta segurança outras personagens vivem o seu dia-a-dia até ao momento em que terceiros começam a intrometer-se e a criar confusão.

A situação que está a decorrer dentro de Alcatraz é certamente o foco principal deste volume, contando com um grupo inesperado no último sítio provável que poderiam imaginar. Não só estamos a observar uma situação “fora do normal” como também existe um objectivo deveras interessante que acaba por agarrar a atenção do leito. Por outro lado, os eventos que decorrem em Nova Iorque também tem o seu ponto de interesse, pois abordam mais personagens favoritas, mas algumas delas acabam por ficar em segundo plano nos volumes seguintes.

No segundo volume, ‘1934 – Alice in Jails: Streets‘ a história segue os eventos que decorreram na cidade de Chicago ao mesmo tempo que a situação de Alcatraz, excepto que desta vez temos um todo novo elenco de personagens e poucas caras familiares. Neste volume a Família Russo e o grupo de homunculos criados por Huey são as personagens principais.

Para quem foi introduzido pela primeira vez, algumas destas personagens decididamente deixaram a sua marca, enquanto que outras criaram relações que nos deixam curiosos quanto ao percurso que irão perseguir. De certa forma não seria de todo errado pensar que neste volume algumas estradas são cortadas enquanto que outras decidem seguir uma nova direcção que ninguém sabe onde as irá levar.

1934 – Peter Pan in Chains‘ acaba por ser a conclusão da saga de 1934 mas não da maneira que muitos esperavam. Aqui vemos as consequências dos dois volumes anteriores e também a continuação de algumas histórias das novas personagens; explorando o destino destas e onde irão parar quando as coisas acalmarem-se.

A história certamente seguiu um caminho interessante com as novas personagens do segundo volume desta trilogia, com estas a tomarem mais o foco que as outras, enquanto que a situação de Alcatraz ia ficando presente de vez em quando apenas para dar uma conclusão às consequências realizadas pelas acções de Firo e companhia durante o primeiro volume. Este terceiro volume bem que podia ter realizado as coisas um pouco melhor na prisão de alta segurança, mas torna-se óbvio que o autor queria contar o outro lado da história enquanto preparava-se para o que poderá estar a vir no futuro.

1934 é mais um dos exemplos em como Baccano! por vezes larga os seus protagonistas a favor de criar uma história mais interessante com um grupo de personagens desconhecidas ou que ainda não haviam sido exploradas até ao momento, levando os fãs a gostarem mais destas que o elenco principal, isto com a excepção de Isacc e Miria que serão sempre um raio de sorrisos e alegria impossíveis de não gostar.

Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

More Posts

Follow Me:
TwitterYouTube

Share

You may also like...